Quem ande pela beira-rio já se deu conta de nova obra em andamento perto do Museu da Electricidade. É o futuro Centro de Artes e Tecnologia da Fundação EDP, que vai aumentar a oferta cultural nesta zona da cidade. Para lá do tapume instalado, percebe-se que estão em curso perfurações e escavações do aterro e que já foram demolidos alguns dos prédios ali existentes.

A obra, assinada pelo atelier da arquitecta inglesa Amanda Levete, caracteriza-se por linhas suaves e sinuosas que permitirão aos visitantes caminhar sobre o tecto do edifício e desfrutar de uma nova panorâmica sobre o rio Tejo. O projecto prevê a construção de uma escadria para o rio, à semelhança da construída na zona da Ribeira das Naus.

Há cerca de um ano, o projecto teve que ser alterado por inadequação com o Plano Director Municipal, nomeadamente no que respeitava a dimensões da construção, que ultrapassavam o permitido. A sua legalidade chegou a ser questionada pela oposição municipal e pelo grupo Fórum Cidadania Lisboa e pedida a intervenção do Provedor de Justiça. A adequação levou a uma demora no arranque das obras, estimadas em cerca de 20 milhões de euros, que deviam ter começado em 2013.

Actualmente, a Energias de Portugal tem outra grande obra na zona ribeirinha, a sua nova sede no Aterro da Boavista, assinada por Manuel Aires Mateus. Segundo o executivo camarário, a construção é importante para a requalificação urbana da zona. Na segunda metade deste ano, o preço da electricidade em Portugal era o terceiro mais alto da Europa.

 

Texto: Francisco Neves

Comentários
  • José
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    O projecto inicial, não era mais alto que o museu da electricida.
    Tantos atrasos, devido a velhos do Restelo.
    Parabens, já há obra.
    A cidade de Lisboa, os lisboetas e não só( Lisboa é de todos os PORTUGUÊSES ), agradeçem. BEM HAJA.

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