A temporada lírica do Teatro Nacional de São Carlos, que se inicia nesta segunda-feira, 27 de Outubro, marca o regresso a uma certa regularidade na vida do único teatro lírico português.

 

Texto: Rui Lagartinho

 

Independentemente do valor intrínseco dos cantores que cantarão “Werther” de Jules Massenet, o regresso de uma encenação do britânico Graham Vick ao palco do Teatro Nacional São Carlos (TNSC) abrir a temporada lírica é uma boa notícia. Vick é um encenador reconhecido e associado às melhores noites de ópera aqui vividas nas últimas duas décadas: basta recordar a Tetralogia de Richard Wagner, “O Anel do Nibelungo.”

 

É uma temporada totalmente desenhada por Paolo Pinamonti, o antigo director artístico, que regressa agora como consultor artístico.

 

Para além de Werther, estão programadas a zarzuela “Os Diamantes de La Corona”, de Francisco Barbieri, uma produção do Teatro da Zarzuela de Madrid, “Macbeth”, de Verdi, que terá como protagonista a soprano portuguesa Elisabete Matos, e “La Cenrentola”, de Rossini, deixa ver em Portugal o trabalho de um dos mais solicitados encenadores da actualidade, Paul Curran.

 

Rui Horta encenará um dos momentos altos da temporada, uma nova produção da obra de Igor Stravinsky “The Rakes`s Progress”, com a direcção musical da maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) Joana Carneiro, que dirigirá também as récitas do bailado igualmente de Stravinsky “Pássaro de Fogo”, uma nova produção da Companhia Nacional de Bailado para ver, por altura do Natal, no Teatro Camões.

 

Para além da presença de Joana Carneiro, esta é a primeira temporada em que assume em pleno os destinos da OSP. Um facto que lhe permitirá “um relacionamento mais regular com os músicos, que é essencial para Sinfónica Portuguesa”.

 

Destaca-se a presença dos jovens maestros portugueses Rui Pinheiro e Pedro Neves, um bom sinal dos renovados tempos que se vivem neste teatro. O outro são a compra, confirmada pelo teatro, de pelo menos algumas centenas de assinaturas de espectadores regulares, que retomam assim hábitos arreigados, que tinham interrompido.

 

O orçamento da Opart (organismo que gere o TNSC) para a programação é, segundo o seu presidente, José António Falcão, de 1,7 milhões de euros.

 

Programação completa e mais informações em www.tnsc.pt

 

Deixe um comentário.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com