A Câmara Municipal de Lisboa deverá ficar com a gestão da rede de eléctricos da Carris. E recuperar parte das linhas já desactivadas. A novidade foi avançada por António Costa, ao princípio da noite desta quarta-feira, durante a reunião descentralizada do executivo municipal, realizada na Rua da Esperança, em Santos. O presidente da autarquia, que respondia à interpelação de um munícipe, disse que não pode ainda revelar muito sobre as conversações que tem mantido com a administração central sobre a matéria, mas deu a entender que esta seria uma solução a levar por diante. “O eléctrico é não apenas uma marca forte da cidade de Lisboa, mas também se constitui, sem dúvida, como um transporte de futuro, por ser mais sustentável”, disse Costa.

“Era importante que a cidade fosse recuperando o espaço dado aos eléctricos, reactivando linhas que foi perdendo, ao longo das últimas décadas”, afirmou o presidente da câmara, salientando que “não é concebível um futuro em que o automóvel ocupe o lugar de destaque que tem hoje”. “Isso não é sustentável”, disse, antes de revelar parte dos seus planos: “Ainda não queremos adiantar nada, mas podemos ver um futuro em que a câmara terá um papel na gestão da rede da Carris, nomeadamente dos seus eléctricos”. O autarca, que participava na reunião destinada a auscultar os munícipes das freguesias da Estrela, Campo de Ourique e Campolide, salientou que tal aspiração se enquadra numa tendência internacional de os municípios reassumirem a gestão das redes de transportes públicos – desejo que António Costa tem manifestado com veemência, nos últimos meses.

 

Texto: Samuel Alemão

  • José Lopes
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    Uma excelente ideia, já que a mesma quer terminar com a circulação de automóveis , principalmente na baixa…

  • Ismael Hernández
    Responder

    A «CARRIS», ao longo, sobre tudo, destes últimos anos, revelou-se incompetente p/ gerir a sua rede de «eléctricos», tendo desactivado, s/ mais nem menos, uma série de linhas e adulterado os seus vehículos, “transformando-os” de “bi-direccionais” en “uni-direccionais”, ou seja, esses «eléctricos» deixaram de poder circular para a frente e para trás (como todos os carros q circulam sobre carris) e, como tal, essa mesma Empresa se atreveu a adulterar os «terminais» desses meios de transporte en «voltas “en raquette”», o q ñ é próprio de tais transportes:
    – nunca se viu un comboio, ou un Metro, ao chegar ao final do seu percurso, ter q ir dar uma “volta”, p/ fazer a sua manobra de “inversao de marcha”.
    Ora, todas estas aberraçoes q a «CARRIS» tem feito aos seus carros e à forma original das suas ferrovías (isto, já ñ falando da drástica reduçao de horários e encurtamento e/ou supressao de carreiras, c/ o consequente prejuízo p/ os utentes…) sao motivo suficiente p/ a mesma poder ser processada por gestao dolosa.

    Estou de acordo c/ a iniciativa de a «C.M.L.» tomar a seu cargo a gestao dos «eléctricos» de Lisboa, na condiçao de reactivar várias linhas q foram, indiscriminadamente, “inutilizadas” pela «CARRIS», assim como o restauro dos vehículos para “bi-direccionais” e os terminais das vías en «fins-de-linha»: os “trolleys” en triângulo dispensam as manobras de mudança de “trolley” no final do percurso.

    Actualmente, há apenas CINCO linhas en funcionamento:

    – 12: S.Tomé/P.Figueira (Circulaçao);
    – 15: P.Figueira/Pr.Comércio/C.Sodré/Santos/S.Amaro/Belém/Algés (c/ carros articulados e “uni-direccionais”…);
    – 18: C.Sodré/Santos/Alcântara/Boa-Hora/Ajuda;
    – 25: R. Alfândega/C.Sodré/Lapa/Estrela/Prazeres;
    – 28: M.Moniz/Graça/Chiado/S.Bento/Estrela/Prazeres.

