Quando, em 2014, a Câmara Municipal de Lisboa trocou a calçada portuguesa pela pedra lioz polida a revestir o pavimento da Rua da Vitória – um eixo vital da Baixa Pombalina, que liga a estação de metro Baixa-Chiado a um dos elevadores com acesso ao Castelo de São Jorge -, a mesma tornou-se uma montra de um modelo que o município assumiu querer adoptar em muitas outras vias.

 

No primeiro domingo soalheiro de 2016, com as ruas cheias de turistas, a experiência piloto, constatou o Corvo, degrada-se a olhos vistos, com lajes rachadas e outras levantadas, à espera que os serviços camarários tirem conclusões ou, simplesmente, façam as obras de manutenção necessárias.

 

Texto: Rui Lagartinho

 

  • Ana Maria Pereirinha
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    Ah, sim, e vejam, por favor, a Rua da Escola Politécnica, frente ao Museu, onde ainda no sábado evitei espatifar-me no chão por milagre, pela mesma razão – o chão de pedra,(tão prático para andar de patins quando há chuva) todo partido e um pé mal posto, que não estava à espera da «surpresa».

  • Samuel Freire
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    O problema não está na escolha do revestimento (é mais antigo do que a chamada calçada portuguesa – era mais comum nas zonas nobres e à frente de palácios e igrejas). O problema está no assentamento talvez… Ou no facto de passarem ali veículos pesados, talvez… Seja como for, esta perdra é muito melhor do que as pedrinhas mal aparadas e sem história, que lá por existirem há cem anos em Lisboa, não são inevitáveis. Não são e felizmente isso está a mudar.

    • João Fernandes
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      As pedras mal aparadas e “sem história” estão na situação que estão pelas mesmas razões que estas lajes estão na situação em que estão … falta de manutenção e cuidado. A Calçada, desde que bem mantida é um piso tão ou mais seguro do que as lajes.

      As lajes de lioz ficam degradadas (sujidade e destruição) muito mais facilmente do que a calçada, não deixam escoar a água e são extremamente escorregadias, moro na zona e em dias de muita chuva tenho de evitar aquela rua para não ficar com os pés encharcados !

  • Julia Rocha
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    E acrescentem quanto este tipo de pavimento é perigoso em dias de chuva, tanto mais que não tem escoadores

  • Bruno Lopes
    Responder

    @CamaraLisboa de 0 a 10 quanto vos enche o peito de orgulho destruir património para aumentar a dívida de manutenção https://t.co/aIfg2qtO07

  • Paulo Ramos
    Responder

    Mas a “acimentação” de Lisboa não serviu para evitar isto?

  • Tuga News
    Responder

    [O Corvo] Chão partido na Rua da Vitória https://t.co/HJ7Qv0SoGn #lisboa

  • José
    Responder

    E a calçada solta por toda a cidade???
    E os buracos nos passeios???
    E a calçada, que é tão facil escorregar???

    Este pavimento é de facil manutenção; É NECESSÁRIO FAZER O TRABALHO BEM FEITO E NÃO PASSAR CARROS POR CIMA DO PAVIMENTO.
    Noutras capitais passa-se o mesmo,quanto carros pesados usam o local dos peões.
    O CORVO ESTÁ A TENTAR, INFLUÊNCIAR AS PESSOAS, em relação ao uso da calçada.

    • João Fernandes
      Responder

      Esse seu argumento pode ser igualmente aplicado à calçada … desde que se faça o trabalho bem feito e não passem carros onde não devem passar, a calçada é é um óptimo piso … aliás qualquer piso será de qualidade e prático desde que a boa manutenção esteja assegurada. Acrescento que a calçada mista com pedra branca e preta (experimente o lado direito de quem sobe na calçada de são francisco junto ao largo das Belas Artes) garante muito maior aderência do que as lajes de lioz e melhor escoamento de águas.

      Creio que o argumento d’o Corvo não é influenciar as pessoas … a questão é que foi feita uma mudança de piso com o argumento de maior segurança e qualidade mas na prática os problemas mantêm-se … passo naquela zona diariamente e desde cedo que comecei a constatar a má escolha de materiais, mesmo antes de aparecerem lajes partidas. A sujidade (manchas de café, vinho, pastilhas, etc.) é muito mais vísivel e notória neste tipo de pedra.

      Parece que o problema não está no tipo de piso mas sim nos serviços de manutenção.

      Acrescento ainda que as mudanças de pavimento supostamente deviam poupar as zonas históricas como foi referido pela CML … o que não se verificou nesta rua.

  • João Fernandes
    Responder

    Já agora quem lá passar pode reparar nos fracos acabamentos junto às paredes dos edíficos da rua, com umas frestas que acumulam lixo (papeis, beatas, folhas, etc.) … dá a impressão de um trabalho feito à pressa e com pouca atenção aos detalhes e pormenores.

    Houve uma rua repavimentada recentemente em Alcantâra onde optaram por uma solução mista com a calçada a ser mantida junto às paredes, o que esteticamente cria um efeito agradável e em termos práticos permite o acesso a tubagens subterraneas (comunicações, saneamento, etc.) com facilidade já que a calçada é fácil de retirar e reaplicar.

  • Sérgio Lopes
    Responder

    Ora aí está. Começam as notícias sensação contra os novos passeios.
    Ainda bem que estas notícias surgem, porque durante anos ninguém veio referir, o quanto prejudicial é a calçada para as pessoas com mobilidade reduzida.
    Já pensaram que o problema não está na qualidade do piso mas sim na sua colocação??!!??
    Enfim, lá vêem os paisagistas a dizer que tinham razão.
    Coitadas das restantes pessoas do planeta (uns 7 mil milhões) que têm que andar nos passeios sem calçada (ironia).

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