Grupo de cidadãos pede à Câmara de Lisboa para acabar com as marquises

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Samuel Alemão

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Paula Ferreira

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URBANISMO

Areeiro

10 Fevereiro, 2017

O problema é antigo e atinge uma dimensão difícil de quantificar. Em Lisboa, como no resto do país, existe um número não contabilizado de apartamentos cujas varadas foram, à margem dos regulamentos urbanísticos, convertidas em marquises. O impacto estético de tal solução, adoptada por muitas famílias durante décadas, está à altura da sua generalização.

O grupo cívico Vizinhos do Areeiro vem agora propor à Câmara Municipal de Lisboa (CML) a escolha da freguesia como território para a aplicação de um projecto-piloto visando alterar este cenário. O mesmo, a ser aceite, passaria pela aplicação de um plano de sensibilização dos senhorios, mas também de financiamento da desmontagem das estruturas ilegais.

A proposta do colectivo de residentes passa por estabelecer uma ponte de diálogo com os donos das casas, encontrando uma alternativa à punição legal por violação do projecto de arquitectura original – que, de qualquer forma, não é aplicada tanto pela Câmara de Lisboa, como pelas outras edilidades.





O primeiro passo, de acordo com a proposta, seria o “levantamento de todas as marquises e varandas fechadas que colidam com o projecto autorizado”. Fase a que se seguiria o contacto com os proprietários das marquises, alertando-os para a questão, ao mesmo tempo que se lhes indicam alternativas para os seus problemas de isolamento térmico e sonoro. O terceiro passo seria “criar, com os proprietários, um plano de remoção de marquises”.

É a partir desse ponto que, advoga o movimento, a autarquia da capital poderia ter um papel determinante. O mesmo seria assumido, defendem, não pela aplicação de uma política punitiva – com a aplicação das coimas previstas -, mas “através da criação de mecanismos de remoção voluntária de marquises para os residentes que comprovem não terem condições económicas para financiarem essa remoção”.

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Nesses casos, a CML poderia “disponibilizar, a custos de aquisição, soluções de isolamento térmico e sonoro de janelas” adquiridas em grande quantidades (com economia de escala) pela câmara e revendidas, a preço de custo, a estes munícipes. O que, em simultâneo, permitiria “realizar, sem custos, a desmontagem destas instalações”.

Por último, o grupo Vizinhos do Areeiro defende ainda que, “em casos extremos, de manifesta insuficiência económica”, a Câmara Municipal de Lisboa deveria “financiar na íntegra essa remoção e a instalação de um isolamento térmico e sonoro nas janelas que ficam expostas com a remoção dessa marquise”.

“A situação actual é de caos, de Norte a Sul do país, fazendo com que muitas áreas das nossas cidades, Lisboa incluída, se assemelhem a cidades do terceiro mundo”, diz ao Corvo Rui Martins, um dos fundadores do movimento Vizinhos do Areeiro, lamentando que um número muito grande de fachadas de prédios “esteja estragado, resultado da inércia de fiscalização por parte das autarquias, durante décadas”.

Algo que o membro deste colectivo atribui a uma “falta de vontade política, tal como acontece com a persistência dos cabos nas fachadas dos edifícios”, outro problema perene nas cidades portuguesas, com particular incidência em Lisboa. “Se no caso dos cabos, as câmaras não querem enfrentar os operadores de comunicações, no caso das marquises, têm medo da impopularidade de uma acção de fiscalização e punição”, diz.

Confrontado por O Corvo com o facto de, mais do que as questões térmicas e acústicas, ter sido a falta de espaço no seu apartamento a levar a esmagadora maioria das famílias a cobrirem as suas varandas, Rui Martins admite o facto. “É verdade, é um problema real. Mas um T1 não se transforma num T2, porque se fechou a varanda. Continua a ser um T1, mas com uma marquise”, afirma.

