Comerciantes e moradores de Alvalade contra alterações na Avenida da Igreja

REPORTAGEM
Fernanda Ribeiro

Texto & Fotografia

MOBILIDADE

Alvalade

4 Maio, 2015

Moradores e comerciantes de Alvalade querem discutir e reavaliar com a Câmara Municipal de Lisboa o projecto “Uma Praça em Cada Bairro”, que vai reduzir a circulação na Avenida da Igreja e nas transversais, o que, temem, signifique “a morte anunciada do pequeno comércio”. Mais de 600 pessoas subscreveram já um abaixo-assinado contra a proposta da autarquia.

É certo que a circulação no bairro de Alvalade é complicada e que, a determinadas horas do dia, o estacionamento em segunda fila é já um hábito adquirido em diversas vias. Mas a proposta que a Câmara Municipal de Lisboa quer “experimentar” na Avenida da Igreja e nas perpendiculares, mudando o perfil da via principal, onde deverá reduzir drasticamente a circulação automóvel e colocar estacionamento em espinha, está a provocar polémica e a suscitar o desagrado de comerciantes e moradores.

Muitos deles já subscreveram um abaixo-assinado, que foi distribuído em várias lojas da Avenida da Igreja e das transversais. O documento tem merecido o apoio de centenas de pessoas, não só de moradores e proprietários de estabelecimentos, como dos que visitam o bairro e são clientes do comércio de Alvalade.


Na semana passada, mais de 600 pessoas haviam já subscrito o abaixo-assinado. Nele, manifestam “desagrado e preocupação face às notícias vindas a público” sobre as alterações que a câmara pretende introduzir na Avenida da Igreja e adjacentes. E pedem a reavaliação do projecto, inserido no programa “Uma praça em cada bairro”, que a autarquia está a levar a cabo em várias zonas da cidade. Querem também ser ouvidas sobre as mudanças propostas na circulação viária, nos fluxos de trânsito, no estacionamento e no reperfilamento da avenida – as áreas em que o projecto se propõe intervir.

A maior parte das pessoas que residem ou trabalham no bairro diz ter sido apanhada de surpresa pela proposta camarária e lamenta não ter tido conhecimento da sessão realizada dia 26 de Fevereiro, nas instalações da junta de freguesia, onde o projecto foi apresentado.

Só após insistência do Movimento Comércio de Alvalade, que, a pedido dos comerciantes, solicitou à junta dados sobre a proposta, lhes foi possível aceder às plantas, as únicas peças do processo que foram distribuídas, já em Abril.

Pela leitura das mesmas, constata-se que a circulação será reduzida a apenas duas vias na Avenida da Igreja, onde passará a haver estacionamento em espinha. O projecto terá uma fase experimental, na qual se ensairá a redução do canal de trânsito a duas vias (das quatro actualmente existentes), que será acompanhada por alterações aos sentidos do trânsito e por um alargamento da área pedonal, na zona da avenida compreendida entre a Rua Marquesa de Alorna e a Rua José Duro, transversais da via principal.

Nesse troço da avenida, só poderão passar os transportes públicos (o 755 e os autocarros turísticos), as cargas e descargas e o trânsito local que se dirija às artérias perpendiculares. O restante tráfego será desviado para duas ruas paralelas à avenida, a Rua Luís Augusto Palmeirim, onde existe a escola básica Eugénio dos Santos, e a Rua Maria Amália Vaz de Carvalho, onde funciona a escola secundária Rainha Dona Leonor, estabelecimentos que geram já fluxos de trânsito consideráveis.

Numa segunda fase do projecto, numa zona anexa ao Mercado de Alvalade, será construído um parque de estacionamento com 220 lugares, “que se supõe que será subterrâneo, o que não é esclarecido pela documentação distribuída”, referem vários comerciantes.

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“Dá a sensação de que quem fez este projecto não conhece a realidade de Alvalade. Isto não parece fazer sentido nenhum. Alargar os passeios aqui, onde eles até são bons. Porquê? Acabar com a circulação nesta zona e fazer um estacionamento lá em cima, longe do comércio da Avenida? Isso é afastar ainda mais os clientes”, disse ao Corvo Diamantino Ferreira, proprietário da perfumaria Celta, estabelecida há 62 anos em Alvalade.

“É verdade que, quando o bairro nasceu, os passeios da Avenida da Igreja eram mais largos, tinham mais dois metros, mas há 60 anos não havia na cidade tanto trânsito. Querer escoá-lo agora para ruas como a Luís Augusto Palmerim, que tem já imenso movimento e onde há uma escola, ou para a Maria Amália Vaz de Carvalho, onde há outra escola, parece-me descabido”, salienta Diamantino Ferreira.

“E quem venha às farmácias da avenida, que são seis, não pode parar o carro aqui, tem de ir deixá-lo no estacionamento do mercado e vir à avenida a pé? Também não me parece lógico”, questionou ainda este comerciante, para quem tem havido “falta de transparência” neste processo.

O mesmo entende Alexandre Cabral Ribeiro, morador da Avenida da Igreja, que, como muitos outros residentes, não foi informado da reunião de apresentação da proposta “Uma Praça em Cada Bairro”. Para este residente, “o projecto só pode ter sido feito por alguém que não conhece o bairro”. Mas o que o indigna é que seja agora “apresentado como uma imposição, um facto consumado e uma verdade absoluta, sem margem para alterações”.

