Começou demolição de edifícios para dar lugar ao “mono do Rato”, futuro hotel

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Samuel Alemão

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URBANISMO

Santo António

12 Março, 2018


Apesar de ainda estar por confirmar a construção do polémico edifício conhecido como “mono do Rato”, pelo menos naquela versão que tão contestada tem sido, desde o início do processo, em 2005, o destino dos prédios até agora existentes naquele local parece estar traçado. Começaram, na manhã desta segunda-feira (12 de Março), os trabalhos de demolição desses imóveis, para dar lugar ao projecto dos arquitectos Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina – que deverá ser uma unidade hoteleira, e não um prédio de habitação e escritórios, apurou O Corvo. O início do processo de derrube do casario pré-existente ocorre assim um mês depois de terem sido colocados os tapumes em redor do gaveto situado entre o Largo do Rato e as ruas do Salitre e Alexandre Herculano, ressuscitando um processo do qual se havia deixado de falar no início desta década. Há, no entanto, quem se esteja a mobilizar para o travar.

O Corvo apurou que alguns dos moradores daquela zona, que serão vizinhos do “mono do rato”, se preparam para encetar uma batalha legal contra tal construção, contestando a sua grande volumetria. Em causa estará não só o ensombramento que tal construção provocará nas zonas circundantes, bem como a invasão de privacidade que a fachada a tardoz – isto é, a fachada das traseiras – representará para quem ali vive. Recorde-se que, numa reunião pública, a 28 de Fevereiro, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), confessou que, apesar de gostar do projecto, o considerava pouco adequado ao lugar. “Acho que o projecto não é bonito naquele sítio, que cria uma disfunção, uma ruptura naquele local”, disse, no momento, prometendo estabelecer “diálogo com os promotores e tentar encontrar uma solução que minore o impacto da adaptação da zona”. O autarca avisou, todavia, que não poderia garantir o sucesso da tentativa de mediação e lembrou mesmo os direitos do promotor, que viu o projecto aprovado no final de 2010.

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