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COMENTÁRIOS

  • Fátima Morais
    Responder

    No meu prédio, com 6 andares, existiam umas 3 varandas fechadas. Quando pintámos e reparámos o exterior do prédio, essas pessoas aceitaram tirar as marquises para que a estética ganhasse. A educação e a cultura fazem milagres 🙂

    • Vitor Ramos
      Responder

      Que comentário idiota, irritante e elitista,então quem tem marquise não tem Cultura? Preocupem-se em formar arquitetos pois vê-se com cada aberração urbanística!

    • Mario Fernandes
      Responder

      Não, quem coloca marquises não tem cultura nem bom senso.

    • Fátima Morais
      Responder

      Não foi isso que eu disse. Até porque as mesmas pessoas tinham marquises antes. Mas, numa remodelação do prēdio, sacrificaram essa marquise em função da estética e da qualidade urbanistica. O que denota educação e cultura. Escusa de se abespinhar, porque ninguém o visou.

  • Rui Dos Santos
    Responder

    Acabar, para o futuro, é possível. Retroactivamente é impossível.

  • Pedro Vale Dos Santos
    Responder

    Para não se ter marquises os apartamentos teriam de ter sido pensados de forma a melhor comportar máquinas/electrodomésticos, roupa suja, onde secar roupa, etc. O lado estético e urbanístico é importante para mim mas ao mesmo tempo sou uma pessoa que preza a praticabilidade no dia a dia. (sem falar nas arcas congeladoras que a maioria dos apartamentos é, situação que também fica melhorada usando a, admito feia, marquise)

    • Mario Fernandes
      Responder

      Por outras palavras, vivemos no terceiro mundo.

    • Pedro Vale Dos Santos
      Responder

      Mario 🙂 não iria tão longe não. Acho que temos muito mesmo pelo qual devemos ser gratos, neste pequeno pormenor acho que a maioria dos apartamentos/prédios pelas cidades cá foram/alguns ainda são feitos sem pensar muito nessas tarefas de dia-a-dia e também feitos a pensar que é Primavera e Verão o ano inteiro. Queria mesmo que não existissem marquises, mas para isso tem de haver soluções/alternativas para as pessoas (analogia: queria mesmo que não houvesse carros estacionados em todo o lado e todas as ruas, também mata o urbanismo da cidade, mas como não há alternativas — prédios com estacionamento, silos de estacionamento, etc — não dá para agora achar que deviamos tirar estacionamento de rua A, B ou C).

    • Mariana Mi
      Responder

      Desculpe lá, mas conheço bastantes pessoas que vivem em apartamentos pequenos e que não fecharam varandas para colocar electrodomésticos.
      E as que têm fazem da marquise arrecadações de lixo que acumulam. Tanto que há casas grandes com espaço para tudo, mas em que os moradores fecharam as varandas.

      As pessoas têm é de ser organizadas e aprender a viver no espaço que têm.

      • Anónimo
        Responder

        Eu conheço bastantes pessoas que vivem em apartamentos não muito pequenos, mas que não têm condições para colocar os ditos eletrodomésticos, e que, por não terem marquise, passam frio, calor e levam com chuva parte do ano.
        Não se pode esquecer que as pessoas não vivem sozinhas. Vivem em família. E as familias requerem espaço.
        Em relação ao “lixo”, depende do que acha que é lixo. Para si lixo podem ser objetos que não se usam no dia a dia. Mas será isso lixo? Será que para si lixo é tudo o que não é absolutamente fundamental para viver? Se sim, então se calhar fica só com a roupa do corpo, pois tudo o resto será lixo.

    • Pedro Vale Dos Santos
      Responder

      Mariana Mi ‘tá desculpada.

    • João Gomes
      Responder

      Fechar varandas é ilegal. Como tal a câmara deveria notificar todos os proprietários a repor de acordo com o licenciado.