“Alargar os passeios não seria necessário, bastava que a câmara e a junta não deixassem o espaço ser ocupado por tantos mupis. O que autorizam de mupis é que é escandaloso. Há zonas onde permitem a existência de esplanadas fechadas e mesmo ao lado delas mupis. Esse sim, é um problema”, sustenta Alexandre Ribeiro.

Colocar estacionamento em espinha na Avenida da Igreja é, em seu entender, dar-lhe um estatuto secundário, o que acha que é mau, e não só em termos do impacto visual. “Quando a EMEL colocou o estacionamento em espinha nas transversais, isso já prejudicou o funcionamento do bairro e o comércio. Fazê-lo na avenida é pior ainda”.

“Não se consegue perceber o alcance destas medidas, nem que interesses defendem, porque afinal não são os interesses dos moradores, nem dos comerciantes”, que são quem habita o bairro e lhe dá vida, acrescenta este morador.

Preocupado está igualmente Luís Miguel, comerciante estabelecido na Rua José D’Esaguy, uma transversal à avenida, onde tem a loja “Contas e Berloques”, que considera não ter sido ainda devidamente esclarecido sobre este projecto.

Também não foi informado sobre a reunião de 26 de Fevereiro, mas acha que “não basta haver um convite informal para um encontro na junta, onde um arquitecto apresenta um projecto, para ele ficar automaticamente em condições de ser executado. Tem de haver uma discussão pública alargada”, defende.

Comerciantes e moradores de Alvalade contra alterações na Avenida da Igreja

As plantas com as propostas da câmara estão a suscitar polémica junto da comunidade.

Pela leitura das plantas divulgadas, diz, “nem sequer se percebe, porque não é explícito, o que vai acontecer em matéria de circulação nas transversais à avenida. Vai ser interditada ao trânsito? E como é que eu trago no meu carro o material para a minha loja?”, questiona.

 

Se o projecto for para a frente nesses termos, diz, “terei de considerar se posso ou não manter o estabelecimento” na Rua José D’Esaguy. “Temo que não”, afirma. O mesmo receia Rute Rosa, da ourivesaria City Gold, na mesma rua, salientando ter ainda pouca informação. “Se, de facto, retirarem a circulação, isso vai matar o comércio das transversais”, sustenta.

 

Também os subscritores do abaixo-assinado consideram que a proposta terá impactos negativos no comércio, já por si fragilizado. “Esta alteração poderá condicionar em muito a circulação de pessoas e de viaturas afectas a não residentes, o que provavelmente fará reduzir as vendas dos comerciantes ali estabelecidos”, dizem os moradores e comerciantes que subscreveram o documento.

 

“Estamos certos que o estacionamento só destinado a residentes na zona envolvente à Avenida da Igreja será a “morte anunciada” de muito do pequeno comércio”, sustentam ainda os subscritores do documento a entregar à câmara e à junta de freguesia.

 

Solicitam pois que “o projecto seja reavaliado e discutido num fórum mais alargado com a presença de comerciantes e moradores, de modo a aferir o impacto comercial e a viabilidade de muitos investimentos realizados, que geram vários postos de trabalho”.

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COMENTÁRIOS

  • Rui Amador
    Responder

    Foram apanhados de surpresa?
    Ainda há dois meses houve uma sessão de esclarecimento (a segunda) sobre este tema e os “indignados” eram dois atrasados mentais com negócios na zona e que se indignavam porque a CML lhes estava a retirar o estacionamento à porta.
    Aposto que grande parte dos detractores desta proposta mostram-se agora surpreendidos porque até agora estiveram-se nas tintas para as datas de apresentação pública.
    a Av da Igreja tem mesmo de ser alterada, e como morador na zona defendo uma acalmia no transito. Esta ideia a meu ver vai tornar a av da igreja mais para as pessoas e menos para os carros, isto vai beneficiar o comércio.

    Olhem para a Dq de Ávila,na altura em que surgiu o projecto de tornar esta rua pedonal, caiu o carmo e a trindade, agora todos querem ter lá lojas mas não conseguem.

    Continuem com a ideia que têm de ter o popó à porta e em breve fecham todos as portas. O Eixo Av.Roma /AvIgreja está-se a tornar desinteressante, uma China Town sem jeito e com marquises, muitas marquises, preocupem-se antes com isto e andem de transportes e a pé ou de bicicleta, o comércio em breve agradecerá (com bolsos cheios). Façam-se espaços para as pessoas e elas aparecem, façam para os carros e eles dominarão.

    • Patrícia Gonçalves
      Responder

      Concordo inteiramente. Não consigo perceber porque n existe fiscalização relativamente às marquises que desvirtualizam totalmente os edificios. Também me parece imperativo estabelecer regras para a ocupação do espaço público com esplanadas de modo a uniformizar o mobiliário de esplamadas e a não permitir esplanadas fechadas(marquises gigantes).Por fim sugeria ainda o estabelecimento de requisitos técnicos para as caixilharias das lojas(proibindo por exemplo a utilização de aluminio) e a reintrodução de arborizaçäo na faixa central da Av
      da Igreja e da Av. de Roma

    • Fernando Lucas
      Responder

      Devolver o bairro aos cidadãos faz todo o sentido, mas este processo precisa de ser melhor divulgado na freguesia. O site da JF não ajuda.
      Recordo que a Guerra Junqueiro também beneficiou com este tipo de alterações. Mas enquanto o parque de estacionamento não for uma garantia para o estacionamento, a disposição dos condutores ficará limitada.

