Criar mais estacionamento em Lisboa pode “convidar” ao uso do carro e desincentivar mobilidade sustentável

Apesar dos anúncios de mais lugares de estacionamento em Lisboa, eles parecem sempre poucos em relação à procura. Provam-no os protestos frequentes de moradores e trabalhadores. Que acontecem agora com mais intensidade, quando a EMEL expande as zonas tarifadas para os bairros onde ainda não operava. Até 2022, deverá controlar mais 60 mil lugares na via pública. Prevêem-se também 5.600 novos lugares em parques fechados, no mesmo período. Dinâmica que parece contraditória com o objectivo da Câmara de Lisboa de reduzir a dependência face ao automóvel.