António Costa precipitou-se ao anunciar um “acordo global” com a Bragaparques em torno dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular, porque, uma semana depois, em vésperas de a proposta ser discutida na Câmara, a empresa recusou o acordo. O presidente da Câmara não desiste, porém, de tentar alcançar um acordo, algo que comunicou à vereação na reunião de vereadores desta quarta-feira.

Na proposta elaborada pelos serviços municipais era reconhecido o direito da Bragaparques a ser ressarcida em 101 milhões de euros, pela transferência para a posse da Câmara dos terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular, mas havia uma outra cláusula na minuta que remetia para tribunal arbitral um conjunto de questões ainda em litígio, entre elas juros e encargos financeiros que ao longo do processo foram pagos pelas partes.

A Bragaparques não aceitou que estas questões fossem resolvidas em sede de tribunal arbitral “sem ter em conta as decisões já tomadas” pelos outros tribunais , porque, como afirmou ontem o seu director financeiro ao jornal PÚBLICO, são “decisões que evidenciam a responsabilidade da Câmara de Lisboa pela forma como todo o processo foi conduzido”. E a empresa pretende ser ressarcida em novos montantes que podem ascender no total a perto de 80 milhões de euros, além da verba já acordada. Contactada pelo Corvo, a Bragaparques não adiantou novas informações. “Não vamos comentar mais nada nesta fase”, disse Hernâni Portovedo, director da empresa.

 

Texto e fotografia: Fernanda Ribeiro

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