    • Raul
      Responder

      Tem toda a razão,os comerciantes estão-se a borrifar para o comercio,querem é os seus pópós a frente dos establecimentos

    • Serafim
      Responder

      Chamar de atrasados mentais aqueles que defendem os seus interesses, é sim dum verdadeiro atrasado mental, como comparar a Duque d´Avila com o projeto em causa também o é, caso o Sr. Atraso Mental ( Rui Amador ) não saiba, os Moradores da Duque D´Avila e arredores tão elogiada por V exa. não estão assim tão contentes com a Obra. ,

      até porque a proliferação de bares, bêbados, barulho e sujidade na Av. Duque D´Avila não é desejada em Alvalade, Já Chega a porcaria que os bares da rua do Centro cultural e da João Saraiva geram. ( 1 morto em 2014 ).
      Antes de chamar os outros de atrasados mentais olhe para o espelho, por isso nunca passará de um ser Amador.

  • Luís Mota
    Responder

    Quando se fala em restringir a circulação e estacionamento, a reação é sempre esta, de recusa conservadora, com considerações exageradas e deslocadas. Mas, mais tarde, o mais frequente é constatar-se que, afinal, as alterações são para o melhor… Veja-se o caso da Duque d’Ávila, da Baixa, etc.

    • Anna Jesus Jesus
      Responder

      pois é, Duque D’ Ávila é um bom exemplo quando muitos comerciantes sairam de lá e instalaram-se em Alvalade e noutros bairros pela “morte” do comércio. Obras que demoraram 8 anos e onde não houve corte de estrada e estacionamento…

    • Luís Mota
      Responder

      Exemplos, pf. Rumores não vale.

      Em qualquer caso, estou a falar do resultado. Na DdA, as obras demoraram anos por causa do Metro, o que aqui não se aplica.

    • Anna Jesus Jesus
      Responder

      Rumores? que eu saiba na DdA existem duas faixas de rodagem e estacionamento paralelo… não é comparável, nem Alvalade tem o fluxo de turismo da baixa que justifique o fecho de algumas ruas. Exemplos: Um comerciante que tinha papelaria perto do cruzamento da Av. Republica foi investir numa perpendicular da Av. Igreja; mais 1 que se mudou para a Marquesa de Alorna, outro Acácia Paiva, outros faliram… quem saiu bebeficiado foi a restauração, para eles sim, foi uma mais valia. Não nego que a obra está bonita na DdA e como trabalho próximo desta rua vejo com graça as obras infindáveis nas traseiras da gulbenkian, continuação da DdA, deverá ser o metro, por certo! Embora não frequente muito Alvalade a mais valia deste bairro é a sua diversidade comercial e esta julgo que está em risco com este projeto. Oxalá me engane…

      • Raul
        Responder

        o comércio de Alvalade resume-se praticamente a restaurantes,farmácias e roupas

        • Joana
          Responder

          também tem ocultistas, onde pode comprar uns óculos para ver melhor tudo o que o rodeia.

          • Joao Honesto

            O caro Raul além de precisar de uns óculos de fundo de garrafa parece que lhe fizeram uma lobotomia á pouco tempo (sem ofensa).

    • Luís Mota
      Responder

      Exemplos concretos, com identificação, senão fica-se sem saber se é fundamentado ou não…

      • Serafim
        Responder

        Meu Caro Sr. Luis Mota
        Não sei se o senhor é comerciante ou não, ou se tem investimentos de diversa ordem realizado.
        Se de um momento para o outro aparece alguém com uma ideia luminosa (politico) não referendada (que eu me lembre não se falou disto na campanha eleitoral) que alterasse os estudos de mercados que um bom investimento obriga, como o Sr. reagia?
        Conhece a realidade da estrada de Benfica? lembra-se do comércio tradicional que lá havia? ou o fecho da mesma ao trânsito não terá ajudado a venda dos espaços do Colombo e do Fonte Nova? o problema é que os investimentos são feitos e os comerciantes andam feitos camelos ( nómadas ) atrás das ideias dos políticos e dos interesses das grandes superfícies.
        Quando o fluxo de turismo acabar o que vai ser da baixa de Lisboa, que é florescente porque cada vez mais somos a “Cuba” da Europa, onde ainda se podem gozar umas férias baratas com sol praia e boa gastronomia em troco da miséria do povo e dos preços competitivos que somos obrigados a fazer para atrair a classe média da europa que ganha o dobro de nós e os novos ricos dos países emergentes, isso sim é dramático.
        Praças bonitas em cada bairro para ficarem na mesma no seu conteúdo com uma embalagem diferente, já basta a praça do Intendente onde as prostitutas e os seus chulos lá continuam a circular agora vestidos de Chanel e Montados nos seus belos carros. tão preocupados com os carros em segunda fila, e ninguém se indigna com os carros dos chineses largados no meio da Almirante Reis na maioria das vezes na faixa da esquerda para não obstruir o elétrico.
        Veja também o exemplo das obras atrás da Gulbenkian, que palhaçada é aquela cuja erva já tem mais dum metro de altura a crescer nos buracos realizados como disse a outra senhora com toda a razão a culpa deve ser do metro também.
        Sr. Luis Desculpe o Desabafo mas os casos são tantos para quem conhece bem a realidade do comércio tradicional, que se os fosse enumerar daria uma lista telefónica. Um abraço e desculpe qualquer coisinha

