Azinheiras do Parque das Nações afectadas por praga substituídas por 180 carvalhos

ACTUALIDADE
Samuel Alemão

Texto

AMBIENTE

Parque das Nações

2 Janeiro, 2017

Uma grande operação de substituição de parte do arvoredo de alinhamento da Alameda dos Oceanos, o principal arruamento do Parque das Nações, começa na próxima quarta-feira (4 de janeiro) a ser posta em marcha pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e durará dois meses. No lugar de azinheiras do Mediterrâneo (Quercus ilex) infectadas por uma praga, surgirão 180 novos Carvalhos-roble (Quercus róbur), uma espécie autóctone e já existente noutros arruamentos daquela zona da cidade. Trata-se da confirmação da notícia dada pelo Corvo, a 9 de setembro do ano passado, quando o presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, José Moreno, reconhecia ser esta a única forma de erradicar um problema que já durava há vários anos.

“A intervenção deve-se ao facto da grande maioria das árvores deste alinhamento ter sido gravemente afetada por cochonilhas da família Kermesidae e da espécie Nidularia pilvinata que atacaram intensamente e de forma irreversível o tronco e os ramos das azinheiras”, explica agora a câmara em comunicado, avançando que “a maioria dos exemplares encontra-se decrépita e com aspeto vegetativo pouco vigoroso, com muitos ramos secos, sendo que grande parte já está inclusive morta”. A operação de substituição a iniciar esta semana, e que tem uma dimensão invulgar, tem ainda como objectivo “conter a propagação desta praga a outras espécies arbóreas e a outros territórios da cidade”, salienta a câmara.

O mau estado das azinheiras na Alameda dos Oceanos tem sido motivo de debate nos últimos anos, com diversas vozes, entre as quais a do movimento cívico A Cidade Imaginada Parque das Nações (ACIPN), a alertarem para o acentuar dos sintomas da praga – muitas árvores a morrerem e outras a evidenciarem claros sinais de estarem afectadas pela doença. De acordo com um levantamento feito pelo referido movimento, no verão passado, de um total de 283 azinheiras, apenas 33 apresentariam “um aspecto exterior aparentemente saudável”, sendo que 69 mostravam sintomas associados à praga. “Em relação às restantes 181 azinheiras, já nada mais há a fazer, pois estão irremediavelmente perdidas, ou seja, mortas”, garantia na altura a ACIPN.

MAIS ACTUALIDADE

COMENTÁRIOS

  • Carlos Maciel
    Responder

    Azinheiras do Parque das Nações afectadas por praga substituídas por 180 carvalhos https://t.co/rBryJJq8iN

  • Man Next Door
    Responder

    Azinheiras do Parque das Nações afectadas por praga substituídas por 180 carvalhos https://t.co/cLfwf1wrAN

  • Rosa
    Responder

    Mas importa lembrar que isto a que chamam pragas não é nada bíblico, são doenças diagnosticadas que, quando tratadas atempadamente, têm cura. Estas árvores foram a determinada altura abandonadas à sua sorte. Um enorme desperdício! As árvores de Lisboa neste momento têm uma esperança de vida menor do que as pessoas. Estas árvores eram ainda muito jovens ( uns bebés) e como tal precisavam de mais atenção e cuidados do que as árvores adultas e já estabelecidas.
    Também se aconselhava uma análise aos solos da zona do parque das nações, há a hipótese de ainda estarem contaminados com substâncias nocivas para as árvores.

Deixe um comentário.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Send this to a friend