O estranho caso da falta de vagas e das “moradas falsas” na Filipa de Lencastre

por • 8 Junho, 2017 • Actualidade, Slideshow, VIDA NA CIDADEComentários (78)3793

A posição cimeira no ranking nacional das escolas secundárias públicas torna a Filipa de Lencastre extremamente cobiçada. A ponto de o número de vagas se revelar sempre insuficiente, apesar de a área do agrupamento escolar ser das mais pequenas de Lisboa. Os moradores da zona queixam-se que não conseguem inscrever os filhos, devido à sistemática “falsificação de moradas” por parte de outros progenitores. Existirão turmas em que dois terços dos encarregados de educação não são pais das crianças. Um problema que atinge ainda o pré-escolar e o ensino básico e para qual contribuirá também a forma como está desenhado o mapa do agrupamento. Há duas petições a pedir medidas urgentes. A directora da escola nega, contudo, que haja “moradas falsas” e garante cumprir a lei “rigorosamente”.

 

Texto: Samuel Alemão

 

Em meados de Abril passado, enquanto tentava inscrever o seu filho no próximo ano lectivo, no primeiro ano do primeiro ciclo do ensino básico, na secretaria do Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre, Ana Sardoeira apercebeu-se de que algo não batia certo. A residente no Bairro do Arco do Cego, onde o estabelecimento se localiza, ouviu diversos pais de candidatos a alunos naquele agrupamento e desconfiou que muitos não seriam daquela área. Diziam coisas e faziam perguntas estranhas às funcionárias que o deixavam denotar.

 

“Lembro-me, por exemplo, de que, a certa altura, uma mãe disse ‘demorei seis meses a conseguir a documentação, com os comprovativos de residência, não me diga que agora não a consigo entregar’. Ora, quem vive na zona, não precisa de tanto tempo para obter tais documentos”, recorda. Nessa altura, ficou também a saber que o seu filho teria poucas possibilidades de ali ficar, por falta de vagas. A partir desse momento, e juntando as suspeitas já acumuladas sobre o assunto em conversas com outras pessoas, decidiu que era altura de fazer algo para o que considera ser uma epidemia. Estava lançada a petição “Chega de moradas falsas!, dirigida à Assembleia da República.

 

Nesta, pede-se, antes de mais, que “para os critérios de prioridade nas matrículas, passe a ser considerada em primeiro lugar a morada da criança, e só depois a morada do encarregado de educação”. E, logo de seguida, exige-se que “como comprovativo de morada da criança seja utilizada a morada fiscal que consta do Cartão de Cidadão”. Uma exigência que dá eco às preocupações presentes de muitos pais, não só daquela zona da cidade, como do resto do país. Em paralelo a essa recolha de assinaturas, que tem um âmbito nacional, uma outra está a decorrer, centrada no estabelecimento de ensino que, em 2016, foi o mais bem classificado no ranking das escolas secundárias públicas. A petição “O FILIPA É DE TODOS: Os nossos filhos também têm direito a estudar no Filipa de Lencastre, lançada poucos dias antes, além denunciar o problema das alegadas moradas falsas, pede também a revisão da Carta Educativa de Lisboa, dependente da Câmara Municipal de Lisboa.

 

Parece mero pormenor, mas o mapa de distribuição dos alunos pelas escolas revela-se determinante na hora das matrículas. A reduzida abrangência geográfica do agrupamento Filipa de Lencastre – apenas a escola secundária com ensino básico Filipa de Lencastre e a EB1 nº 154 -, conjugada com a utilização do expediente de dar moradas falsificadas por muita gente de fora que ali quer ver os filhos a estudar, fará com que muitos moradores sejam prejudicados. Como consequência, a maioria dos alunos não serão, efectivamente, residentes na área do agrupamento. “Percebo que toda a gente queira o melhor para os filhos, mas não podem fazer com que uma escola pública funcione como uma espécie de colégio privado”, diz a O Corvo Joana Amores, promotora da petição reclamando o direito de acesso ao Filipe de Lencastre pelas crianças residentes nas imediações.