    • Antonio
      Responder

      Sim, senhor, a Baixa é um exemplo a seguir. Se quisermos entregá-la apenas aos turistas e a uma pequena mão-cheia de anormais (não é ofensivo, é apenas a constatação de estarem longe da normalidade) que gostam de ter a cidade feita em função dos seus gostos e crenças, como um clube privado para um grupo de iluminados intocáveis, que têm uma vida privilegiada, não têm filhos na escola, ganham bem, trabalham poucas horas e podem dar-se ao luxo de apenas andar a pé e nas suas bicicletas caras, tomar snacks e sumos naturais em estabelecimentos very trendy, achando-se infinitamente superiores ao lisboeta comum.

      • Conceição Costa
        Responder

        Completamente de acordo com o António.
        No que se refere ao “projecto” para a Av. da Igreja, só lamento que queiram estragar o que funciona e serve as pessoas e não se preocupem em corrigir o que não está bem, nomeadamente os equipamentos públicos (bancos a cair de podres, má iluminação das ruas, buracos nos passeios, lixo a voar, etc.)

  • Miguel Barroso
    Responder

    Há uns anos, os comerciantes da Av. Duque D’Avila também diziam que as restrições iam matar o comércio… hoje em dia é uma das ruas mais prósperas de Lisboa. Onde preferiam ter loja, nessa rua ou na João Crisóstomo?

    • Serafim
      Responder

      A mais valia daquilo é um pequeno bar perpendicular à Duque de Avila que serve bebidas alcoólicas aos inúmeros estudantes do técnico e as boas obras realizadas no jardim do arco do cego, que por serem tão boas com um parque de estacionamento nas antigas instalações da Rodoviária, já a querem vender ao IST para fazer um Pavilhão.
      Não comparem alhos com bugalhos, a Duque de Avila tem duas faixas de rodagem e estacionamento paralelo às mesmas, com parques de estacionamento de apoio, Igual ao projeto de Alvalade? não me parece…..

    • Conceição Costa
      Responder

      Estar a comparar a Av. Duque d’Avila com a Av. da Igreja é um erro grosseiro. A Av. Duque d’Avila serve uma população em trânsito ou que lá trabalha. Já a Av. da Igreja serve um sem número de moradores do Bairro que teriam a sua vida condicionada se estas medidas fossem concretizadas. Esperemos que não.

  • Cheddar
    Responder

    Esta ainda não tinha visto: um abaixo-assinado pela promoção do estacionamento em segunda fila.

    • Serafim
      Responder

      Não conheço o teor do Abaixo assinado, mas pelo que li na noticia, tão só se pretende a revisão do projeto com a intervenção dos que muito investiram nos seus negócios no Bairro, dos seus utentes e dos moradores. O que me parece mais que legitimo.

    • Raul
      Responder

      é a Portuguesa,quando se faz reclamam,,quando não se faz reclamam,somos um povo retrogrado

  • Helena Galamba
    Responder

    Um bom exemplo.

  • Miguel Peixoto
    Responder

    Moro numa rua perpendicular à Av Rio de Janeiro… onde não existem parquímetros, onde todos querem estacionar e por isso não tenho lugar para parquear o meu automóvel.. que fica por “norma” em 2ª fila. A EMEL também não me atribui o dístico de residente que me permitiria estacionar na Av Rio de Janeiro e desta forma circular a pé ou de bicicleta. Assim, quando pretendo deslocar-me ao bairro de Alvalade sou forçado a levar o carro. No Bairro das Estacas também “inventaram” alterações no trânsito e na circulação, o que só piorou o local (mais confusão e menos segurança). Conclusão: Inventem e alterem o que for necessário… mas sempre para melhor e para o bem de todos (ambiente+pessoas+comércio=Desenvolvimento Sustentável)

  • João Barreta
    Responder

    Há muitos anos que se defende que esta zona da cidade poder-se-ia constituir como um dos principais polos de atração (comercial e não só!) de Lisboa. Por razões diversas, das quais destacaria a falta de mobilização de empresários/comerciantes, das suas estruturas associativas, do poder local (leia-se, também, Junta de Freguesia) e outros “atores” (incluindo os moradores) tal nunca veio a ser … “trabalhado”. Questionemo-nos : Por que razão tal “zona da cidade e o seu comércio” nunca se mobilizaram para uma candidatura ao PROCOM, ao URBCOM, ao Comércio Investe, etc…, etc…??

  • Maria Pedro
    Responder

    Não se esqueçam a maioria dos habitantes deste bairro são pessoas de idade e muitas de bengala.Como é que estás pessoas se podem deslocar ao comércio local,sobretudo às farmácias sem ser de carro? Não façam mais asneiras à nossa cidade! Lembrem-se dos idosos que são muitos em Alvalade e aproveitem essas verbas para alojar os pobres que dormem nas escadarias do mercado!

