A Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem projectos que lhe permitem reduzir para metade a factura de energia até ao fim de 2015, assim haja financiamento. O anúncio foi feito, segunda-feira (21 de Julho), pelo vereador da Estrutura Verde e Energia, José Sá Fernandes, numa sessão nos Paços do Concelho que serviu também de homenagem póstuma a José Delgado Domingos, docente do Instituto Superior Técnico e presidente da Agência de Energia e Ambiente Lisboa E-Nova.

“Temos tudo preparado , só queremos saber as regras do jogo”, comentou Sá Fernandes, para se afirmar preocupado por ainda não se conhecerem os termos das candidaturas dos projectos de eficiência energética a apresentar, até ao final deste ano, no âmbito do programa de fundos comunitários Lisboa 20 20 (QREN).

Os projectos, segundo disse ao Corvo Miguel Águas, director técnico-financeiro da Lisboa E-Nova, deverão ser financiados em 85% pelos empréstimos a custo zero vindos do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), ficando os restantes 15% para os privados interessados. Se forem para a frente, serão um método de a CML reduzir a sua factura com a energia, sem ter que investir nada.

As candidaturas destinam-se, por exemplo, a baixar o consumo de electricidade de edifícios e estruturas municipais – entre os que mais gastam estão o edifício do Campo Grande, os túneis do Marquês de Pombal e Campo Pequeno ou o Teatro São Luiz –, da iluminação pública e dos semáforos.

A factura energética de alguns edifícios municipais pode ser reduzida, recorrendo-se para tal à instalação de painéis fotovoltaicos naqueles cujas coberturas apresentam elevado potencial solar (carta do potencial solar em http://lisboaenova.org/wp/), numa área equivalente a três campos de futebol (30.000 metros quadrados).

Em termos de iluminação pública – o sector responsável pela maior fatia dos gastos, com mais de 4000 pontos de luz -, uma medida simples como a alteração do horário de funcionamento permitirá uma poupança de 50 a cem mil euros. Mas o melhor seria um tarifário diferente. Sá Fernandes comentou, a propósito, ser incompreensível que na factura dos candeeiros públicos seja actualmente incluída uma taxa de audiovisual.

A rede de semáforos viu, nos últimos meses, 4000 das suas lâmpadas incandescentes serem substituídas pela mais eficiente e barata tecnologia LED (light emitting diodes), mas ainda há cerca de 24 mil por substituir – outro dos projectos mencionados. As luzes LED permitem uma poupança energética de 80 por cento.

O município tem também estudos para reduzir o consumo de água e, entre 2007 e 2013, conseguiu cortá-lo em 20 por cento. Um dos objectivos apontados por Sá Fernandes é o de reduzir o uso de água potável para lavar as ruas, trabalho que deve ser feito recorrendo a águas residuais. A experiência já começou em colaboração com a SimTejo, mas tem que ser generalizada, defendeu.

 

Texto: Francisco Neves

 

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