 

A moradora junto à Praça de Londres, cujos filhos são os primeiros numa linhagem de cinco gerações da mesma família a viverem no mesmo prédio e a não poderem estudar no cobiçado liceu, reclama a revisão urgente da Carta Educativa de Lisboa, desenhada em 2008 pela Câmara Municipal de Lisboa. O documento, integrante do Plano Director Municipal (PDM), estabelece as fronteiras das áreas de abrangência de cada agrupamento escolar e resulta da adaptação dos dados demográficos do Censos 2001 articulada com projecções de demanda educativa para o ano em que foi elaborada. De acordo com as mesmas, seriam necessárias para aquela área apenas 19 turmas, do pré-escolar ao secundário, o que contrastaria com as 52 existentes. Ou seja, um excedente de 33 turmas.

 

A carta educativa desenhada nesse ano apenas apresentava previsões de carência de duas turmas no pré-escolar e de duas no segundo ciclo do ensino básico. Já o terceiro ciclo do básico e o secundário deveriam, de acordo com o mesmo documento, apresentar para cada ciclo de ensino um excedente de oferta de 14 turmas. Mas o texto que acompanhava essas previsões assinalava que, “no entanto, e tal como para outros agrupamentos anteriores deste Grupo Centro, este balanço não reflectirá a procura efectiva nas escolas deste agrupamento, provavelmente decorrente da proximidade aos locais de trabalho dos pais”.

 

A hipótese levantada pelo documento oficial toca, afinal, num dos aspectos mais falados pelos pais que residem na área do agrupamento e não encontram lugar para os filhos estudar perto de casa. Muitos garantem que uma grande parte das vagas é ocupada por alunos cujos progenitores são funcionários de grandes instituições situadas nas imediações: Ministério do Trabalho e Segurança Social, Instituto Nacional de Estatística, Caixa Geral de Depósitos e Instituto Superior Técnico. Serão esses mesmos os responsáveis por um processo maciço de contrafacção de moradas. “Parece que vale tudo. Qual a educação que querem dar aos filhos, quando eles mesmos participam num processo fraudulento?”, questiona Ana Sardoeira, notando que, apesar da dificuldade em inscrever o seu filho, a cobiçada escola tem alunos das mais diversas proveniências: Benfica, Telheiras, Cascais ou Loures.

 

 

Entre os pais revoltados com a situação, circulam relatos dos diversos estratagemas utilizados por alguns dos outros pais para conseguir passar à frente dos demais. Desde um que deu a morada do Hotel Holiday Inn, situado nas imediações, até um outro que, a troco de um trabalho de manutenção numa casa situada na área do agrupamento, terá conseguido permissão do senhorio para instalar uma torneira no quintal dessa morada com o respectivo contrato da água em seu nome. Tal coincide com a informação de que há pessoas a vender a sua morada, mas também a existência de turmas em que, alegadamente,  dois terços dos encarregados de educação não serão pais das crianças.

 

Por causa disso, a petição “Chega de moradas falsas!” pede ainda que o encarregado de educação “seja também quem exerce o poder parental ou, em situações excepcionais devidamente fundamentadas e validadas pela escola, a pessoa a quem foram delegadas essas competências”, sendo que “a fundamentação terá de esclarecer qual a relação de parentesco com a criança, e por que motivo é o encarregado de educação”. E sugere que “não seja possível alterar o encarregado de educação durante o ano lectivo, salvo por motivos de força maior comprovados”, como morte, doença, alteração do poder parental ou outros casos semelhantes. “Acho que estas situações deveriam ser fiscalizadas de forma mais eficaz, até porque as pessoas assinam um termo de honra, quando fazem das matrículas”, nota Ana Sardoeira.

