Cinema de regresso ao Saldanha Residence

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Samuel Alemão

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CULTURA

Arroios
Avenidas Novas

13 Março, 2013

Quase dois anos após encerrarem as portas, as salas de cinema do centro comercial Saldanha Residence voltarão a oferecer exibição cinematográfica, nas próximas semanas. Tal sucederá, pelo menos, em duas delas, apurou o Corvo. Ou seja, metade das que estiveram em funcionamento, durante pouco mais de uma década, naquela superfície comercial, situada na Avenida Fontes Pereira de Melo. A reabertura acontece num período de forte descida do número de espectadores de cinema, a nível nacional, e poucas semanas depois do encerramento do Londres, uma das mais emblemáticas salas lisboetas – e que acompanhou o fecho de dezenas de outras pelo país, exploradas pela mesma firma. Os trabalhos de remodelação e limpeza do espaço contíguo às salas do Residence têm decorrido de forma discreta, sendo observável, para lá do gradeamento, a pintura das paredes.


 

As salas não serão, contudo, exploradas pelo seu antigo concessionário, a Medeia Filmes, do empresário Paulo Branco. Aquando do fim da exploração comercial daquelas salas – que funcionavam como a 5, 6, 7 e 8 do conjunto formado com as existentes no centro comercial Monumental, a poucas dezenas de metros -, na primeira semana de Maio de 2011, a empresa justificou a decisão com as dificuldades causadas pela existência de “contratempos inerentes à concorrência dos grandes grupos de exibição” e à “oferta desmedida” de bilhetes de cinema. A Medeia dizia nesse comunicado que tal desequilíbrio era “pautado ainda pela falta de actuação da Autoridade da Concorrência, bem como do próprio Instituto do Cinema e do Audiovisual”. A isso acrescia a assumida dificuldade em fazer investimentos na digitalização. 

 

O Corvo tentou obter mais informações sobre a reabertura das salas junto da administração do Saldanha Residence – empreendimento que é explorado pela multinacional imobiliária Jones Lang LaSalle -, mas esta escusou-se a fazê-lo. É certo, no entanto, que tal sucederá, nas próximas semanas e pela mão de uma empresa que não está, neste momento, envolvida no negócio da exibição cinematográfica em território nacional. Actividade que se encontra em clara recessão, tendo Portugal sido o país europeu que mais espectadores perdeu em 2012, de acordo com o Observatório Europeu do Audiovisual – citando dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual – , com uma descida da afluência paga de 12,3%.

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