    • Maria Pedro
      Responder

      Estou à espera de ver o meu comentário publicado!!!

    • Conceição Costa
      Responder

      O comentário da Maria Pedro, é mesmo duma pessoa que conhece o ambiente do bairro e a sua população. São as pessoas que cá moram que devem ser ouvidas.

      • Maria Pedro
        Responder

        Conheço e frequento esse bairro desde 1970 e quando digo que as pessoas com dificuldades motoras vão ter que se deslocar a pé ,não me referia que seriam essas pessoas a conduzir os carros mas alguem que as ponha perto do local onde teem necessidade de ir ,sem andar muito

    • Filipe Teixeira
      Responder

      Se um idoso não tem capacidade para andar a pé muito menos capacidade tem para conduzir um veiculo. É precisamente por causa das pessoas de mobilidade reduzida que a qualidade do espaço publico tem de melhorar em prol do espaço que o automóvel ocupa na cidade. O seu pensamento está um pouco distorcido.

    • Raul
      Responder

      quando se é contra inventa-se tudo para desculpas

  • Ana
    Responder

    Não me choca que se acabe com o estacionamento em segunda fila e se tente “domesticar” o trânsito na Av. da Igreja. O que me preocupa e me parece totalmente descabido é a possibilidade de desviar o tráfego para duas artérias (Luís Augusto Palmeirim e Maria Amália Vaz de Carvalho) onde existem duas escolas com mais de 1000 alunos cada uma. Quando começar a haver atropelamentos, vão perceber que a solução não era aquela… Esperemos que não seja necessário chegar a esse ponto.

    • Luisa Alves
      Responder

      Ana, concordo consigo, esse é o problema. Julgo que diminuir as faixas de rodagem, aumentando o estacionamento, com as passadeiras sobreelevadas existentes, é um bom principio, acalma o tráfego e beneficia o peão, e já é um avanço enorme. Quem defende a 2ª fila não deve sequer ser considerado. Põe em causa os peões e os que estacionaram legalmente. Os automobilistas estacionam e vão às lojas, sem prejudicar os outros. Agora reencaminhar os automoveis para dentro das ruas tão estreitas e com escolas é um contrasenso.

      • Raul
        Responder

        para que querem 4 faixas se só temos duas porque a outra está sempre ocupada com viaturas em 2º fila

        • Joana
          Responder

          obriguem a policia a fazer o que tem que fazer, controlar e regular o transito e o estacionamento.

    • Serafim
      Responder

      Em complemento à sua intervenção saliento que para as obras a realizar tanto falam dos acidentes/atropelamentos que há em Alvalade, se para o licenciamento do Modelo e Continente na Rua do Centro cultural, ou para a abertura de mais um Pingo Doce no Centro Comercial de Alvalade esse argumento não foi válido, só posso concluir que foram estas novas unidades comerciais a gerar o caos do trânsito em Alvalade, então a culpa é de quem os licenciou.
      já perdi a conta aos Supermercados Pingo Doce, modelo Continente, Lidl e Minipreço em Alvalade e na sua envolvente.

  • Duarte Branquinho
    Responder

    Comerciantes e moradores de #Alvalade contra alterações na Avenida da Igreja http://t.co/H2HnfV0Jzu

  • Raul
    Responder

    Eu acho que a Av.da Igreja devia de ser só pedonal,sem carros,como as ruas da baixa e outras,os carros nesta avenida não é sinónimo de compras nas lojas,é uma pouca vergonha os estacionamentos em segunda fila,em todo o Mundo existem ruas só pedonais porque razão não esta.Até em Beja (Alentejo) existem,acho que devemos de nos modernizar,o parque de estacionamento é bem visto,mas claro as pessoas não querem porque tem que pagar e por isso são contra.Agora acho mal ser a EMEL explorar.Temos que melhorar e não ficarmos estagnados no tempo a epoca de 60 já passou a muito tempo.

    • Serafim
      Responder

      Caro Raul
      Com o devido respeito, afirmo que gostaria que todas as ruas de Lisboa fossem como a Av da Igreja, diga uma que tema mais largura de passeio? Alargar mais para quê ?
      Tirar os carros da Av da igreja ( alerto que não sou defensor da segunda fila, ai a policia de transito que faça o que tem a fazer) é como morar no 6ª andar e ficar sem elevador. Um Abraço

  • Noémia de Ariztía
    Responder

    Esta ideia de afastar o trânsito do pequeno comércio é evidentemente um direccionamento dos clientes para os grandes centros comerciais (e há vários nesta zona – 1 Continente, 3 Pingo Doce, 1 Lidl), todos eles com facilidades de estacionamento.
    Sou residente no Bairro de Alvalade, mas junto ao Campo Grande. Faço as minhas compras quase todas no mercado e nas chamadas lojas de porta aberta. Como não posso carregar com os sacos todos até casa vou sempre de carro, uma vez que tenho selo de residente. Mas se tiver de pagar o estacionamento no parque, é evidente que isso encarece muito as compras que faço. Não é boa política dificultar a vida ao pequeno comércio, que desesperadamente tenta fazer frente à desleal concorrência das grandes superfícies. E também me parece uma grande imprudência dirigir o trânsito para as duas ruas onde se situam duas das maiores escolas da zona. Primeiro, pela quantidade de crianças que por ali sempre circula, o que evidentemente desaconselha tornar estas ruas de trânsito prioritário. E em segundo lugar, e sobretudo na Rua Luis Augusto Palmeirim, onde se situa a Escola Eugénio dos Santos, que é uma escola preparatória, portanto com crianças ainda pequenas que não podem sair sozinhas do recinto, à hora da saída juntam-se ali dezenas e dezenas de viaturas dos familiares. Gostava de saber que proposta apresentam os projectistas para conseguir aliar o atravancamento provocado pelas viaturas dos familiares com a via proposta de trânsito prioritário.

