A Câmara Municipal de Lisboa deverá ficar com a gestão da rede de eléctricos da Carris. E recuperar parte das linhas já desactivadas. A novidade foi avançada por António Costa, ao princípio da noite desta quarta-feira, durante a reunião descentralizada do executivo municipal, realizada na Rua da Esperança, em Santos. O presidente da autarquia, que respondia à interpelação de um munícipe, disse que não pode ainda revelar muito sobre as conversações que tem mantido com a administração central sobre a matéria, mas deu a entender que esta seria uma solução a levar por diante. “O eléctrico é não apenas uma marca forte da cidade de Lisboa, mas também se constitui, sem dúvida, como um transporte de futuro, por ser mais sustentável”, disse Costa.

“Era importante que a cidade fosse recuperando o espaço dado aos eléctricos, reactivando linhas que foi perdendo, ao longo das últimas décadas”, afirmou o presidente da câmara, salientando que “não é concebível um futuro em que o automóvel ocupe o lugar de destaque que tem hoje”. “Isso não é sustentável”, disse, antes de revelar parte dos seus planos: “Ainda não queremos adiantar nada, mas podemos ver um futuro em que a câmara terá um papel na gestão da rede da Carris, nomeadamente dos seus eléctricos”. O autarca, que participava na reunião destinada a auscultar os munícipes das freguesias da Estrela, Campo de Ourique e Campolide, salientou que tal aspiração se enquadra numa tendência internacional de os municípios reassumirem a gestão das redes de transportes públicos – desejo que António Costa tem manifestado com veemência, nos últimos meses.

 

Texto: Samuel Alemão

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