      As marquises sai uma ocupação de um espaço exterior não considerado como área útil nem na permilagem. Além de ocupadas ilegalmente, são as razões das condenações que tantos proprietários se queixam, acusando o condomínio de infiltrações ou o construtor de na execução

      • Anónimo
        Responder

        Fechar varandas só é ilegal se não se cumprir a lei.
        Não vale a pena dizer que é ilegal só porque se gosta de marquises.
        Infelizmente as leis estão feitas para vivermos na ilegalidade, e para fomentar a disfuncionalidade das casas projetadas numa época em que não se pensava que determinadas condições seriam necessárias.
        Seria bom que os nossos governantes pensassem mais nas pessoas e menos nos gostos estéticos de “alguns iluminados”.

  • Mario Fernandes
    Responder

    Até o ex-Presidente da República tem uma, por isso esta parece-me uma missão impossível, infelizmente. Lisboa é mais Luanda que Paris.

    • racdoso.s
      Responder

      Paris? mas alguéem quer que Lisboa seja como essa cidade cinzenta?
      As marquises foram feitas para passar a roupa a ferro. LOL

  • Vera Marreiros
    Responder

    Com a situação que se vive em Lisboa, presentemente, rendas obscenas e expulsão dos moradores para transformar os edifícios em apartamentos de luxo, para os mais abastados, maioritariamente estrangeiros (que depois arrendam por preços absurdos) acho que esta “preocupação” estética apenas demonstra insensibilidade para com a outra situação muito mais preocupante.

  • Vitor Ramos
    Responder

    Sugiro a esse grupo de cidadãos que se ocupem de coisas realmente importantes para a cidade. Não há pachorra.

    • Mario Fernandes
      Responder

      Não há pachorra para esse discurso de “há outras prioridades”, como se não fosse possível tratar de vários assuntos ao mesmo tempo. E sim, a questão das marquises é uma questão importante. O aspecto terceiro-mundista da cidade é uma questão importantíssima até.

    • João Fernandes
      Responder

      Não quero ser injusto mas será que o Vitor ocupa-se de alguma coisa importante ou menos importante para a cidade ? Se sim peço desculpa pela injustiça mas independentemente da importância … acha que as marquises são um aspecto positivo da nossa cidade? Se todos tomarmos iniciativa relativamente ao que achamos que está mal a cidade ganha … este grupo de cidadãos está a fazê-lo. Se tem algo em particular que acha que necessita de acção, caso não o esteja a fazer, sugiro que faça …. caso já o faça, desejo-lhe sorte pois todos temos a ganhar enquanto Lisboetas … tal como temos a ganhar com a iniciativa deste conjunto de cidadãos.

  • Madalena C.
    Responder

    Marquises fora já, aliás porque são todas ilegais

  • César Laranjo
    Responder

    As fotografias são se Campo de Ourique ou de Alvalade.

  • António Rosa de Carvalho
    Responder

    Marquises, caixotes de ar condicionado e outras excrescências
    ANTÓNIO SÉRGIO ROSA DE CARVALHO
    PÚBLICO / 06/09/2009 – 00:00