    • Rui Amaral
      Responder

      Para fazer compras no mercado e nas lojas de porta aberta não precisa de ir de carro, até existem uns sacos com rodas para poder transportar as compras com facilidade, experimente, talvez vá gostar.
      Por toda a gente pensar como a senhora é que temos as ruas cheias de carros, parados em segunda fila e em cima dos passeios, e claro menos gente nas compras. Porque razão as pessoas vão para os centros comerciais?? lá não se pára à porta da loja

      • Serafim
        Responder

        Nunca vi tanto disparate junto, vê-se bem que estamos perante gente que não conhece os prédios e os habitantes da zona envolvente à Av. da Igreja.
        Prédios sem garagem, ausência de estacionamento de apoio, salvo pequenas unidade de pouca guarda, Pessoas idosas de mobilidade reduzida e prédios sem elevador.
        Acho que nem todos devem pensar que os outros são iguais a si próprio.
        Para alem disso, o comércio local de Alvalade não se destina tão só aos moradores do Bairro, até porque segundo as informações que tenho o Bairro é muito utilizado pelos moradores dos Olivais, Telheiras, Encarnação, Areeiro e campo grande, assim como pelos que ali cresceram e se acostumaram a comprar naquele comércio mesmo não habitando lá.
        Acabem de brincar com os investimentos dos comerciantes, quando tanto se apela ao investimento e à criação de postos de trabalho, nem sempre o que aparentemente é bonito é rentável ou justificável. CHEGA DE OBRAS DE FACHADA!…..
        um abraço Rui

      • Noémia de Ariztía
        Responder

        Sr. Rui Amaral, auponho

      • Noémia de Ariztía
        Responder

        Sr. Rui Amaral, não deve ter lido o meu texto todo. Nos centros comerciais não se pára à porta pela simples razão de que ou têm espaço para estacionar ou têm estacionamento próprio, no interior do centro. Esta era uma das objecções. A outra, e talvez a mais importante, é que este plano orienta a circulação obrigatório de carros para duas ruas onde existem escolas secundárias – Na Rua Augusto Palmeirim a Escola Secundária Eugénio dos Santos; e na Rua Maria Amália Vaz de Carvalho a Escola Secundária D. Leonor. Aconselho-o a visitar qualquer destas escolas à hora de saída das aulas, e depois tente comprovar a razoabilidade deste projecto.

  • joao moreira de sa
    Responder

    (com razão, que ‘projecto’ tão absurdo) Comerciantes e moradores de Alvalade contra alterações na Avenida da Igreja http://t.co/WpnUg5i2nP

  • João Barreta
    Responder

    Até em Beja ?????????????????? E no Alentejo, para que ficasse, ainda, mais claro o … “pensamento” !!! Incrível!!!!!
    Por causa destes “pensadores” que temos cá pela capital é que chegámos onde chegámos.

  • RP
    Responder

    E porque não inverter as fases? Construir primeiro o parque de estacionamento para resolver o caos que se gera ao sábado de manhã com o estacionamento em 2ª fila e numa segunda fase experimentar se a solução proposta é a mais adequada para o bairro. Se as pessoas que visitam Alvalade tiverem sítio onde estacionar não acredito que deixem de vir ao bairro fazer as suas compras, mas se alteramos as coisas, retiramos lugares de estacionamento e não construímos alternativas aí sim o comércio local e os residentes têm razões para colocar reticências à solução apresentada, até porque o bairro está a mudar e existem cada vez mais pessoas jovens a morar em Alvalade e consequentemente mais carros pertencentes a moradores.

    • Serafim
      Responder

      pois claro RP, primeiro façam os parque e depois brinquem ao Simcity .
      Zelem é pela criação de emprego, e pela qualidade de vidas dos moradores.
      Estou certo que com estas alterações, e perante um cenário de previsível morte do pequeno comércio, os proprietários das lojas veem reduzidos os seus rendimentos e o seu património, e com menos comércio Alvalade perde a sua identidade e com isso as casas também perdem valor.
      Se ainda vou a Alvalade é porque no meu pensamento está que em Alvalade encontro de tudo no seu comércio local.