    COMENTARIOS:
    1.- Ñ há motivo p/ a linha 12 ser de “circulaçao”: antes, sempre foi de dois sentidos, entre o M.Moniz e S.Tomé;
    2.- A linha 15, originalmente, era da Pr.Comércio à Cruz Quebrada (c/ opçao de uma reduçao a Algés), c/ vehículos de dois “trolleys”, bastante potentes (e velozes): os actuais carros “articulados” sao “uni-direccionais”, por tanto, ñ estao capacitados p/ fazerem manobras de inversao-de-marcha;
    3.- A linha 18 ía da Pr.Comércio ao Cemitério da Ajuda, onde termina[va] en “raquette”, estorvando os funerais: deixaría de estorvar, se, na paragem final, houvesse un «fin-de-linha» c/ “agulha” p/ inversao de marcha (claro q isto só é possível c/ vehículos “bi-direccionais”);
    4.- A linha 25, originàriamente, era Estrela/Gomes Freire (Circulaçao):
    – por mim, podería manter-se esta linha, c/ o actual traçado e criar-se uma linha 26 também R.Alfândega/Prazeres, mas c/ un itinerário totalmente diferente:
    – R.Alfândega, R.Prata (ou R.Fanqueiros, no regresso), M.Moniz, Instituto Med.Legal, Cp.Mártires da Pátria, Gomes Freire, Polícia Judiciária, R.Conde Redondo, R.Alexandre Herculano, Rato, Amoreiras, “Panificaçao”, R.Cp.Ourique, R.Ferreira Borges, R.Saraiva Carvalho, Cemitério dos Prazeres («fin-de-linha» ao fim da R.Saraiva de Carvalho, ou como antigamente, junto à R.Sampaio Bruno);
    5.- A linha 28 é a q mantém o seu percurso original, embora o traçado das vías tenha sido adulterado c/ os “terminais” en «voltas “en raquette”» (havía q repor o «fin-de-linha» original, tendo en conta o estorvo q é p/ os funerais).

    LINHAS A SEREM REACTIVADAS:
    – A linha 16: Belém, R.Junqueira, S.Amaro, Calvário, Av.24-JUL, Santos, C.Sodré, Pr.Comércio, R.Alfândega, Est.St.ª Apolónia, Xabregas, Beato, P.Bispo;
    – A linha 17: Belém, R.Junqueira, S.Amaro, Calvário, Av.24-JUL, Santos, C.Sodré, Pr.Comércio, R.Prata (R.Fanqueiros), Pr.Figueira, M.Moniz, Av.Alm.Reis, Pr.Chile, Av.Morais Soares, Pr.Paiva Couceiro, Alto S.Joao;
    – A linha 19: M.Moniz, Pr.Figueira, Pr.Comércio, C.Sodré, Santos, Pampulha, Ancântara-Terra;
    – A linha 23: Carmo (ou Lg.Camoes), Pr.Real, Rato, S.Bento, Av.D.Carlos, R.Boavista, Corpo Santo, Pr.Comércio, R.Alfândega;
    – A linha 24: Carmo (ou Lg.Camoes), Príncipe Real, Rato, Amoreiras, Campolide.

    Devido às obras havidas na Av.ª Duque de Avila, quando do prolongamento da “Linha Vermelha” do «Metro» (en q uma boa parte das ruas passaram a ser peatonais), ñ será viável a reactivaçao da linha 27 (Campolide/Alto S.Joao).

    • RUI PEDRO
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      Ola sou RUI Pedro primeiro de tudo doulhe parabeis pelo seucomentario e concordo com Sr obssulutamente e totalmente adoro os electricos lisboa como do Porto fes erros ou Coimbra meteu num museu e pena mas os classicos da carris foram case extintitos por imcompecia da carris e seus gestores.Uma ves ou mais ja falei no Facebook disto com fim estacao Arco do cego nos anos 90 impressa cegamente mandou vender case todos electricos Que la estavam ou foram destroidos ao desbarato e sucata mais tudo foi erro grosseiro mostrou estupides Que ve avia espaco meter todos em santo amaro era so faser obras e adepetar estacao mais um pouco e onde agora meteram altocarros em sima dus contetores Sem sintido nenhum porque em Santo amaro se fomos ver ha partes completamente abandonadas e vagas espaco e metros metros e nos anos 90 nao quiseram boa vontade faser obras e la meter reliquias do Arco do cego 91% delas perderam chamo atencao a isto foi me dito funcionarios Que carris tem carencia electricos profunda tem contar electricos dedos Que tem em caso averia ou saija eles nem sequer tem Que chege para ha embora 18 ou 25 saijam carreiras fantasmas nao ha material circulante tive estacao Santo amaro e desolador espaco onde nao ha nada outro ha museu e electricos taim.. Digo isto com tristesa podem voltar meter 24 voltar circular e 2 ou 3 electricos outras linhas nao tem material circulante so indo buscar onde venderam outros foram abatidos ai impossivel agora fasiam falta a carris nao teim porcaussa erros erros de anos as voltasem outras linhas tinham que meter ou tiram outras para la so for Isso como fasem falta e impossivel nao ha possibilidade.. So se for electricos novos se puderem comprar de nova gama articulados porque os amerelinhos classicos nao ha para mais e pena confeco digo basta olhar santo amaro ou ir la dentro ainda partes em lisboa nem catenarias ou carris esse nao era problems numero 1 facto e mas e nao terem classics. Um abraco para senhor…

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