    O tema das marquises e da forma como estas excrescências têm invadido, como verrugas, a pele dos nossos edifícios, tem sido motivo de desespero para todos aqueles preocupados com o património de Lisboa.
    Com efeito, a varanda, espaço-plataforma que devia garantir o nosso contacto natural com os elementos; que devia ser terraço, jardim suspenso, espaço de lazer e transição térmica natural num clima com as nossas caracteristicas, foi transformada através da marquise, irracionalmente, em estufa asfixiante e excrescência desfiguradora.
    O desespero vem do sentimento que este fenómeno, tão terceiro-mundista, parece constituir uma fatalidade irreversivel e incontrolável, tal como os carros em cima dos passeios ou os “cachos” de caixotes de ar condicionado que invadiram tudo quanto é fachada.
    Tomámos conhecimento através do PÚBLICO, que alguém tomou a iniciativa louvável de desencadear uma campanha sensibilizadora, tendo como objectivo, se não acabar, pelo menos inverter progressivamente esta calamidade. Este texto tem como objectivo contribuir através de uma proposta concreta, “de facto” para o sucesso progressivo desta campanha. A única forma efectiva de desenvolver um exemplo estimulante e pedagógico, capaz de mudar mentalidades e estabelecer disciplina, é conseguir uma situação de conjunto, onde num conjunto arquitectónico significativo, a situação seja invertida e o desastre e o atentado sejam corrigidos.
    Na história do urbanismo português, a Baixa pombalina e o bairro de Alvalade constituem dois exemplos paradigmáticos.
    No entanto, além da diferença fundamental de discursos determinada pelas diferentes épocas, eles só são comparáveis não só na escala gigantesca dos projectos urbanisticos, mas também pelo facto de que foram executados na íntegra. Fora disso, enquanto um, o da Baixa, nasce da urgência de reconstrução do centro depois do cataclismo, e é portanto sistemático tanto na linguagem arquitectónica unificada e única, como nos métodos de produção, o outro apresenta características diferentes.
    O bairro de Alvalade é planeado por Faria da Costa, e conhece o início da sua execução coerente, na década do apogeu do Estado Novo, ou seja os anos 40. Ele é desenvolvido, em diversas fases e células, numa dialéctica simbiótica de diversas inspirações e modelos internacionais, e da “receita-síntese” tradicionalismo-modernismo.
    Dentro dele, o bairro das Estacas (1949) surge como uma peça única para a época, de pura influência CIAM – Carta de Atenas (1933) e de linguagem corbusiana, com todos os seus elementos de morfologia e detalhes arquitectónicos (pilotis, brise-soleils, etc). O estado de conservação e de alienação deste notável conjunto é lastimável.
    Ainda por cima, quando sabemos que o Icomosdispõe de um departamento dedicado aos monumentos do modernismo, o Docomomo, com trabalho internacional de restauro, ou mesmo de reconstruções integrais, de grande prestígio (Openlucht School Amsterdam, Zonnenstraal Sanatorium Hilversum, Café de Unie Roterdam, Pavilhão de Barcelona, etc., etc.,)
    Não teríamos aqui uma oportunidade de classificação de conjunto urbano, de restauro integral e de limpeza de todas as excrescências como marquises, caixotes de ar condicionado e cabos pendurados? Esta mensagem é dirigida à CML, ao Ministério da Cultura e acima de tudo ao Igespar, lembrando esta última instituição de que a forma de como “arrumou” o caso da Classificação do Bairro Social do Arco Cego, é simplesmente inaceitável!
    Historiador de Arquitectura

    • Anónimo
      Responder

      Vê-se que mora numa casa com várias assoalhadas, com espaço para tudo e mais alguma coisa.
      Curiosamente sabe que a maior parte das pessoas não vive assim. Vivem numa casa pequena, desenhada numa época em que não se vislumbrava que todas as casas tivessem máquina de lavar roupa, secador, máquina de lavar loiça, zona de estendal e espaços para arrumos.
      Mas, já que é historiador de arquitetura, deveria saber isso. Ou se calhar já não lhe convém saber.
      Em relação às “excrescências” (certamente está a pensar nalgumas que existem nas mentes iluminadas que tudo sabem e não querem saber de ninguém – agora estou a lembrar-me claramente de uma), seria bom que também eliminasse uma outra excrescência. E esta a nível da arquitetura.
      Trata-se de eliminar a ideia que a arquitetura não serve as pessoas, mas apenas o aparato das fachadas.
      De que serve um prédio de fachada “bonita” (o termo está entre aspas pois parece-me algo muito dependente dos gostos) e sem condições mínimas para o que hoje em dia é habitabilidade de uma família?
      Já que é historiador de arquitetura saberá, com certeza, que há movimentos arquitetónicos e de design que advogam que uma casa deve ser bela, mas não pode, por isso, perder a funcionalidade. Veja-se o caso do Funcionalismo Orgânico, por exemplo.
      Por isso, querer que se tirem as marquises e perder, com isso, a funcionalidade que hoje em dia se exige de uma casa, é atirar para o lixo milhares de pessoas que vivem nas casas que todos conhecemos.