 

Já Joana Amores, promotora da petição “O FILIPA É DE TODOS”, prefere enfatizar a premência da revisão da carta educativa da capital “para que, pelo menos estas situações de discrepância entre o que ela impõe e as necessidades da população residente não se verifiquem de forma tão gritante”. Uma situação agravada pela desadequação desse documento com a nova realidade administrativa da cidade, com a criação de novas freguesias em 2012. “Esta área da cidade, que é muito central, está em grande renovação, há cada vez mais casais novos com filhos, mas constata-se que não há escolas”, afirma, lamentando que a falta de oferta pública obriga muitos pais a inscreverem os filhos no privado.

 

Apesar de eleger a revisão da carta educativa como prioridade, a recolha de assinaturas por si promovida não deixa, contudo, de propor “que se resolva o problema das moradas falsas em que a utilização abusiva de moradas leva ao cúmulo de haver pais que atribuem a responsabilidade de encarregados de educação a terceiros que não têm ligações familiares com as crianças”. Foi isso mesmo que, na semana passada, foi dizer à comissão de educação da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) – onde a presidente do órgão, Helena Roseta, admitiu a discussão do assunto, por reconhecer a sua relevância social, apesar fazer notar que se trata de uma “matéria da competência do governo”.

 

A directora do Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre, Laura de Medeiros, que será ouvida pela mesma comissão na tarde desta quinta-feira (8 de Junho), garante a O Corvo que o seu estabelecimento “cumpre rigorosamente a lei” e que “não há moradas falsas”. Ideias que fez questão de frisar. “Tenho o maior respeito por actos de cidadania como estes. O direito à indignação é legítimo”, diz, referindo-se às duas petições, “mas a mesma tem de ser fundamentada, para não pôr em causa o bom-nome das instituições”. Garantindo que a escola tem todos os cuidados em pedir os comprovativos de morada que acompanham os pedidos de inscrição dos alunos – assegurando-se de que os encarregados de educação vivem efectivamente na área do agrupamento -, a responsável admite, todavia, que não é possível controlar as “delegações de competências” dos encarregados de educação.

 

Ou seja, se alguém se apresenta como encarregado de educação de uma criança e tem um comprovativo de residência da área, não haverá razões para duvidar dessa pessoa. Ainda assim, a directora da escola prefere salientar que o critério de residência “não é o mais importante, de acordo com a lei”. “O factor que está em primeiro lugar é o de o candidato ser uma criança com necessidades educativas especiais”, afirma, antes de lembrar que “os únicos alunos que entram equiparados a residentes são os do ensino articulado”, o qual prevê um currículo misto, conjugando as vertentes do ensino artístico com as restantes componentes do ensino regular. “Cumprimos sempre o quadro legal. Quando temos dúvidas, perguntamos à tutela”, afirma Laura de Medeiros, acrescentando que não compete à direcção da escola comentar os limites e o desenho do mapa do agrupamento. “Não é uma decisão nossa”, afirma.

 

Mas, então, os pais que agora se queixam, moradores na vizinhança da Filipa de Lencastre, não têm razão? “É claro que custa termos de dizer não aos pais, por não haver vaga. Mas estes critérios são aplicados a todos. Aqui não se fazem favores, cumprimos a lei”, frisa a directora do agrupamento, lembrando que “não existe a figura legal da lista de espera” para a inscrição nas escolas públicas.

 

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78 Responses to O estranho caso da falta de vagas e das “moradas falsas” na Filipa de Lencastre

    • Ana Guimarães diz:

      conheço casos de alunas que sempre moraram no lumiar e fizeram todo o percurso escolar no filipa de Lencastre e continuam .
      A mãe trabalha na zona e sabe mexer-se. Sem mais comentários

      • Joana diz:

        E os pais não tem direito a ter os filhos perto do local de trabalho? Que raio de democracia é essa? Prefiro ter os meus filhos perto que a 20 km de distância

        • Pedro diz:

