A extensão da linha do icónico meio de transporte a partir do Campo das Cebolas assegurará, segundo o vereador Manuel Salgado, uma ligação directa aos principais museus da capital, para os turistas que saem dos cruzeiros. Dali, poderão partir à descoberta da Baixa, do Museu Nacional de Arte Antiga ou até de Belém, sugere o autarca.

 

Texto: Samuel Alemão

 

Após uma interrupção de décadas, os eléctricos da Carris deverão regressar à zona de Santa Apolónia, para servir o novo terminal de cruzeiros, que está em construção. A extensão da rede permitirá, assim, realizar uma mais rápida distribuição por alguns dos mais emblemáticos museus da capital dos turistas que chegam a Lisboa. A ligação de eléctrico entre Santa Apolónia e Santos, em 1873, foi a primeira da Carris.

 

A informação foi dada, na tarde desta terça-feira (2 deFevereiro), por Manuel Salgado, vereador do Urbanismo e do Planeamento, à Assembleia Muncipal de Lisboa, durante a discussão de uma proposta para o estabelecimento de medidas preventivas na área adjacente ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)– cuja amplicação é contemplada pelo novo Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana das Janelas Verdes.

 

Dando resposta às preocupações do presidente da Junta de Freguesia da Esrtrela, Luís Newton (PSD), em relação a eventuais carências na oferta de transportes públicos e de estacionamento ao serviço do museu, Manuel Salgado afirmou que tudo isso ainda poderá ser melhorado no âmbito da elaboração do plano de pormenor (PP) e do próprio projecto de ampliação do MNAA.

 

“A questão do estacionamento é fundamental. Isto dependerá muito da solução arquitectónica que for adoptada e for proposta pelo museu e integrada no PP. Existe um potencial de criação de estacionamento do lado do rio, o que obrigará a executar o projecto de ligação por cima da linha férrea, como já houve vários ao longo das décadas”, afirmou o vereador.

 

Salgado acrescentou que “também há sempre a possibilidade de fazer áreas de estacionamento ao nível da Avenida 24 de Julho, e com a entrada a ser realizada pela própria avenida e por baixo do espaço parcialmente ocupado pelo próprio museu”. Mas o autarca disse que prefere “não adiantar grande coisa”, por agora, porque “tudo isto depende, essencialmente, do próprio projecto”.

 

O vereador lembrou depois o papel dos transportes públicos no acesso ao MNAA. “Não só a 24 de Julho tem um número muito considerável de carreiras de autocarros, mas tem aqui um elemento particularmente importante, que é a linha do eléctrico”, disse Manuel Salgado, revelando, de seguida, que, neste momento, “se propõe prolongar a ligação do Campo das Cebolas até Santa Apolónia, ficando-se com uma paragem em frente do terminal de cruzeiros e outra em frente ao museu”.

 

O autarca refere que “esta é uma linha de eléctrico que privilegia a ligação entre os vários museus da cidade e a ligação da Baixa a Belém”. “Portanto, tudo isto cria condições particularmente favoráveis para aumentar as visitas ao museu e a importância do museu como pólo de atracção na cidade de Lisboa”, concluiu o vereador.

 

A proposta de estabelecimento de medidas preventivas na área adjacente ao Museu Nacional de Arte Antiga foi aprovada por unanimidade.

 

  • Miguel Fonseca
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    Em termos turísticos, faz toda a lógica.
    No que respeita ao tráfego rodoviário para o cidadão comum… talvez não seja bem assim. O 728, o 759, o 781 e por aí fora cumprem esse percurso com muito mais eficácia e rapidez.

  • Tuga News
    Responder

    [O Corvo] Eléctricos da Carris vão fazer ligação ao terminal de cruzeiros de Santa Apolónia https://t.co/NpAZvSAO3P #lisboa

  • Alvaro
    Responder

    Quando o primeiro investimento em não sei quantos anos (15? 20? 25?) na rede de elétricos só acontece por causa de e para servir os turistas, sabemos bem para quem governam os eleitos. Não para quem reside e elege, pelos vistos.

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