Fontanário da Sociedade Protectora dos Animais no Jardim do Príncipe Real
Fontanário da Sociedade Protectora dos Animais no Jardim do Príncipe Real
Jardim de São Pedro de Alcântara
Bica do Longo localizada no cimo da Rua do Século
Chafariz do Século na grande praça da Rua do Século.
Chafariz do Monte Olivete no Largo Agostinho da Silva junto à Praça das Flores
Jardim da Praça das Flores
Chafariz de São Paulo no Largo de São Paulo
Banhos de São Paulo (actual Sede da Associação dos Arquitectos Portugueses)
Bica dos Olhos localizada na junção das ruas da Boavista e de São Paulo
Bica do Largo de Santo Antoninho na Calçada de Duarte Belo (elevador da Bica)
Bica da Esquina da Rua Salvador Correia e Sá e Rua de Santa Catarina
Bica de Duarte Belo (elevador da Bica)
Doca da Caldeira (antiga Doca do Arsenal) junto ao rio Tejo

As muitas formas da água na arquitectura da freguesia da Misericórdia, bem no centro de Lisboa

PORTFÓLIO


Selima

Fotografias

URBANISMO

Misericórdia

2 Janeiro, 2019

Numa esquina da Rua da Boavista com a Travessa do Marquês de Sampaio, e quase sem se dar por ele, existe um elemento arquitectónico recolhido sob a fachada de um prédio. Muita gente passa por ali, mas poucos serão os que se deterão para o contemplar. No entanto, está ali há já quase três séculos e meio. Da Bica dos Olhos, bela construção em mármore onde se pode ler a data da sua edificação (1675), já não corre água há algum tempo, contribuindo assim para sublinhar um carácter quase anónimo deste fontanário. Isto apesar de abaixo daquela indicação cronológica constar o seguinte dizer: “He obrigado o dono desta propriedade a conservar esta Bica sempre corrente e à sua conta”. Isso foi o que estipulou a Câmara Municipal de Lisboa em 1709, quando a fonte foi transplantada para a sua actual localização, vinda da “Bica do Belo”, ali perto. Apesar da mudança, mantinha-se a tradição de ali ir lavar as vistas antes do nascer do sol, “para melhorar a visão ou curar outa maleita dos olhos”. Esta história é contada no livro “Arquitectura da Água na Freguesia da Misericórdia”, lançado há poucas semanas e de distribuição gratuita.

Publicada pela Junta de Freguesia da Misericórdia, a obra de Paulo Figueiredo traça um perfil da importância da água, não apenas para aquele território – que abrange bairros icónicos, como o Príncipe Real, o Cais do Sodré, o Bairro Alto e a Bica – mas também para toda a capital portuguesa. E isso inclui falar de infraestruturas tão relevantes para a cidade, como o Reservatório da Patriarcal, no Princípe Real, concluído em 1864, ou de equipamentos de uso mais localizado, como o Chafariz de São Paulo (1849) e o Lago da Praça das Flores (1859), e até daqueles que não serão assim tão notáveis, como é o caso do chafariz de uma bica, construído em 1930, no alto da Calçada de Salvador Correia de Sá. Mas, para além da arquitectura relacionada com o abastecimento de água à população, o livro também aborda questões tão essenciais quanto os balneários públicos - gradualmente indispensáveis, tanto quanto o determinaria a evolução dos padrões de salubridade – ou a actividade de mergulhos lúdicos na zona ribeirinha do Tejo. A obra está disponível na sede da Junta de Freguesia da Misericórdia.

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COMENTÁRIOS

Comentários
  • José Júlio Silva da Costa-Pereira
    Responder

    Em frente ao início da rampa de acesso à entrada principal do Palácio de S.Bento,existiu um fontanário,onde as muares,se saciavam ,igual à que hoje aqui fazem referência.Eu morava ao tempo mesmo em frente no número 198.Será que existe algum fotografia desta situação?Já lá vão 80 anos…

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