  • João Luz
    Responder

    Como utente frequente da zona devo referir que é lamentável o estacionamento na zona. Carros em segunda fila, com as luzes de emergência ligadas (qual emergência, porque não multa liminarmente a polícia estas “pessoas” incivilizadas, carros em cima das passagens de peões, nas zonas tracejadas nas esquinas, descargas de mercadorias durante o dia. Quero viver num país em que o peão é soberano, não o automóvel. Os comerciantes temem o seu futuro. Tornem-se ordeiros e recebam as encomendas a horas decentes, ao fim do dia depois das 20h. Querem ver a novela? Não vejam. Quem estaciona mal deve ser multado. E os peões devem fazer um movimento cívico contra quem está mal estacionado. Porque não colar autocolantes no vidro (em frente do lugar do condutor) der quem está mal estacionado, a dizer que está a transgredir a a prejudicar os peões.

    • Filipe Teixeira
      Responder

      Caro, isso já existe. Chama-se autocolante do passeio livre.

  • Filipe Alves
    Responder

    Todas as mudanças são bem vindas, no entanto acho que a CML, e a JF de Alvalade antes de avançarem com este projeto deveras ambicioso e audaz, deveriam de dar atenção ao caos do estacionamento no chamado ” Bairro das Caixas”, onde se estaciona em tudo o que é canto, e que muitos dos veículos não pertencem aos moradores mas sim a quem vem de fora e não quer pagar o estacionamento á EMEL, inclusive até nas traseiras dos prédios
    tudo está ocupado por estes “forasteiros”, enquanto que nós os moradores não temos direitos qualquer ordem, ao contrário de algumas zonas da cidade e até do bairro de Alvalade onde existem zonas exclusivas de estacionamento para residentes

    • Carlos Vasconcelos
      Responder

      100 % de acordo

      • Paulo
        Responder

        200% de acordo.

  • Filipe Teixeira
    Responder

    O que eu sei é que desde que a Av Duque d’Avila passou a ser maioritariamente pedonal que passei a lá ir quase todas as semanas. Essa mentalidade que as ruas com comércio precisam de ter sítios onde a malta tem de deixar o carro em segunda fila para sobreviver é completamente errada e não assenta num pensamento do Século XXI

    • Carlos Vasconcelos
      Responder

      Pois, mas os prédios da duque de Ávila tem garagens e os da av. da igreja e perpendiculares não, continuamos a comparar coisas diferentes. Sabe a média de idade dos residentes de Alvalade? está a ver a terceira idade a andar de biciclet?

    • Carlos Vasconcelos
      Responder

      Pois, mas os prédios da duque de Ávila tem garagens e os da av. da igreja e perpendiculares não, continuamos a comparar coisas diferentes. Sabe a média de idade dos residentes de Alvalade? está a ver a terceira idade a andar de bicicleta ?

  • Artur Madeira
    Responder

    Comerciantes e moradores de Alvalade contra alterações na Avenida da Igreja | O Corvo | sítio de… http://t.co/zsvGAxyqbN

  • João
    Responder

    Excelente projecto! O povo reclama, estranha, mas depois entranha-se. O papel do planeamento urbano é fazer o que as pessoas querem, ainda antes de saberem que o querem. Já chega desta vergonha, desta lataria, de tantos acidentes e estacionamentos. A cidade é para as pessoas. Quem está mal que vá viver para Luanda, Caracas, ou outra cidade subdesenvolvida em que o automóvel é quem manda. E já era tempo de os comerciantes perceberem que não são os automóveis que lhes garantem clientes, antes pelo contrário…

    • Joana
      Responder

      Pelo seu testemunho só posso concluir que deve pertencer ao grupo de engenheiros da CML… conheça primeiro o bairro, quem lá vive, quem é cliente, quem é comerciante e depois comente!

    • Carlos Vasconcelos
      Responder

      Devemos ter aqui mais um apoiante de passos Coelho no apelo à emigração. A mobilidade das pessoas não passa pela abolição da circulação automóvel. Se os senhores querem fazer praças bonitas sem estorvar a circulação automóvel utilizem o parque da junta pois pelos vistos ele lá não é necessário, andam todas a pé e de bicicleta.

  • Joana
    Responder

    Sr. Fernando Lucas, sou moradora na Av. Guerra Junqueiro e não me recordo ter ter havido alterações como as que querem fazer em Alvalade.
    Continuamos a estacionar, o passeio continua do mesmo tamanho… refere-se a que alteração?

  • Raul
    Responder

    eu moro em Alvalade e NÃO sou contra,Sou a favor com a diferença que a AV da Igreja devia de ser toda pedonal,SEM viaturas

  • Antonio Neves
    Responder

    De facto a Av.Duque de Avila está mais bonita.Mas quem vive são as esplanadas.As outras lojas não vivem,sobrevivem porque o comercio morreu.
    Querem transformar a capital do país em locais de férias como o Algarve isto não é o algarve que vive seis meses por ano e o resto do tempo vive do desemprego.As viagens agora são baratas podem ir visitar as cidades da Europa e façam uma lista das que destroem ruas para fazer pistas para bicicletas.
    A baixa foi destruida e quem vive são os cafés e esplanadas,mas vivem mal.
    Quem vai á baixa fazer compras?
    Empurram as`pessoas para os centros comerciais.E o comercio de proximidade?não é èsta a defenição de bairro?
    Os carros estacionam em segunda fila.O que faz a policia? e os parques de estacionamento?Porque se estaciona em segunda fila fecham-se as ruas?
    Em que local da europa existem tantas grandes superficies dentro da cidade?
    O pequeno comercio é protegido só os iluminados da

