A necessidade de prevenir rupturas de tesouraria nos seus serviços, devido às incertezas da evolução económica, levaram a Câmara Municipal de Lisboa a decidir-se pela contração de um empréstimo de 40 milhões de euros durante o próximo ano, tal como já fizera em 2014. O endividamento é de curto prazo e terá de ser liquidado durante 2015, como obriga a lei, informa a proposta a apresentar na próxima sessão da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), na terça-feira (16 de Dezembro), e assinada por Fernando Medina, vice-presidente da autarquia e que tem o pelouro das finanças.

 

“O cenário macroeconómico perspetivado para 2015 aponta para uma recuperação gradual da economia, mas inscreve-se ainda num clima de alguma incerteza, sendo também certo que se tem registado um acentuar da sazonalidade da cobrança da receita regular do Município, potenciando desequilíbrios na tesouraria que importa prevenir”, diz a proposta, que sublinha o facto de “que os financiamentos de curto prazo não serão relevantes para o stock da dívida no final do ano, dado que, até lá, terão de ser integralmente amortizados”.

 

O valor do montante do empréstimo – que será contraído junto do Banco Português de Investimento (BPI), por ter sido aquele que terá apresentado “a proposta mais favorável ao município” – foi fixado tendo em conta a “sazonalidade da receita, picos de constrangimentos dos meios de caixa disponíveis versus montantes exigíveis em igual período, salvaguardando, sempre, a necessidade, desde logo, por força de lei, de garantir ao longo do exercício, os meios necessários e suficientes à liquidação total do crédito a contratar”, informa a proposta.

 

Texto: Samuel Alemão

  • Mário Pereira
    Responder

    Sem duvida que devem estar com dificuldades de tesouraria, este é o mês em que vão ter que pagar subsidio de natal aos srs. vereadores e afins. Mas não faz mal, agente paga…

  • Paula Barata
    Responder

    Mas que grande Buraco, Sr.António

  • Livia Madeira
    Responder

    Subsídio de Natal só se for para os vereadores, pois os funcionários já não o recebem…

Deixe um comentário.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com