Centro de atendimento dos sem-abrigo abrirá em Setembro no Cais do Sodré

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Fernanda Ribeiro

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VIDA NA CIDADE

Misericórdia

3 Julho, 2014


A data de abertura do principal centro destinado a atender e encaminhar pessoas sem-abrigo em Lisboa está agora marcada para Setembro, quando terminarem as obras no edifício municipal do Cais do Gás, junto ao Cais do Sodré, onde há poucos dias se iniciou a empreitada de remodelação.

Chegou a ser prevista para finais de 2013, na sequência do protocolo celebrado em Setembro desse ano entre a autarquia e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que irá gerir o centro. Posteriormente, a abertura foi adiada para Maio de 2014 e, agora, “para Setembro”, a nova data que o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, espera que seja cumprida.

A razão de tanto atraso residiu “apenas nos procedimentos administrativos” e na lentidão que os caracteriza, diz ao Corvo João Afonso. “Como em toda a administração pública, (a câmara) tem os seus atrasos. Para lançar as empreitadas, há procedimentos administrativos a cumprir e pelos quais há que aguardar”, justificou, embora não explicando porque fora antes anunciada a abertura sem esperar o final desses trâmites.

Esta unidade, que se situa num antigo edifício municipal onde funcionaram serviços do pelouro do Desporto, será alvo de obras que “vão durar cerca de um mês e meio”, como disse ao Corvo um responsável da Santa Casa da Misericórdia, envolvido nos trabalhos de remodelação do futuro centro. O atendimento dos sem-abrigo ficará ao nível do rés-do-chão, enquanto no primeiro piso se instalarão as equipas das organizações que trabalham com eles, acrescentou a mesma fonte.

As obras vão ser comparticipadas pela autarquia. “O que está protocolado com a Santa Casa é que a câmara comparticipe e pague a impermeabilização da cobertura do edifício, cabendo à Santa Casa custear as alterações no interior”, acrescentou o vereador dos Direitos Sociais.

A confirmar-se o prazo de realização das obras, o centro poderá então abrir portas em Setembro.

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COMENTÁRIOS

Comentários
  • Fátima Costa
    Responder

    Bom também seria terem onde tomar banho, comer e dormir… E poderia haver um serviço de autocarro específico para eles, para que pudessem andar à vontade pela cidade e voltarem qdo quisessem.

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