O olhar dos curiosos acompanhava ontem os derradeiros trabalhos de preparação da instalação da área balnear que, a partir das 10 horas desta sexta-feira, 1 de Agosto, começa a funcionar no Jardim do Torel. O inusitado da proposta justificava toda a admiração ante o quadro que se ia completando ao final da tarde de um dia muito embrulhado e desagradável. E, apesar de não o dizerem, todos faziam figas para que o tempo melhorasse.

Os técnicos ao serviço da Junta de Freguesia de Santo António, promotora da inédita iniciativa que durará até ao último dia do mês, atarefavam-se em múltiplos arranjos e detalhes de última hora na preparação das diversas valências da temporária infraestrutura: o tanque de água, o areal artificial delimitado por um deck de madeira, as casas de banho, a sinalização específica ou o chuveiro. Tudo visto ao pormenor.

Além deles, também havia quem ultimasse a restante oferta da sazonal estância de veraneio, situada junto ao Campo dos Mártires da Pátria – com horário de funcionamento entre as 10h e as 20h e que terá a vigilância garantida por dois nadadores-salvadores. Quiosques para a venda cervejas e de gelados, esplanadas e até um triciclo que fará a venda de limonadas eram visíveis. O céu cinzento e a temperatura fresca que se faziam sentir nada tinham que ver com o que se esperaria das vésperas de Agosto. Os dias de sol hão-de voltar à cidade.

 

Texto: Samuel Alemão

 

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  • Pedro Cortesão Monteiro
    Responder

    De facto, isto estava mesmo a fazer falta. É que, ao contrário da maior parte das capitais europeias, Lisboa não tem boas praias perto.

    Se é para levar os fregueses à praia, não era melhor (mais saudável e provavelmente mais barato) a junta gastar a verba em transportes para a Caparica ou para Carcavelos?… Ah, mas isso não dava notícias no jornal e retorno ao sponsor, não é?
    Que tristeza.

    • Lina Fernandes
      Responder

      Estruturas caras, temporárias e cuja manutenção e vigilância tem de ser permanente. Quem pode frequentar esta piscina? Quem vai ser sacrificado para custear este projecto? Não haveria outras hipóteses mais vantajosas/saudáveis para os destinatários?Ou os projectos têm sempre subjacente a componente política que serve alguns sacrificando muitos outros?

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