O vento muito frio foi argumento pouco eficaz para desmobilizar as muitas pessoas que quiseram estrear o passeio ribeirinho da Avenida Ribeira das Naus, hoje (dia 23) inaugurado. Depois de longos anos de obras que a transformaram num lugar inacessível, a área entre a zona poente do Terreiro do Paço e o Cais do Sodré revela-se agora um território privilegiado de contacto com o Tejo – devidamente requalificado, através da construção de uma escadaria em pedra, dando acesso a uma pequena praia fluvial oculta desde o terramoto de 1755. Ainda há muitos trabalhos de arranjo paisagístico por fazer, como as áreas ajardinadas entre a nova via marginal e o edifício da Marinha, mas o essencial da intervenção está agora à vista. É, desde hoje, possível fazer um percurso integral a pé ou de bicicleta entre o Terreiro do Paço e Belém. Um roteiro que, para lá da sua imensa beleza paisagística, remete para um óbvio simbolismo relacionado com os Descobrimentos portugueses. Um facto notado por António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante a inauguração da intervenção. Tal evocação será ainda mais notória, após a conclusão dos trabalhos, permitindo observar junto ao edifício da Marinha a antiga Doca Seca, local onde eram reparadas as naus.

 

Texto e Fotografia: Samuel Alemão

  • Benjamim Silva
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    RT @ocorvo_noticias: Esplendor à beira-rio – http://t.co/go7wavAFKp

  • Paulo Ribeiro
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    Antes também era perfeitamente possível ir a pé ou de bicicleta entre a Praça do Comércio e Belém. 🙂 A diferença é que agora será certamente mais agradável percorrer o troço até ao Cais do Sodré.

  • António Rosa de Carvalho
    Responder

    Depois da lenta degradação do piso da placa central do Terreiro do Paço, das obras correctivas da via junto ao Cais das Colunas … mais uma obra acabadinha de estrear que tem que ser corrijida …
    Tudo isto provocado pela pressa da apresentar “Obra” em periodo eleitoral .
    A “Oposição” já veio criticar … mas, verdade seja dita terão que o fazer de forma sóbria e tímida … pois com um candidato “invisivel” e em profundo silêncio … é difícil esconder a inibição e o vazio …
    António Sérgio Rosa de Carvalho.

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