Câmara de Lisboa vai substituir piso danificado de pedra lioz em várias ruas

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Samuel Alemão

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URBANISMO

Santa Maria Maior

22 Dezembro, 2016


Ainda está por apurar o número exacto de arruamentos e a área abrangida pela intervenção, mas é certo que a Câmara Municipal de Lisboa iniciará, em janeiro de 2017, uma operação de substituição das muitas lajes de pavimento em pedra lioz que se encontram partidas. Rua da Vitória, Praça do Comércio e Praça do Martim Moniz serão alguns dos arruamentos sujeitos aos trabalhos de reparação do piso de áreas pedonais, que em alguns locais não aguentou a função a que estava destinado. “Há uma empreitada que vai ficar aberta, já em janeiro, para resolver todos estes problemas das pedras e que pretende resolver todas estas matérias na zona da Baixa e do centro histórico, em particular na Rua da Vitória”, informou Duarte Cordeiro, vice-presidente da autarquia, durante a reunião pública de executivo, ocorrida nesta quarta-feira (21 de dezembro).

Duarte Cordeiro, que respondia a uma interpelação sobre a matéria do vereador comunista Carlos Moura, disse que, “no caso da Rua da Vitória, acresce o facto de aquilo ter sido mal construído de raiz”. “O problema está no facto de o empreiteiro, entretanto, ter falido e, portanto, termos de ser nós a fazer essa obra”, afirmou o vice-presidente da câmara, pedindo ainda ajuda ao eleito do PCP para que forneça informação sobre as situações similares identificadas pelo partido da oposição. Uma forma de garantir que todas as ruas com problemas serão abrangidas pela reparação. “Em algumas zonas da cidade, como o Martim Moniz, a Rua da Vitória ou mesmo na Praça do Comércio, temos pavimentos em laje de lioz profundamente degradados, a ponto de se tornarem perigosos para a circulação dos peões”, criticara Carlos Moura.

O pavimento em lioz da Rua da Vitória, que faz a ligação entre a saída de metropolitano da Baixa e a Rua dos Fanqueiros, substituiu outro em calçada portuguesa e foi colocado em 2014, no âmbito de uma operação de reabilitação daquela importante artéria – integrada no então novo sistema de acessibilidades ao Castelo de São Jorge. Logo quando foi inaugurado, o pavimento deu que falar por maus motivos, sobretudo por ser bastante escorregadio quando molhado. Pouco depois, começavam-se a fazer sentir os efeitos do que a Câmara Municipal de Lisboa reconhece agora ter sido uma má aplicação das lajes de pedra, em diversos pontos. Em Fevereiro deste ano, O Corvo havia já dado conta do estado de avançada degradação do pavimento naquela rua.

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