Intervenção de Siza Vieira nos Terraços do Carmo distinguida com o Prémio Valmor

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Samuel Alemão

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CULTURA

URBANISMO

Santa Maria Maior

19 Dezembro, 2017

A intervenção de alteração dos Terraços do Carmo, projectada por Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira, foi a vencedora do Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura de 2015, numa cerimónia realizada ao final da tarde desta segunda-feira (18 de dezembro), nos Paços do Concelho, na qual se anunciaram os distinguidos, para o período compreendido entre os anos de 2013 e de 2016, com o mais importante galardão de arquitectura para projectos realizados na cidade de Lisboa. Frederico Valssassina, Manuel Aires Mateus e João Ferreira Nunes (2013), com a intervenção na ETAR de Alcântara; Gonçalo Byrne e João Pedro Falcão de Campos (2014), com o projecto do Museu do Dinheiro do Banco de Portugal; e Alberto Souza Oliveira (2016), através da reabilitação do Cine-Teatro Capitólio, foram os outros grandes vencedores deste prémio, no qual se atribuíram também menções honrosas para obras realizadas em cada um desses anos.

A nota dominante do conjunto de distinções desta vez atribuídas pelo Prémio Valmor – agora organizado em conjunto entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Trienal de Arquitectura de Lisboa – foi a do reconhecimento dos trabalhos realizados no campo da reabilitação, fosse em projectos de alteração ou de ampliação. Todos os quatro prémios principais tinham, aliás, essa característica, contando-se ainda quatro menções honrosas marcadas pela mesma. As construções novas arrecadaram as restantes cinco menções honrosas. Entre estas contam-se edifícios tão emblemáticos como o novo Museu Nacional dos Coches (2015), da autoria de Paulo Mendes da Rocha, MMBB+Bak Gordon e João Ferreira Nunes, ou Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT) (2016), de Amanda Levete.

A obra dos Terraços do Carmo, junto ao Convento do Carmo – projecto dos arquitectos Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira – foi encomendada pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), tal como a de alteração e reabilitação do velho Cine-Teatro Capitólio, no que resta do antigo Parque Mayer. A autarquia da capital foi, assim, distinguida como promotora de dois projectos vencedores do Valmor, referentes aos dois últimos anos (2015 e 2016) – tendo ainda sido a dona da obra de alteração da Casa da Severa (2013), do arquitecto José Adrião, que mereceu uma menção honrosa. O promotor da obra vencedora do Valmor 2013, projecto de ampliação e nova cobertura da ETAR de Alcântara, foi a SimTejo. Já o da alteração do edifício da antiga Igreja de São Julião em Museu do Dinheiro (2014) foi o Banco de Portugal.

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