          Joana,

          e ninguém retira esse direito, não pode é ser a primeira opção, colocando quem reside junto da escola a efetuar quilómetros para frequentar uma escola. Crianças pequenas a levantarem-se cedo, para irem para uma escola longe enquanto uns sabichões, com conivência de quem gere a escola, tem lugar à porta do trabalho. Existem casos de pessoas que residem e trabalham junto da escola e têm que pegar no carro para levar as crianças à escola. Mas é este o seu sentido de democracia e de quem está na gestão escolar. Crianças da margem sul a frequentarem o Filipa, parabéns, devem sentir-se muito orgulhosos, somos mesmo sabichões, é o estado de Portugal!!! Pouco a pouco a ação Chega de Moradas Falsas está a dar resultados! Aqui já se começam a revelar pessoas preocupadas com o que alguém permitiu que elas acedessem de forma não correta (para ser simpático), morar a 20 Kms da escola é obra, que luxo não ter que pagar para a criança ter que ir à escola, que pague quem mora perto do Filipa, porque esses não faz mal pagarem o passe do autocarro ou a gasolina todos os dias para fazerem KMs desnecessários, pagam os seus impostos em Lisboa, não acha que merecemos respeito??? Por favor, tenham um pouco de civismo, de sociedade. Aguardem mais desenvolvimentos, os rostos do que está implementado no Filipa, vão começar a ser revelados.

        • Isabel diz:

          Soube numa reunião, poucos anos atrás, que a escola recebia (com prioridade) filhos de funcionários da CGD e do Ministério do Trabalho e recebia contrapartidas … não sei a veracidade mas pela dificuldade dos moradores , até na rua da escola, inscreverem os seus filhos … e pelo excesso de automóveis na hora de buscar os filhos … tudo me leva a pensar que pode ser verdade !

          • Pedro diz:

            Isabel, disso não restam dúvidas, a lista de protocolos da Escola com essas instituições é clara e das ofertas que recebem, não existem almoços grátis. A questão essencial é o descontrolo que leva a que existam 1800 vagas na escola e só fossem precisas cerca de 1000 para filhos de moradores e constata-se que são os filhos dos moradores que não entram. Por isso só não vê quem não quer. O que é chocante é que quem efetua toda esta seriação está numa das mais importantes instituições da nossa sociedade, a escola, que forma os Homens de amanhã.

    • Sandra diz:

      Além disso, existem professores que ameaçam as crianças que se não tiverem boas notas nas provas de aferição reprovam e têm de ir para outra escola. Os pais deviam fazer queixa destes professores.

    • Falta de vagas e moradas falsas, é realmente estranho!!!!

      • graça margarido diz:

        Não se trata de moradas falsas mas de encarregados de educação fictícios, cuja morada na zona é real.

        • Marta Valente diz:

          O nome do movimento “Chega de moradas falsas” foi escolhido precisamente por usar o eufemismo que usam os pais que recorrem a este estratagema, dizendo que “têm de arranjar uma morada” para colocarem o filho na escola que pretendem. Pois, eles não arranjam “uma morada”, arranjam um encarregado de educação falso, mas não têm coragem de o admitir, pois isso significaria a desresponsabilização de um dos seus papéis principais enquanto pais, o de educar e providenciar a educação dos seus filhos.

  1. Rita Ponce Rita Ponce diz:

    Quais os critérios que a escola utiliza para selecionar os alunos?

    • graça margarido diz:

      Os que estão na lei. A escola não pode fazer de outra forma. Todos os anos esta escola tem uma inspeção às admissões.
      veija a lei em: https://www.portaldasescolas.pt/imageserver/plumtree/portal/matnet/DespachoNormativo_1B_2017.pdf

      • Paulo diz:

        Mas há dúvidas que a escola seleciona os alunos? É por demais óbvio que alguém incentiva os encarregados de educação profissionais com 5 e 7 supostos filhos a dar a sua morada para pessoas que não moram na zona, a escola sabe quem eles são e assobia para o lado. A escola tem todos os meios para verificar, informaticamente nem demora 2 minutos verificar o nome desses encarregados de educação nos registos, mas diz que não consegue ver e nem dá as listas, nós ajudamos. Por isso Graça não queira nos enganar, se isto fosse um país à séria todas essas pessoas responderiam na justiça e seriam responsabilizadas, mas calma que esta campanha ainda vai no início, mais surpresas virão.

