Nasceu, cresceu e consolidou-se em anos de crise. O Festival ao Largo tornou-se um dos principais acontecimentos culturais do Verão na cidade de Lisboa. A festa popular que enche de música e bailado o largo em frente ao São Carlos começa hoje.

 

Texto: Rui Lagartinho                    Fotografia: Ricardo Brito

 

As duas primeiras noites, hoje e amanhã, da sexta edição do Festival ao Largo, organizado actualmente pelo Teatro Nacional São Carlos, serão um encontro de emoções. Festejam-se os setenta anos do coro do teatro, que convidou para se sentar na plateia uma das maiores meios-sopranos da segunda metade do século XX, a italiana Fiorenza Cossotto – que nesta casa triunfou ao longo de décadas.

Coros famosos das óperas mais populares do reportório, como Carmen, Aida ou a Traviata, constam do programa. Apesar dos sobressaltos financeiros do teatro, agravados nos últimos anos, esta popular iniciativa – que muda a face do largo fronteiro à casa do canto lírico – consegue, mais uma vez graças ao financiamento do banco Millenium, programar quinze actuações distintas, muitas em duas noites, até finais de Julho. O orçamento é de cem mil euros.

Se a ópera e os concertos sinfónicos são a espinha dorsal da programação, destaca-se uma homenagem à soprano portuguesa Elisabete Matos, por ocasião dos 25 anos da sua carreira. Inclui-se ainda uma noite dedicada ao “French Swing Café”, a 14 de Julho, dia nacional da França, ou o regresso da Orquestra Chinesa de Macau, um clássico para quem acompanha esta iniciativa com regularidade.

Também a Banda Sinfónica da GNR participa no festival, para além das orquestras de sopros dos Conservatórios de Lisboa e do Montijo.

E, porque este evento mobiliza todos os corpos artísticos geridos pela OPART, para além do Coro e da Orquestra do teatro, também a Companhia Nacional de Bailado volta às noites ao ar livre do Chiado, com a mais recente criação de Olga Roriz, “Orfeu e Eurídice”, a 25, 26 e 27 de Julho.

Há duas condições essenciais para que cada um viva de forma feliz esta iniciativa: uma é ter a paciência de chegar cedo ao largo e conquistar uma das quinhentas cadeiras da plateia; a outra é prevenir algum frio ou vento e trazer um agasalho, porque nem todas as noites de Verão são iguais.

Todos os concertos são de entrada livre.

Programação completa em www.festivalaolargo.com

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