Ainda a memória da inauguração está fresca e já o aspecto é o de um vetusto desleixo. Nada que não seja habitual no nosso país, acostumado que está a descuidar e a abster-se de fazer a manutenção do que tem. Uma pena. Duas semanas após ter sido inaugurada, com a presença de António Costa e grande parte da restante vereação, a intervenção na zona da Ribeira das Naus é tão circulada e vivida com tal naturalidade pelos locais e pelos turistas, que parece existir com este aspecto há já muito tempo. A sempre apregoada, e adiada, relação entre o Tejo e coração do cidade parece aqui frutificar.

 

Mas até por isso, pelo potencial apresentado por tudo o que é novo, acaba por se revelar surpreendente e decepcionante o cenário que ali se observa. A Doca da Caldeirinha, local originalmente construído por volta de 1500 e agora revelado, é, juntamente com a Doca Seca e os relvados onde as pessoa se têm deitado, uma das inegáveis mais-valias da nova Ribeira das Naus. Ou assim seria, se o lençol de água que a enche não se apresentasse já com aspecto fétido. Os turistas, que atravessam o passadiço de madeira entre a recém-inaugurada área e o Terreiro do Paço, debruçam-se sobre o malogrado lago, franzem o rosto e reparam no contraste com as águas também sujas, mas ainda assim agitadas, do Tejo, mesmo nas suas costas.

 

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Texto: Samuel Alemão

  • Paulo Carregosa
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    Também foi essa a minha sensação quando a visitei. O que é pena, pois todo o restante espaço está muito bonito.

  • Paulo Bastos
    Responder

    Se fosse só isso, e os cabos a mostra a necessitar urgentemente da colocação dos candeeiros, o passadiço de madeira já com algumas tábuas a levantar, sem o mínimo de manutenção e atenção ao detalhe, os fiscais da Câmara de Lisboa ou são incompetentes ou não existem.

  • Maria de Morais
    Responder

    sera da velocidade dos carros que por ali passam?

  • Responder

    Muito bem a notícia… mas o lago foi feito p turista ou para lisboeta?

  • Responder

    Mais obras!!!

  • José Lopes
    Responder

    Uma obra para Inglês ver…

  • Ana Paula Cardoso
    Responder

    De momento o trânsito encontra-se cortado nessa zona.

  • Pedro S. Lourenço
    Responder

    Vota dr costa, o grande salvador… Águas estagnadas na Ribeira das Naus http://t.co/FyFKKGMg3n

  • Carlos Jorge Bolacha
    Responder

    Na realidade é uma pena se construiram as coisas de forma errada e depois dá aquele aspecto, será que não pensaram?

  • Paulo Costa
    Responder

    Ao que parece poucos de vós se informam. as obras ainda não acabadas mas ja da para passar la uma boa tarde sem ter drogados e um jardim em decadencia como parece que alguns de vós que não sei com que regularidade lá passam, falam. Falar mal só por falar, é muito feio.
    Deixo-vos um link em baixo para melhor informação.
    http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/Noticias/ficheiros/Ribeira_das_Naus_dipitico.pdf

  • Ana Ni Ribeiro
    Responder

    Águas estagnadas na Ribeira das Naus http://t.co/kfvxObyD9T

  • Pedro
    Responder

    Então e a CML não faz nada? Já se deu conta desta situação aos serviços camarários? E ainda quer esta gente mais turistas? Para quê? Visitar um pardieiro? :-/

  • Nuno Esteves
    Responder

    Mais uma…para ingles ver..

  • Com acento no A
    Responder

    take.. OPS!! http://t.co/YDPolncdYs

  • Miguel Louro
    Responder

    Vocês têm que ter noção que isto é uma questão que vocês inventaram, de repente, numa noite qualquer.

    Se as águas estão paradas… é natural que sejam “águas paradas”.
    Qualquer animado charco em qualquer jardim com patos tem disso. Lembrem-se do Campo Grande, até barcos há por lá.
    Cheguei a ver uma “notícia” que dizia que vinha aí o Dengue. 🙂

    Se eles renovassem a água, vinham mandar vir contra a conta da EPAL que a CML pagaria.

  • Sergio Costa
    Responder
  • Rui Vieira
    Responder

    Águas estagnadas na Ribeira das Naus | O Corvo | sítio de Lisboa http://t.co/7Yy9TEwAbj

  • Luis Moreira
    Responder

    Então os meus amigos não percebem que a água se renova com as marés? Ali no Parque das Nações esta técnica está presente em vários locais. Sobe a maré entra água na doca. Desce a maré, sai a água até a um certo limite para que a doca não fique seca. Nenhuma água parada. aquilo está lindissimo!

  • josemssantos
    Responder

    Águas estagnadas na Ribeira das Naus | O Corvo | sítio de Lisboa http://t.co/wZeGkl5hrE

  • sandra
    Responder

    Pelos vistos a noticía deve ter surtido efeito, porque há poucos dias estiveram a drenar toda essa zona e a limpar.

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