      • Luís Silva diz:

        Consegue explicar-me onde está o artigo no despacho que estipula que no caso de empate de duas candidaturas, se use o desempate por prioridades cumulativas, como faz esta escola?
        Por exemplo: um aluno cujo E.E. é residente e um dos pais trabalha na àrea de influência da escola tem prioridade sobre um aluno que resida na zona de influência.

        • Paulo diz:

          Luís a escola para se proteger a si própria, assegura que os alunos que concorrem com morada do E.E. é uma das moradas aceite na carta educativa como tendo acesso ao Filipa, a partir desse momento está a cumprir a lei, agora pode perguntar se existe registo dos que não entram na escola, existe resisto dos que reclamaram, os restantes são enviados para outra escola como tendo chegado tarde ou não tendo existido tempo para processar a sua candidatura. Desta forma a escola está sempre protegida, e argumenta que lhe podem fazer as auditorias que quiserem, quem comete o crime são os país que fornecem falsas declarações, ou seja a morada. A escola deveria assegurar-se que os pais assinam um papel que prestam verdadeiras declarações, mas não tem tempo para dar esse papel aos pais, porque será? Felizmente toda esta ilegalidade está a ficar clara aos olhos de todos!!! O passo seguinte é serem todos responsabilizados.

      • Marta Valente diz:

        Graça,
        A escola pode fazer muito mais! Pode, por exemplo, cumprir as diretivas do Ministério da Educação e exigir a assinatura do Compromisso de Honra a todos os encarregados de educação que não são pais da criança. Entre outras coisas, esse Compromisso informa os Encarregados de Educação que prestar falsas declarações é um crime punível por lei (até um ano de pena de prisão ou pena de multa).

  2. João Lima diz:

    Assim se baixa o défice.

  3. graça margarido diz:

    Vamos clarificar:
    – O Instituto Superior Técnico já não pertence à área do Filipa.
    – Não há moradas falsas. Há encarregados de educação falsos, com moradas verdadeiras na zona da escola.
    Isso é permitido por lei segundo o despacho normativo n.º 1-B/2017
    art. 2. a) iv
    Será necessário mudar a lei para isso poder ser alterado.

    • Paulo diz:

      Graça peço desculpa mas já percebeu que é pouco ético, pouco Responsável pactuar-se com fraudes, existe fraude no acesso ao Filipa de Lencastre, por isso não se dê a este ridículo de defender o que é ilegal, o que a notícia tem escrito é a realidade, não se arranje como contornar a lei, eu não me revejo nessas atitudes, não as sou capaz de defender em público. Obrigado

    • Marta Valente diz:

      Graça,
      Como pode dizer que é permitido por lei haver encarregados de educação falsos??? O encarregado de educação tem os deveres de dirigir a educação do seu educando e promover ativamente o desenvolvimento físico, intelectual e cívico do mesmo (art. 43º da Lei 51/2012 de 5 de Setembro). Isto não se passa com os falsos encarregados de educação, muitos deles mal conhecem a criança, chegando a haver casos em que nunca a viram de todo.
      Não só não é permitido por lei, como é um crime punível com pena de prisão até um ano ou pena de multa (crime de prestar falsas declarações – art. 348º A do Código Penal)!!!

  4. Madalena C. diz:

    Não são só os pais, o próprio liceu, o Filipa de Lencastre há muitos anos que faz selecção de alunos, por isso é que se mantêm tão bem posicionado na raking.

    • Vânia diz:

      Alunos Valssassina = Entrada direta

    • Tina diz:

      No ano lectivo 2013/2014 os que tiveram vaga na Filipa foram os meninos e meninas que vinham transferidos do Colégio Moderno e do Monte Maior.

  5. “Qual a educação que querem dar aos filhos, quando eles mesmos participam num processo fraudulento?” <3

  6. ana diz:

    Esta realidade acontece em muitos agrupamentos em Lisboa, conheço muitos alunos do Filipa que não moram na zona…se fizessem uma fiscalização hoje, certamente iriam aparecer mais vagas.

