30 cêntimos, o valor a pagar para usar os WC em 15 estações do metro de Lisboa

ACTUALIDADE
Samuel Alemão

Texto

MOBILIDADE

Cidade de Lisboa

31 Janeiro, 2018

Não é um alívio total, mas ajudará muito. Até ao final do ano, 15 das 56 estações do Metropolitano de Lisboa terão instalações sanitárias à disposição dos seus utentes, a troco de 30 cêntimos por cada utilização. A novidade foi anunciada, na tarde desta quarta-feira (31 de janeiro), pela administração da empresa, a qual revelou ainda estarem afinal já em funcionamento os sanitários da estação do Campo Grande, desde o passado 15 de dezembro.

A elementar comodidade, há muitos anos reclamada pelos passageiros do metro da capital, tendo ali estado disponível no período de funcionamento daquele meio de transporte, todos os dias (dias úteis, fins de semana e feriados), entre as 6h30 e as 1h. O que acontecerá também nas restantes estações onde o serviço vier a ficar acessível. As próximas serão, até ao fim de junho, as estações do Aeroporto, Alameda, Marquês de Pombal e Saldanha.

A abertura de sanitários aos utentes do metro, a troco do pagamento de uma pequena tarifa, à imagem do que sucede em algumas das estações de comboios da CP da cidade – como Cais do Sodré e Santa Apolónia – é justificada com a necessidade de viabilização. “O modelo adoptado pelo Metropolitano de Lisboa na implementação deste projecto permite a eliminação, pela empresa, de custos inerentes a esta actividade, garantindo o seu funcionamento sustentável”, explica o comunicado da transportadora, no qual se assinala a opção estratégica pela concessão da exploração das instalações sanitárias nas estações com maior movimento.

As aberturas de sanitários decorrerão ao longo de 2018, “de forma progressiva”, ao ritmo da finalização das obras de adaptação das estações e da disponibilização dos equipamentos. As 15 estações que, até dezembro deste ano, terão sanitários públicos pagos a funcionar serão as seguintes: Campo Grande, Alameda, Marquês de Pombal, Aeroporto, Baixa-Chiado, Rossio, Entre Campos, Saldanha, Colégio Militar, Jardim Zoológico, Restauradores, Terreiro do Paço, Santa Apolónia, Oriente, São Sebastião.

MAIS
ACTUALIDADE

COMENTÁRIOS

Comentários
  • Ana GONÇALVES
    Responder

    Já só falta ter que se fazer um requerimento (pago) para se usufruir dum espaço público e que o Metro deveria ter disponível a custo zero para os utentes.

Deixe um comentário.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa

Send this to a friend