A placa descerrada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, no derradeiro feriado de 10 de Junho, está lá, numa parede do lado direito do átrio que faz a ligação ao elevador de Santa Justa. Mas, do projecto a que se refere, apenas uma parte se encontra de facto acessível, nomeadamente as escadas de ligação à Rua Garrett. Os Terraços do Carmo propriamente ditos – parte principal de uma obra que durou anos a ser executada, e ainda esta terça-feira foi gabada pelo presidente da autarquia ante os membros da Assembleia Municipal de Lisboa – encontram-se agora vedados ao público. Isto porque, afinal, e passada a pompa do momento, ainda há trabalhos a decorrer.

 

Quem ontem quisesse aceder à nova “varanda de Lisboa”, como tem sido anunciada, ficava desapontado. Uma barreira metálica foi colocada pela Polícia Municipal junto às escadas de acesso, garantindo que ninguém entra na nova área de espaço público junto ao embasamento do Convento do Carmo, que fica sobranceira à Rua do Carmo e na qual existem duas áreas relvadas. Era notória a desilusão dos que ali chegavam. O Corvo questionou, no local, um funcionário camarário sobre as razões de não se poder frequentar aquela área recém-inaugurada. Foi explicado que “as obras ainda não estão acabadas”, mas que deverão estar finalizadas a tempo de tudo abrir a “26 de Junho”.

 

Uma das razões para a necessidade de agora fazer obras poderá ser relacionada com o facto de algumas das estruturas metálicas de resguardo dos transeuntes estarem longe de apresentarem as garantias mínimas de segurança exigíveis. Aliás, no próprio dia da inauguração, eram visíveis diversos sinais de improviso. Um leitor do Corvo, devidamente identificado, fotografou, no final desse dia, dois corrimões que, em vez de terem sido soldados ou aparafusados, estavam na sua posição porque se encontravam seguros por arames metálicos.

 

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Texto: Samuel Alemão

 

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