Assembleia Municipal unida contra fecho dos CTT de Olaias, Junqueira e Socorro

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Samuel Alemão

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Juntos pela manutenção em funcionamento de todas as actuais estações dos correios de Lisboa, incluindo as das Olaias (Areeiro), da Junqueira (Alcântara) e do Socorro (Santa Maria Maior). É unânime a opinião dos deputados municipais da capital quanto ao anunciado encerramento destas lojas dos CTT, parte de um mais alargado plano nacional de reestruturação da rede comercial da empresa: contra. A totalidade dos eleitos na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) manifestou, nesta terça-feira (16 de janeiro), a total discordância com o corte no serviço anunciado pela administração liderada por Francisco Lacerda. E fê-lo através da votação de cinco moções apresentadas por outras tantas forças políticas. PS, PSD, PCP, BE e PEV viram aprovadas as alíneas desses documentos, nas quais se pede a reversão de uma medida por todos considerada altamente lesiva do interesse da comunidade. Ninguém tem dúvidas que – e apesar das diferentes avaliações sobre as causas da actual situação – a população destes bairros vai ficar a perder, se a medida se concretizar.

A moção do PS, partido com maioria absoluta na assembleia, recebeu o voto favorável de todos os deputados municipais nos seus dois pontos. Intitulada “Pela defesa do serviço dos CTT enquanto serviço público e universal”, a moção não só expressa o seu “veemente desacordo” pelo previsto encerramento das três estações dos correios, como pede à ANACOM que se pronuncie sobre o fecho das mesmas e ainda sobre “o adequado cumprimento da garantia da oferta de um serviço público postal universal na cidade de Lisboa”. Criticando o que considera ser a clara degradação do serviço postal a nível nacional, a moção dos socialistas lembra, nos seus considerandos, que tal serviço é em grande medida relacionado com a recepção de encomendas bem como com o pagamento e recebimento de vales postais. “Destes serviços usufrui na sua maioria a população mais envelhecida do país, que vê nesta empresa a única forma de receber a sua pensão, ou pagar as suas contas”, salienta o texto.

Também consensual foi a votação nos principais pontos da moção apresentada pelo PSD, defendida pelo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, e apenas referente à estação dos correios das Olaias. Fernando Braancamp confessou não entender a lógica de fechar serviços de manifesto interesse público comunitário para apenas garantir melhores resultados financeiros. Os três pontos da moção a merecer unanimidade entre eleitos da AML foram os que se expressaram “contra a tomada de decisão unilateral da administração dos CTT” e pedem “que a estação das Olaias se mantenha ao serviço da população”, que a Câmara de Lisboa “manifeste o seu protesto e procure intermediar no sentido da continuidade desta estação” e ainda a solicitação de um parecer da ANACOM. Já a proposta para que “CTT apresentem um conjunto de compromissos, caso mantenham esta decisão unilateral” foi também aprovada, mas com votos contra do PCP, PEV e Bloco. Nos considerandos, os social-democratas notam que “as estações mais próximas não têm capacidade de resposta e o tempo de espera para atendimento ultrapassa em larga medida 40 minutos”.

Também as moções apresentadas por PCP, PEV e BE, apesar de menos consensuais quer nos considerandos quer em algumas das suas exigências, viram aprovadas pela assembleia no seu todo o inequívoco pedido de manutenção do funcionamento das lojas dos CTT agora ameaçadas de extinção. Algo que levou, no final da votação dos cinco documentos, Helena Roseta, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, a assinalar ser esta uma “clara posição” daquele órgão sobre o assunto. Não deixa, contudo, de ser assinalável o facto de o PSD ter sido o único partido que votou contra – tendo CDS e MPT abstido-se – o ponto 2 da moção do PCP, que exige da administração dos CTT “que mantenha em funcionamento as estações do Socorro, da Junqueira e das Olaias”, depois de ter votado a favor de igual reivindicação nas moções do PS, PEV e Bloco.

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