Causaram uma autêntica revolução em várias ruas do bairro de Alvalade, no Inverno passado. Pararam no Verão e deixaram as ruas esburacadas, com pedras soltas e canalizações de água à vista, a serpentear pelos passeios. Agora, a Assembleia de Freguesia de Alvalade responsabiliza a Empresa Pública das Águas Livres (EPAL) pelo “caos” instalado no espaço público.

 

As obras de renovação da rede das canalizações de abastecimento de água que a EPAL iniciou, em Dezembro de 2014, em várias zonas da freguesia, ainda não foram concluídas. Depois dos inconvenientes causados, durante meses, a moradores e comerciantes, há várias ruas do bairro onde o cenário é de desleixo e, até, de “caos”. O problema levou a assembleia de freguesia a aprovar, quinta-feira passada (17 de Setembro), uma moção na qual manifesta à empresa o seu “profundo desagrado” com a situação e, sobretudo, com a forma como a intervenção tem decorrido no espaço público, onde reina ainda a confusão.

 

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“Uma rede de canos a céu aberto, passeios por reparar, entradas condicionadas (nos edifícios e nas lojas) e bocas de incêndio obstruídas” são alguns dos problemas verificados em diversas ruas, na sequência das obras sob a responsabilidade da EPAL, que estiveram suspensas no Verão e não foram terminadas. Aos moradores, ainda nada foi explicado.

 

Enquanto duraram, as obras suscitaram inúmeras queixas da população, pois haviam já provocado “sérias perturbações aos moradores, ao comércio local e ao trânsito”, recorda a moção aprovada por unanimidade na Assembleia de Freguesia de Alvalade, na qual este órgão solicita “esclarecimentos à EPAL sobre o motivo da suspensão das obras” e questiona “qual o calendário previsível da sua execução”.

 

“Os moradores, comerciantes e frequentadores do bairro estão perplexos perante a situação e interrogam-se sobre os critérios de gestão da EPAL e sua preocupação com o interesse público”, diz ainda a Assembleia de Freguesia de Alvalade, que irá “instar a empresa pública para que melhore a sua comunicação com o público”.

 

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A Junta de Freguesia de Alvalade afirma que tem encaminhado as “ocorrências detectadas para a Câmara Municipal de Lisboa, órgão competente para a fiscalização das intervenções no subsolo”.

 

Mas “o caos persiste e nada justifica o desinteresse da EPAL pelos efeitos da inconclusão dos trabalhos”, afirma a moção da assembleia de freguesia, sustentando que “a responsabilidade não pode ser assacada a mais ninguém que não à Empresa Pública de Águas Livres” – empresa a quem O Corvo pediu um comentário, que não chegou até ao momento da publicação deste artigo.

 

Texto: Fernanda Ribeiro

 

  • Filomena Oliveira
    Responder

    precisamos muito de intervenções feitas por bons profissionais.

  • José
    Responder

    Por ser uma empresa publica, faz o que quer???.
    Se fosse privada, já estavam todos a cair em cima.

  • Júlio Luta
    Responder

    Sugeria ao Corvo visitar as várias ruas onde a EPAL fez obras e ver também os “estragos” nos prédios. Na Rua Morais Soares já reparei nisto algumas vezes em prédios diferentes, e no meu prédio reparo todos os dias… Onde revestimentos de pedras havia, cimento foi colocado. Que brio profissional!

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