  7. diz:

    Ainda ontem dei-me ao trabalho de verificar de manhã e à tarde alguns dos carros que deixavam e iam buscar as crianças. De manhã em 7 que verifiquei 4 não eram das zonas do Filipa. À tarde em 4 que lá estavam apenas 1 era da zona do Filipa.

    Tristes pais que ensinam aos seus filhos que para atingir um objectivo não se olha a meios 🙁
    Assim um dia mais tarde na sua vida talvez eles façam igual…

    • please type your name diz:

      Isso não é ilegal e até faz sentido. Eu andei sempre em escolas no local do trabalho dos meus pais, bem como os meus filhos em escolas nos locais onde eu trabalhava. É muito mais adequado para a logística das famílias que levam e trazem as crianças. Se calhar, os pobres não gostam porque deixam os filhos andar sozinhos a pé ou de transportes públicos, mas as regras da sociedade não são feitas (ainda, todas) só para eles.
      Pelo menos até há uns anos atrás, a lei estabelecia como critérios de acesso a proximidade da residência ou do trabalho dos pais.

      • diz:

        Pois não é ilegal quando se respeita a lei, já quando se delega responsabilidade de EE só “de fachada” a coisa muda de figura… Não será??? Por isso que queremos que a morada da criança tenha prioridade em relação à de EE. Como diz o ditado, “quem não deve não teme”

        • please type your name diz:

          Se conhece algum encarregado de educação de fachada, faça o favor de o denunciar. Ficar calado é ser cúmplice, tanto do ponto de vista moral como cível.

          • diz:

            O meu filho vive a menos de 200 metros da escola e não entra. Quanto a denuncias, essa responsabilidade (fiscalizar) é da escola e só não vê quem não quer…. e mesmo que denuncia-se de que servia? Quando a lei protege o mentiroso pois não acredito que mesmo que se provasse falsas declarações alguma vez expulsassem um aluno da escola. Mas sinceramente tenho esperança que a lei mude e pelo menos para futuras crianças se faça justiça… É triste quando em 1 minuto se podia estar na escola e se tem que demorar 40 minutos e perder tempo no transito….. , é triste que se dê como exemplo a uma criança que quando queremos atingir um objectivo VALE TUDO!!!!
            E pode crer que as crianças comentam entre elas a novela das moradas falsas.

    • CA diz:

      É ridículo tudo isto. O filipa não comete nenhuma ilegalidade, cumpre a lei. E como sabemos a lei é feita para que possa haver casos particulares. Hoje em dia existe livre escolha e opção para que um doente escolha o seu hospital. Deveria haver em relação às escolas, livre escolha, sem depender de moradas, baseada no mérito dos alunos como prioridade nº1, frequência de irmãos.
      Para mim faz mais sentido ainda uma criança estar junto ao trabalho dos pais do que de casa, a não ser que os pais não trabalhem e possam ir buscá-los junto à escola perto de casa às 17h30.
      Ou ter avós, coisa que cada vez menos familias têm. Cada familia sabe o que é melhor para os seus filhos, e se a lei lhe permite colocar o filho numa escola melhor, porque razão haveria de o colocar junto a casa, a 10km do seu trabalho, e numa escola má que tem um bairro social atrás?
      Para se entrar no Filipa, no pré-escolar, não conta a residência, conta a idade da criança.tanto faz que more ao lado, se tem 4 anos não entra, se tem 5 anos e mora na ameixoeira entra(por ordem de idade). Há 50 vagas. no ano seguinte para o 1º ano entram esses 50 alunos do pré-escolar e mais 50, e desses 50 têm prioridade os residentes sim! os de pais que trabalham na área de influência não entram. ninguém entra com morada do INE ou da CGD. Desses alunos que entram no 1º ano e que continuam, vão depois entrar os irmãos, porque têm prioridade. Vejam a lei. e nunca neste processo foi preciso dar moradas ou encarregados de educação falsos. entra-se com a sua própria morada. Tem lógica que um aluno faça todo o percursos no mesmo agrupamento, a lei está feita para isso. Muitas vezes, as pessoas que se indignam e fazem estas petições , têm filhos “condicionais” e revoltam-se por não entrarem, indignam-se contra o calendário da lei que diz que os nascidos depois de 16 de Setembro só entram se houver vaga e se os pais quiserem.
      Pois bem, esses alunos “condicionais” não tiveram o azar de nascer depois de 16 de Setembro, tiveram a “sorte” de nascer depois dessa data e os pais poderem optar por deixá-los mais um ano no pré-escolar e entrarem com maior maturidade no 1º ano. O jardim de infância não é uma sala de espera onde se aguarda a entrada no 1ºano. é um sitio onde se aprendem as coisas melhores da vida. Eu falo como mãe de um aluna que era considerada condicional e optei, contra tudo e contra todos por a deixar mais um ano no pré-escolar. E entrou, só pela idade na pré do Filipa, onde 1/3 da turma dela era “condicional”. Posso dizer que entrou com grande maturidade no 1ºano, é uma das melhores alunas, assim como os que eram condicionais. Nota-se muito a maturidade destes em relação aos colegas.

