Estacionar em cima do passeio é encarado como algo normal por uma parte substancial dos automobilistas portugueses. Mesmo que violando de forma flagrante o código da estrada. Para isso contam com a complacência das autoridades policiais e, no caso da capital, da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL). Ambas primam por uma actuação casuística, que ora se caracteriza por uma aparente implacabilidade, ora por um inexplicável fechar de olhos às situações do mais flagrante desrespeito pelas regras mais elementares. As situações proliferam, um pouco por toda a cidade. Mas, pelo seu simbolismo, umas são mais gritantes que outras. Como é o caso do passeio da Rua Joaquim Bonifácio, mesmo em frente das instalações da sede nacional da Polícia Judiciária. Há anos que os peões são diariamente menorizados, mesmo nas barbas de uma das forças da autoridade. Não é costume ver por ali os reboques da EMEL, da Polícia Municipal ou da divisão de trânsito da PSP.

 

Texto e fotografia: Samuel Alemão

  • Ricardo Roberto
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    lol, a pergunta fica: de quem são os carros? 😉

  • Cátia Godinho Semedo
    Responder

    Existe uma total desresponsabilização por parte da EMEL no que diz respeito ao estacionamento público e em particular às áreas de residentes. Cobram aos residentes uma tarifa anual, mas esses lugares servem mais para os outros estacionarem do que quem pagou por eles.

  • RF
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    Possivelmente, alguns desses carros são de agentes dessa mesma força(?) da autoridade(?). Quanto à tarifa anual cobrada aos residentes, tanto quanto sei, são 12 Euros por ano. Por esse valor, não deveriam ter direito a estacionar mais do que a bicicleta.

  • Amélia Júlio
    Responder

    Lamento, mas a EMEL comigo não tem tido complacência NENHUMA! … Num ano, já paguei por meia hora acumulada de transgressão um bom balurdio! Deve ser para compensar….

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