  • João J.
    Responder

    Sou morador na Avenida da Igreja há 57 anos e tenho um automóvel.
    Tenho consciência de que nunca haverá um plano que agrade a todos mas, sem quase ter havido informação e uma total participação de moradores e comerciantes, este Plano começou mal e acabará ainda pior…
    Penso que o problema do estacionamento em 2ª fila é, de todos os problemas, o mais grave. Logo a seguir vem a falta de lugares para estacionar, em especial ao sábado.
    Por isso, na minha opinião, antes de fazer qualquer mudança de sentido no trânsito, deveria começar-se por construir o Parque e, experimentalmente, colocar o estacionamento em espinha na Avenida da Igreja (sem diminuir os passeios). Faço notar que só esta medida irá deixar apenas duas filas de trânsito livres no meio, uma em cada sentido, e, por isso, acabará instantaneamente com o estacionamento em 2ª fila na avenida.

  • Joao Honesto
    Responder

    As ruas aqui em Alvalade estão cheias de buracos, muitas queixas e a CML está-se simplesmente borrifando, e querem fechar a Av. da Igreja… já se prevêm obras em grande, o “guito” e as “intenções” a escorrerem para os bolsos de alguns. Esperemos que não inclua o abate das árvores, (engordando a conta de algum amigalhaço que por acaso até tem uma empresa que executa estes serviços), estreitamento dos passeios, desta vez parece que não, vão é alargá-los… mas para quê? Já não são largos que chegue? Esta gente come mer*a à colherada ou querem fazer de nós atrasados mentais.
    O ALIBI: Para os moradores poderem estacionar e circular melhor.
    AS CONSEQUÊNCIAS: Estrangular até estoirar com o comércio local.
    IMPRESSIONANTE: Estive a dar uma vista de olhos e os cortes e restrições como estão previstos (a juntar ao período de fecho) na Av. da Igreja entre a Marquesa de Alorna e a José Duro tendo em conta o impacto negativo em toda a zona de comércio local de Alvalade são de uma precisão maquiavélicamente cirúrgica.
    Ataca-se de maneira precisa o centro nevrálgico que a (perpendiculares da Av. da Igreja) periferia já fragilizada, pouco ou nada resistirá.
    O OBJECTIVO: Levar as pessoas a consumir nas grandes áreas comerciais, Pingos Doces, Continentes, Lidles, Colombos, Amoreiras etc. e com as falências, criar espaço para abrir as portas aos poderosos franchisings multinacionais. Mentira!!? É? Vão atá à Rua Augusta e digam-me o que é que difere de uma “rua” de uma grande Centro Comercial… só mesmo o facto de estar ao ar livre, porque as lojas são exactamente as mesmas.
    JÁ SUCEDEU ANTES: Com as obras do metro de superfície em Almada em toda a avenida que vai do Centro Sul a Cacilhas, o trânsito foi de tal forma alterado, estrangulado, mutilado e cortado, lugares de estacionamento reduzidos a 10% do que eram antes que pura e simplesmente aniquilaram quase todo o comécio tradicional e local.
    OUTRO DIA: Estive em Portalegre e nem queria acreditar (já não ia lá à uma data de anos) quase parece uma cidade fantasma relegada para alguns serviços, lojas de rua nem vê-las, mas à entrada da cidade lá está a canga montada com 3 ou 4 Eleclerques…pois é!
    QUEM GANHOU: A Ecalma, empresa de estacionamento pago de Almada, o parque subterrâneo da Braga Parques e quem mais ? Quem Mais? Exactamente, a grande área comercial ALMADA FÓRUM… pois é!! E depois a CMA vem com programinhas e flyerzinhos enfezados a incentivar o comércio tradicional…vão mas é tomar banho, hipócritas. Quem quer abrir um pequeno negócio local não faz uma pálida ideia das dificuldades e burocracias que vai encontrar pelo caminho, quem já tentou ou conseguiu abrir (normalmente por períodos muito reduzidos até ter de fechar) sabe bem do falo. Ainda bem que me vim embora daquele galinheiro que é a margem sul (excepção feita óbviamente da belíssima zona que vai da Trafaria passando pela vila da Costa da Caparica atá ao cabo Espichel.
    Uma NOTA para aqueles TRAMBOLHOS HORRÍVEIS (produto da CMA) feitos de tábuas de carris de combóio, todos iguais e onde instalaram, veja-se, restaurantes, às vezes vou passear para a marginal mesmo junto às praias mas nunca consegui entrar em nenhum.
    PARA ACABAR: O que mais impressiona e principalmente me preocupa não são as alterações e obras que sempre vão ter de se ir fazendo, é forma impune como o fazem, descarada e sem a menor preocupação pelos interesses da população, actividades e negócios locais. já era vulgar acontecer no interior e arrabaldes, mas agora é mesmo aqui na capital, em Alvalade, sítio que adoro e que não trocava nem por Chelsea em Londres. Deviam ir até Londres, durante o dia são cerca de 8 ou 9 milhões mais 2 ou 3 milhões de ilegais e 3 ou 4 milhões de turistas, uns 14 milhões de gajos e gajas, grande parte deles uns empertigados, mas uma coisa é certa, o comércio local fervilha por todo o lado, protegem-no.

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