O Jardim do Arco do Cego vai sofrer diversas modificações que o prepararão para melhor acolher a sempre crescente vaga de jovens universitários que ali se reúnem para conviver, ao final do dia, quase sempre com um copo de cerveja na mão. O espaço público será redesenhado, de forma a que os muitos frequentadores daquela zona passem a ocupar menos os passeios junto aos prédios e mais o amplo espaço do jardim. Em simultâneo, serão colocados mais bancos de jardim e mais contentores do lixo. O anúncio foi feito por Duarte Cordeiro, vereador com os pelouros da Higiene e do Espaço Público, na tarde desta terça-feira (17 de maio), perante a Assembleia Municipal de Lisboa (AML).

 

O trabalho da câmara será feito em parceria com a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, explicou o autarca, dando conta que “até já existe um cronograma de intervenção”, no qual as alterações serão realizadas. A intenção é que os ajuntamentos massivos de universitários se realizem com o mínimo de incómodo – tanto ao nível do ruído, como da produção de detritos, da restante salubridade do espaço público e até da mobilidade – para os moradores e restante comunidade daquela área central da cidade. A autarquia dá assim ouvidos às constantes reclamações, já de há alguns anos, por parte dos residentes, tendo mesmo reunido com eles.

 

“Um dos aspectos presentes, desde o início, é de que teria de ser redesenhado o espaço público do Jardim do Arco do Cego, de forma a encontrar um espaço de convívio onde quem frequenta, durante o dia, estes estabelecimentos de venda de bebidas pudesse permanecer de forma menos conflituosa com os moradores”, disse Duarte Cordeiro. O vereador anunciou ainda que, para evitar que se continue a urinar no chão, a CML está em conversações com a Carris para converter o actual posto de venda de títulos da transportadora, existente na esquina da Rua Filipa de Vilhena com a Avenida Duque d’Ávila, em sanitários de apoio ao jardim.

 

O vereador destacou o facto de, numa primeira fase, em Dezembro passado, a câmara ter aplicado restrições horárias – proibindo o funcionamento para lá das 21h – a dois estabelecimentos. “Recentemente, fizemos mais três processos de restrição horária para as 21h para estabelecimentos que, de alguma forma, estariam a originar o problema da aglomeração de pessoas e dos restantes incómodos de que se queixam os moradores”, disse Duarte Cordeiro, mencionando que um dos aspectos centrais do problema é o facto de as desproporcionadas concentrações de pessoas no espaço público não permitirem sequer a passagem dos moradores no passeio junto aos prédios.

 

Afirmando não ter qualquer problema em impor imposições horárias ao funcionamento das lojas que vendem bebidas aos jovens, o vereador salientou, porém, que “este é um assunto muito mais complexo do que qualquer outro” que chega aos serviços da autarquia relacionados com “a noite”. “Este é um fenómeno que acontece de dia. Não temos, por isso, qualquer enquadramento para proibir o consumo de bebidas na rua. Esta é uma matéria em que temos, de alguma forma, desenhar o espaço público, convidando as pessoas a ir para espaços que são mais adequados”, disse, justificando assim o conjunto de medidas que serão adoptadas.

 

Texto: Samuel Alemão

 

 

  • Tuga News
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  • Nuno Rebelo
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  • Man Next Door
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  • Mila Freitas Ribeiro
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  • Pedro, o Apóstolo
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  • Diogo Moura
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    Bom dia, informo que a questão do Jardim do Arco do Cego e a sequente declaração do Vice-Presidente Duarte Cordeiro foi efectuada no seguimento da intervenção da Deputada Municipal do CDS Maria Luísa Aldim, que exigiu medidas que atenuem os efeitos causados pelo excessivo consumo de álcool e as implicações no espaço público e verde.

  • Vanessa Correia Marques
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    Uma vergonha. Estas medidas apenas irao incentivar o continuado consumo de alcool e subsequente lixeira a ceu aberto q se tornou o jardim. Nao merecem os moradores sossego e um espaço agradável? E o estacionamento?

  • Helena Martins
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    É triste ver nesta zona miúdos de 14/15 anos de garrafa na boca, em pleno dia, onde pára a fiscalização (ASAE)?

  • Joaquim Fonseca
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    Que vão beber para a rua deles! Degradam a vida das pessoas, que apenas querem sossego!

  • Artur C. Margalho
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    Já sabemos então para que são as obras na Av. da República

  • Vasco
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    Por acaso os velhos jarretas de Lisboa usam os jardins? É que é raro o jardim da cidade que tenha pessoas. O deserto é regra. Fecham-se em casa tipo as velhas beatas a espreitar à janela, a curtir as suas rendas congeladas.

  • Carlos Maciel
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