São locais de transição, sítios onde, todos os dias, maioritariamente em automóvel e em transportes públicos, se regista a entrada e a saída em Lisboa de centenas de milhar de pessoas que vivem na periferia e trabalham na capital. Também há o inverso, é certo, mas o movimento pendular prevalecente é aquele e não este último. As fronteiras da cidade com os municípios limítrofes – da margem Norte do Tejo, bem entendido – passam por estes sítios de morfologia indecisa. Meio cidade, meio periferia, são incaracterísticos por natureza. Mas talvez também por omissão de uma visão integradora da gestão territorial, apesar algumas intervenções de reabilitação do espaço público.

 

A fotógrafa Paula Ferreira andou neste locais, que todos conhecem de nome e de passagem, mas aonde raramente se irá com um propósito definido. Funcionando como portas de entrada na capital do país, estão longe de apresentarem uma dignidade com isso condizente. Alguns locais mais parecem terra de ninguém. Na sua maioria, estão bastante descaracterizados, existindo mais como evidência do contraste entre realidades territoriais e sociais que, apesar de se tocarem, pouco têm em comum. De um lado, Lisboa, do outro, os territórios dos concelhos de Oeiras (Algés), Amadora (Portas de Benfica), Odivelas (Senhor Roubado) e Loures (Moscavide). São locais também muito diferentes entre si.

 

Fotografias: Paula Ferreira

 

Calçada de Carriche/Senhor Roubado (Fronteira com Odivelas) 

 

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Rotunda de Algés (Fronteira com Oeiras)

 

 

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Portas de Benfica (Fronteira com Amadora)

 

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Rotunda de Moscavide (Fronteira com Loures)

 

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