É um dos maiores festivais de cinema documental a nível internacional. Desta quinta-feira até dia 26 de Outubro, o mundo cabe em Lisboa. São duzentos filmes para ver em dez dias. Este ano, haverá também sessões no novo cinema Ideal, junto ao Bairro Alto.

 

Texto: Rui Lagartinho        Imagem: “Out of the present”, Andrei Ujica

 

Nunca como nesta edição do Doclisboa o olhar será tão retrospectivo. “O cinema face à história”, uma das secções do festival deste ano, leva-nos através de uma dúzia de filmes aos campos de concentração nazi, aos grandes conflitos do mundo, às utopias, à euforia e à desilusão. Um destaque: “Socialism” (2014) de Peter Von Bagh, o filme que encerrará o festival.

 

E porque os movimentos estéticos se reinventam, a retrospectiva “Neo-realismo e novos realismos” permite o confronto com essa herança tão marcante no meio do seculo XX e que estende os seus ramos à atualidade. A maioria desses trabalhos vêm de Itália, com a evocação dos mestres, Rosselini, Visconti, mas também por exemplo das Filipinas ou do Irão.

 

A secção “Passagens” terá uma novidade. Uma extensão do Doc ao Museu da Electricidade, que acolhe uma exposição e um programa de filmes. “Gente da Terceira Classe – Fotografia e Realismos” apresenta autores nacionais e internacionais cuja obra fotográfica está centrada na representação social da realidade. A exposição é composta por cerca de 70 obras fotográficas e documentação bibliográfica que permite acompanhar as diferentes facetas da fotografia e da sua relação com os temas sociais – sobretudo no período entre a década de 30 e o final dos anos 50 do século XX.

 

Para além, obviamente, dos filmes em competição – curtas e longas-metragens, portuguesas e internacionais -, muitos não perderão a viagem mais específica ao mundo das artes no centro da secção “Heart Beats”. É onde se integra, por exemplo, a estreia de um documentário sobre Camané, da autoria de Bruno de Almeida.

 

“O cinema de urgência”, o nome de outra secção, diz tudo. Mostra-nos os registos em cima de linhas de fogo da actualidade. O conjunto de curtos filmes agrupados em “Babylon13” são uma janela para a história recente da Ucrânia.

 

Para além da Culturgest, do cinema São Jorge e da Cinemateca – local onde decorrerão a maioria da projecção dos filmes da retrospectiva do holandês Johan van Der Keuken -, junta-se aos espaços do Doclisboa o novo cinema Ideal, junto ao Bairro Alto.

 

Mais informações em www.doclisboa.org

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