Com quase cinquenta propostas diferentes, numa espécie de celebração total, a primeira edição do festival “Jardim de Verão” começa a 23 de Junho. Apostando na multiculturalidade, vai espalhar-se por todo o jardim da Gulbenkian e, claro, pelos edifícios que o salpicam, num programa pensado para todos. 

 

Texto: Rui Lagartinho               Fotografia: Márcia Lessa/FCG

 

Logo no primeiro dia do festival “Jardim de Verão”, a 23 de Junho, o anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian acolhe o concerto “Les amazones d’Afrique”, no qual um grupo de mulheres do Mali, entre as quais se inclui Mariam Doumbia, afirma um discurso feminista forte de apoio às mulheres e contra a violência. É o espectáculo inaugural de mais de uma dezena de propostas onde a multiculturalidade cruza a programação: Carlos do Carmo e Ivan Lins com a Orquestra Gulbenkian, o angolano Waldemar Bastos e a indiana Anoushka Shankar são alguns dos exemplos.

 

À boleia da comemoração dos sessenta anos da Fundação Gulbenkian, que este ano se assinalam, os organizadores deste festival intensificam as sinergias entre os diversos departamentos da casa. É este o espírito que atravessa a exposição “Linhas do tempo. As colecções Gulbenkian. Caminhos Contemporâneos”. Podem ser vistas obras da colecção moderna lado a lado com algumas das mais significativas peças adquirias pelo fundador desde 1898.

 

No campo da intervenção social, o destaque vai para o projecto “Ópera na Prisão: Don Giovanni 1003, Leporello 2016”, um espectáculo trazido à Gulbenkian por um grupo de reclusos de Leiria.

 

Para além da utilização dos espaços habitualmente dedicados aos espectáculos – Grande Auditório e Anfiteatro ao Ar Livre -, o festival pensou também em alguns espaços do jardim em que toda a gente, a partir de agora, vai passar a reparar com mais atenção: O Pinhal e o Roseiral. Aqui decorrerão, sobretudo, os programas pensados para as famílias: ateliers de leitura e música, com entrada livre.

 

A cultura e a diáspora arménia representam quase um festival dentro do festival, com propostas em todas as áreas, desde a música eclética do pianista Tigran Hamasyan, ou concertos de música tradicional, passando por reflexões sobre a cultura arménia em geral.

 

Mais informações: gulbenkian.pt/noticias/geral/jardim-de-verao/

 

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