O estacionamento ilegal é uma das pragas de Lisboa e, apesar de ser frequente o anúncio de medidas para o erradicar, o problema prevalece. De tal forma que continuam a ser habituais cenas como aquela a que, ao final da manhã desta segunda-feira (4 de Agosto), se assistiu na Praça do Martim Moniz. Um automóvel foi deixado em cima da linha do eléctrico, junto ao Hotel Mundial, local que antecede o início do mais popular percurso da cidade, o da carreira 28. Se a fila de turistas – no outro lado da rua, onde se situa a primeira paragem do circuito – já é habitualmente enorme, ontem rebentava a escala. Em vez da normal dúzia de minutos para cada saída, foram necessários mais de três quartos de hora.

 

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Impossibilitada a circulação de eléctricos e sem se saber onde estaria o condutor do carro que bloqueava a linha, os potenciais clientes do 28 iam chegando e aumentando a fila. Foi necessário chamar o reboque da polícia para levar dali o obstáculo de quatro rodas. Operação que acabou por constituir inesperado motivo de atracção para os turistas, alguns deles fotografando-a. A cena, todavia, não é inédita para os lisboetas. No final de 2013, a Carris anunciou que, só nos primeiros seis meses desse ano, tivera 727 paragens forçadas, correspondentes a 466 horas de interrupção na circulação de autocarros e eléctricos. Situação que causa avultados prejuízos financeiros e perda de passageiros à empresa.

 

Texto: Samuel Alemão

  • Jorge Parente Baptista
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    O costume portanto.

  • Maria Papoila
    Responder

    não deixa só turistas à espera do 28… os lisboetas também são prejudicados!

  • Pedro Gomes
    Responder

    Exacto. O elétrico 28 é transporte público, e não um circuito turístico (para esses existem os vermelhos).

  • Sofia Coelho
    Responder

    os carteiristas também se devem ter sentido lesados 😛

  • joao matos
    Responder

    porquê gastarem tanto dinheiro em sinais de transito se quase ninguém os respeita e a fiscalização quase não existe?

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