Os parques hortícolas comunitários da cidade de Lisboa vão abrir, a breve prazo, postos de venda pública dos produtos resultantes da sua exploração. A intenção é aproveitar o excesso de produção de alguns dos talhões, contribuindo para combater o desperdício alimentar, mas também criar uma fonte de rendimento para quem trabalhe a terra. Neste momento, a capital dispõe de uma dezena destes espaços, que começaram a ser instituídos pela câmara em 2011, mas o seu número deverá duplicar nos próximos anos.

 

A intenção foi anunciada pelo vereador com o pelouro da Estrutura Verde, José Sá Fernandes, durante a última reunião descentralizada do executivo camarário, realizada na noite de quarta-feira (5 de Novembro), em Alvalade. “Estamos a pensar criar, nos parques hortícolas existentes e nos que vierem a surgir, pequenas estruturas onde as pessoas possam vender os seus produtos. A ideia é aproveitar as hortas para que o excesso não seja desperdiçado”, afirmou o vereador.

 

Sá Fernandes salientou que esta seria uma forma de dar mais um contributo na cruzada, a que autarquia se juntou, contra o desperdício alimentar. “Muitas destas hortas têm um carácter de subsistência, outras têm um carácter mais lúdico. Mas outras podem ainda ter uma função de produzir e vender o excesso”, explicou o autarca, fazendo questão de salientar que aos actuais dez parques hortícolas se juntará igual número, “nos próximos dois ou três anos”.

 

Os parques hortícolas foram criados pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), há três anos, depois de, em 2007, a autarquia ter iniciado uma estratégia de implementação da agricultura urbana. Nestes parques, criados no seio de jardins ou parques urbanos, além dos talhões, a câmara fornece as vedações, os abrigos para armazenamento das alfaias, a água para rega, formação e acompanhamento técnico.

 

A dezena de parques existente em Lisboa é utilizada por mais de 400 famílias. Os dois primeiros, abertos em 2011, foram os da Quinta da Granja, com 56 talhões de 150 metros quadrados, e os Jardins de Campolide, com 22 talhões, entre os 50 e os 100 metros quadrados. Em 2015, deverão abrir parques hortícolas na zona norte da Freguesia de Marvila (junto ao futuro Parque Vinícola de Lisboa); na Quinta das Carmelitas, junto ao Jardim da Luz (Carnide); e ainda na Freguesia de Alvalade, na área do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

 

Mais informações: http://www.cm-lisboa.pt/viver/ambiente/parques-horticolas-municipais

 

Texto: Samuel Alemão

  • Zé Miguel
    Responder

    A coisa já é pobre como a (expressão moderada) e agora ainda vai ficar mais pobre. Que país e organização tão extraordinárias. Pontos de venda para vender…. valha-nos nosso senhor. Que pobreza. 🙂

  • Vanessa da Trindade
    Responder

    Contra fatura, claro.

  • Jorge Parente Baptista
    Responder

    Devia ser o quê? pontos de venda para comprar?

  • Gean Carlo
    Responder

    Hortas comunitárias de Lisboa vão ter postos de venda para escoar produção http://t.co/XO1PCsxAXV

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