Uma reposição adiada. O aguardado regresso do cinema ao Centro Comercial Saldanha Residence continua por cumprir, mais de seis meses após as notícias nesse sentido. O atraso na reabertura das salas de exibição comercial, encerradas em Maio de 2011, está a causar alguma ansiedade junto dos lojistas do espaço situado na Avenida Fontes Pereira de Melo – sobretudo os da área da restauração, que vêem na anunciada reactivação de pelo menos duas salas um eventual balão de oxigénio contra a escassez de clientes. “Eles dizem sempre que é no final do mês, mas nunca acontece nada”, lamenta ao Corvo uma das funcionárias de um café situado mesmo em frente da entrada do complexo de cinemas desactivado há dois anos e meio.

Em Março passado, começaram a circular entre os lojistas e funcionários do centro informações cada vez mais persistentes sobre a rectivação das salas de cinemas – que durante uma década ali funcionaram, como extensão das existentes no vizinho centro comercial Monumental. Das quatro salas iniciais, que se contavam como as 5, 6, 7 e 8 do conjunto explorado na área do Saldanha pela Medeia, do empresário Paulo Branco, esperava-se a reabertura de pelo menos metade. Desta vez, porém, a sua exploração comercial deveria ser entregue a outra firma, que até aqui não esteve envolvida no negócio da exibição cinematográfica em território nacional. Espreitando pelo gradeamento, junto à antiga bilheteira, era possível observar os trabalhos de remodelação e limpeza do espaço.

Passado mais de meio ano sobre essas informações, os anseios dos comerciantes instalados no espaço e também de muitos cinéfilos mantêm-se. Tal como em Março, o Corvo tentou obter esclarecimentos sobre o assunto junto da administração do espaço comercial explorado pela multinacional do imobiliário Jones Lang LaSalle. E, de igual forma, dela recebeu a escusa em fazer comentários. Também a imobiliária optou pelo silêncio. Quando os cinemas encerraram, em 2011, a justificação dada por Paulo Branco era a das dificuldades causadas pelos “contratempos inerentes à concorrência dos grandes grupos de exibição” e à “oferta desmedida” de bilhetes de cinema, bem como a assumida dificuldade em fazer investimentos na digitalização.

 

Texto: Samuel Alemão

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