  • Jaime Machado
    Responder

    Gosto da ideia. Penso é que há outras prioridades mais importantes, tais como os bairros degradados naquela zona da cidade…ex: Olaias, Bairro do Alto do Pina . As marquises são um dos sinais da irresponsabilidade das autarquias a nível nacional, com a conivência das comissões de moradores e administrações de Condomínios . Quando este fenómeno se propagou desordenadamente por todo o país, as autarquias fecharam os olhos alegando falta de legislação.
    Foi o grande boom do alumínio (não laçado) em Portugal .( 1975-1990)

  • Rodrigo Barata Pires
    Responder

    …e se acabassem antes com os milhões de kilometros de cabo preto das televisões ? Ou isso já vos estorva ?

    • João Fernandes
      Responder

      Não vejo que uma coisa impeça a outra. Acho que se está tão incomodado com os km’s de cabo, podia talvez tomar uma iniciativa parecida, eu estou sempre disponível para participar em acções do género. Se cada um de nós agir ou tentar agir sobre as coisas que nos incomodam em vez de criticar ou dizer que “não é importante” a cidade ficava bem melhor. Este conjunto de cidadãos está a fazer a sua parte, eu também tenho feito a minha, acho que poderá fazer a sua também.

    • João Gomes
      Responder

      Tipo isto?!

    • Rodrigo Barata Pires
      Responder

      lindo !

  • Filipa Vaz de Carvalho
    Responder

    Pasmo com a estupidez de tanta gente

  • Carla Rodrigues
    Responder

    eu gosto da minha marquise…..estetica ? epa ah coisinhas tao mais importantes…..

    • Catarina Dias
      Responder

      Eu cá também gosto muito da minha… K raio de ideia!

    • João Gomes
      Responder

      A legislação não permite o fecho de varandas em marquises sem licenciamento. Gosta mas a câmara tem o direito de exigir em repor a situação de acordo com o que se encontra aprovado.

      • José Lopes
        Responder

        UUU, que medo! Deve ser como a ilegalidade dos cabos de telefone e televisão, a Câmara vai fazer muito…

    • Carla Rodrigues
      Responder

      K chata essa legislacao….

  • Luís Leite
    Responder

    O problema é cultural e prende-se com o individualismo dos portugueses.
    Esta ideia, naturalmente bem intencionada, não tem qualquer hipótese de ser bem sucedida.

  • Henrique Fernandes
    Responder

    as marquises são uma aberração

  • Ricardo Ferreira
    Responder

    Isto é tudo muito bonito!! E quem comprou as casas já com as belas das marquises?! O que faz? Vai ser obrigado a retira-las ? Ou a licenciá-las? Acho demais!! Acho bem que essa regulamentação seja feita sim mas sem efeitos retroativos !! Isto é fazer o levantamento das existentes e não se permitirem mais sem a licença!!

    • Peter
      Responder

      Então é se eu comprar um carro roubado?

      • Ricardo Ferreira
        Responder

        ????

  • Rita Peres Vicente
    Responder

    Luís Clemente 😉

  • José
    Responder

    É UMA VERGONHA O NOSSO PAIS, é só marquises.
    Compram as casas e não aproveitam as varandas, fecham logo para arrumar mais umas coisinhas.

  • José
    Responder

    A CULPA TAMBEM É DOS ARQUITECTOS, DESENHAM PREDIOS COM VARANDAS.

  • Paulo Branco
    Responder

    Prioridade para a reposição das fachadas dos edifícios classificados e com valor arquitectónico e obrigatoriedade para a sua manutenção.

  • jorge ferreira
    Responder

    Tem que se começar algum dia… retirem-se as marquises… já!!!

