É sabido o razoável desprezo a que o espaço público está, por regra, e quando comparado com o dos outros países europeus, sujeito entre nós. Visto como uma espécie de abstracção por uma parte significativa da população, lugar de passagem que a ninguém pertence verdadeiramente, sofre, por isso, de um tratamento a condizer, onde o desleixo e a utilização abusiva são a nota dominante. Carros em cima dos passeios e lixo no chão fazem parte do usual cenário – apesar das melhorias pontuais.

 

Lisboa, por ser a capital, de certa forma amplia essa espécie de “traço de carácter” nacional. E se são muitas as pessoas que contribuem com a sua acção para tal quadro, as autoridades municipais acabam por reforçá-lo pela inacção. Veja-se o caso das pobres árvores que tentam sobreviver no troço de passeio da Avenida 24 de Julho que vai entre o Mercado da Ribeira e o Largo de Santos. Lixo abundante, sobretudo garrafas, oferecia-se aos olhos de quem por ali passava na tarde deste domingo.

 

A movida nocturna do fim-de-semana terá a sua culpa, sem dúvida – prova de profunda incivilidade reinante. Mas também são notórios os sinais da falta de manutenção dos espécimes arbóreos, com a ramagem a crescer de forma manifestamente desordenada e a vegetação infestante a fazer-se notar em quantidade abundante. Há mesmo dois ou três casos em que já nem existe a promessa de árvore que ali foi plantada. Um cenário pobre e desolador.

 

Texto e fotografias: Samuel Alemão

 

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