“Uma vergonha”. É assim que alguns moradores da zona da Graça se referem à situação que se vive na Rua Angelina Vidal, que está totalmente vedada ao trânsito, não só de automóveis e autocarros, como de eléctricos. Há já cinco dias que o famoso 28 deixou de circular entre a Graça, os Anjos e o Martim Moniz, devido ao abatimento verificado numa rua que, há menos de dois anos, fora alvo de obras de reconstrução integral.

 

E é isso que mais indigna os residentes. “Ainda há tão pouco tempo levantaram o chão todo e refizeram a rua e, afinal, parece que não serviu de nada. Deve ter sido trabalho mal feito. Já está outra vez a abater”, comentou ao Corvo um morador da zona da Graça

 

O mesmo corroboraram dois comerciantes instalados de longa data na Rua Angelina Vidal. “Já houve um abatimento, que engoliu parte de um automóvel, mas isso foi aqui junto à esquina e antes das obras. Agora, já depois das obras, outro abatimento…E só ontem é que começaram a arranjar, quando aquilo caiu foi sábado à noite. Levaram muito tempo a começar… porque isto atrapalha a vida a muita gente”, disse ao Corvo o dono da drogaria situada no início da rua.

 

Além do 28, que é a carreira de eléctricos mais movimentada da Carris, e do seu correspondente eléctrico na versão turística, quatro autocarros – 712, 726, 730 e 734 – deixaram também de poder passar naquela rua e foram obrigados a desviar os seus percursos.

 

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Ao longo de toda a Rua da Graça, nas paragens de eléctrico, vêem-se avisos, recentemente colocados, alertando para o facto de a carreira 28 estar provisoriamente desactivada, devido ao abatimento de piso na Rua Angelina Vidal.

 

O abatimento deu-se em consequência da rotura do colector de esgotos que passa naquela via, que liga a Graça aos Anjos. Quarta-feira de manhã, dois operários trabalhavam no buraco aberto pelo aluimento, tentando reparar o caneiro dos esgotos, que era antigo e poderá vir a requerer novas intervenções.

 

Um técnico da Câmara Municipal de Lisboa, presente no local, questionado pelo Corvo afirmou apenas: “A reparação está a ser feita e as obras deverão ficar concluídas em breve”, escusando-se a avançar qualquer data para o final dos trabalhos.

 

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Ao lado do engenheiro da câmara, um funcionário da Carris, que também se deslocou à Rua Angelina Vidal para verificar o andamento dos trabalhos, manifestava a sua preocupação pelo facto de estar assim comprometida a circulação do 28, “a nossa principal carreira de eléctricos”, disse.

 

E quando poderá ser reposta a circulação?, interrogou O Corvo. “Assim que a Câmara Municipal de Lisboa dê as obras por concluídas…”, respondeu o técnico da Carris, sublinhando que também a empresa tem urgência na reativação do 28.

 

Texto: Fernanda Ribeiro

 

  • Joana Bénard
    Responder

    Aqui está a explicação. No bairro da Graça não se fala de outra coisa. Obrigada ao Corvo!

  • Nuno Parreira
    Responder

    A roubar desde 1975 e ninguém vai preso

  • Mariana Pimentel Pires
    Responder

    Margarida & Ivo & Afonso !

  • Célia Florindo Kuesters
    Responder

    É… daqui a pouco cai a casa também! 😛

  • Erzsebet Monteiro
    Responder

    Pedro Joaquim

  • Tania M Cunha
    Responder

    Bolas bolas

  • Cristiane Casaca
    Responder

    Miúda… Só espero que a cratera não nos engula…. Não me sinto muito confortável confesso… 😛

  • Leonor Pinto
    Responder

    Obras a fundo para em pouco tempo dar nisto!

  • Bruno Martins
    Responder

    Ema…

  • Patricia Santoshi
    Responder

    Vai mais um hostel

  • Marlene Elbling Maia
    Responder

    corrijo foi domingo não sábado… domingo ainda subi no 726 para ir trabalhar e fui para sapadores á noite quando sai do 35 em sapadores e como todos os dias ia apanhar o 712 que passa aquela hora e vi e soube que era 17 horas e o chão abatera.. apanhei o 30 que foi dar a volta pela pava coceiro ate ao chile. preguntei ao motorista como seria depois do feriado e estado no anjos onde apanhava o autocarro o coitado do homem disse que estava aguardar ordens e esperava que tivesse tudo resolvido.. hoje foi um caos apanhei o 726 no outro lado do passeio do banco de portugal na avenida almirante reis sem nenhum sinalização nada nei provisório..depois um horror subir a morais soares com tantos autocarros juntos era o 42 o 18 o 35 o meu 26 e ainda atras o 12 junto com carros e sinal imagina se a confusão… espero que acabe rapido…

  • Inês
    Responder

    Parece que o período estimado é de 45 dias…not good…

  • Inês
    Responder

    Desculpem, esse período foi da outra vez de 2013, neste momento não parece haver estimativa…ufaaa!!

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