    • Anónimo
      Responder

      Claro. E quem mora na sua casa e fica sem condições de habitabilidade e funcionalidade que se lixe.
      Mais vale ficar a passar frio ou calor, ficar sem segurança na casa (há muitos assaltos feitos pelas varandas), deixar de lavar e secar a roupa em casa e passar a ter muito menos espaço.
      O mais importante é vermos fachadas sem janelas. A habitabilidade que se lixe. Comprem casas mais novas. viva o negócio imobiliário!
      As pessoas não importam nada. Aliás, nem o Jorge Ferreira importa para nada.

  • Cláudio da Silva
    Responder

    Realmente a estética cada vez menos é respeitada. Como morador, proprietário de apartamento em bairro de Lisboa bem no centro, e como administrador de condomínio, tb não gosto nada de ver fazer circos nos prédios, principalmente os de traça antiga que acabam por ficar muito feios. Defendo a originalidade. Defendo que se mantenha tudo como era… a solução sei que por vezes não e fácil devido às máquinas de lavar e outras semelhantes terem de ser colocadas em “exteriores” por causa das tábuas corridas de chão e tabicas, abanarem muito. No meu prédio felizmente temos varandas nas traseiras em betao e foi lá que essas maquinarias foram com o tempo colocadas. Varandas estas que foram construídas num projecto qualquer da recria quando eu ainda nem era morador… há muitos anos… é complicado, sim, mas realmente matar a estética vai dar nascimento a um inúmero inventar de barbaridades… o que é pena.

  • Cláudio da Silva
    Responder

    Duarte Mendes

  • Joaquim Santos
    Responder

    E então as cortinas de vidro? Essas são legais?!

  • Anónimo
    Responder

    Se a marquise for bem feita, e não retirar beleza à estética da fachada do prédio, não vejo qual o problema.
    A maior parte das casas não foi feita a pensar no isolamento térmico e no espaço necessário para colocar máquinas de lavar e secar, entre outras, para além dos próprios estendais da roupa.
    As marquises vêm resolver estes problemas que surgiram nos anos 60 e 70 com a grande construção existentes nas cidades e a emigração do interior para o litoral do país.
    Claro que devem existir regras, mas aquilo que se pede para a legalização de uma marquise (que não é mais do que a colocação de uma estrutura de suporte a janelas nas varandas) é absolutamente surreal.
    Exigir um novo projeto para a fachada, com assinatura do arquiteto original (que se calhar até já morreu) é absurdo.
    Exigir que o projeto seja aprovado por 2/3 dos condóminos, quando a maior parte deles nem sequer vem às reuniões, é tornar impossível qualquer legalização.
    A juntar a isto há a falta de sensibilidade e razoabilidade de muitas pessoas que, devendo morar em casas com melhores condições, se estão nas tintas para as razões invocadas por quem colocou ou quer colocar uma marquise.
    Pensar que se pode voltar a casas sem condições que hoje são exigidas por qualquer um, como acontecia há 40 ou 50 anos atrás, é ser, no mínimo, elitista, e pensar que todos podemos pagar mais 300 ou 500 mil euros por uma casa nova, já com a área necessária a ter as estruturas que referi numa casa.
    A solução parece-me ser simples.
    A legalização deve ser muito mais fácil.
    Isso não quer dizer que não existam regras.
    Num prédio é compreensível que as marquises tenham todas o mesmo desenho (por exemplo, o mesmo número de janelas e no mesmo alinhamento, atendendo ao comprimento e à divisão das varandas). Também é compreensível que se exija que sejam de qualidade, estanques ao frio e ao calor, pensadas com vidros duplos (por exemplo), e tenham os mesmos materiais (por exemplo todas de alumínio, ou todas de PVC), e a mesma cor.
    O que não se compreende é que nada possa ser feito e milhões (não estou a exagerar) de pessoas tenham de viver a vida toda na ilegalidade.
    Se queremos um país mais justo e melhores condições de vida, não podemos negar essas condições às pessoas e fingir que centenas de milhar de casas têm as condições que qualquer um de nós hoje requer.

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