      • Pedro diz:

        Caro CA, deixe-me arriscar também pertence de alguma forma ao Filipa, está nervosa(o), tenha calma que ainda vamos no início, quem não deve não teme. Pela sua leitura, devemos ter governantes que nos roubem todos os dias, sermos intervencionados pela Troika, pagarmos mais impostos e afins…espere deixe-me efetuar o exercício de adivinhar a sua resposta a estas questões: Isso não, não quero pagar mais impostos! E porque será, será porque isso também lhe vai tocar a si?…. Pois é…quando a manta nos aquece a nós próprios, até conseguimos ver o que distorce a sociedade, como pessoas que investiram em casas ao pé do Filipa para proporcionarem uma qualidade de vida aos seus filhos e agora andam com os miúdos de carro. Por favor, não digam que o que o Filipa, desculpe, vocês, fazem o que é correto, que não é!!!! Prioridades de admissão em qualquer escola de um chamado Pais correto, Portugal, em primeiro lugar é a morada de residência do encarregado de educação, encarregado de educação: pessoa responsável por assegurar a educação da criança, ou seja não é um desconhecido!! Se tudo fosse correto no Filipa não haveria nervosismo, não haveria quem questionasse se a sua criança tem que sair do Filipa, porque não residem junto do Filipa. Não desviem as atenções para quem entra pelo infantário, porque não é só esse o problema, nos anos seguintes também entra sempre à frente quem trabalha nas instituições que todos sabem. Para que é que em alturas de matrícula se questiona onde o pai ou a mãe trabalha, o que tem de relevante? Mas questiona-se! porque será??? Porque não se assinam termos de boa fé nas declarações prestadas pelos encarregados de educação? Porque é que quando numa turma 20 encarregados de educação são alterados não se denunciam/analisam as situações? Porque é que de forma repetida, ano após ano, existem nomes de pessoas que são encarregados de educação de “n” diferentes alunos? Porque é que a escola não identifica porque critério os alunos entraram e não publica a lista dos que não entraram e porque critério concorriam? É suficiente estar 20 minutos na secretaria para se perceber dos mecanismos todos. Felizmente alguns elementos mais conscienciosos de dentro do Filipa, começam a querer explicar o que se passa no Filipa. A isto chama-se transparência, é querer avançar e dormir de consciência tranquila. Estamos numa sociedade que nos permite procurar a verdade e a correção da vivência em sociedade. É fácil dizer-se que se é auditado todos os anos, quando não se procura as respostas a estas perguntas, pode ser que este ano obtenhamos a resposta a estas e outras perguntas.
        Só seguimos o lema da escola conforme vertido na mensagem a mensagem da Sr.ª Diretora: “A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão e a coragem a mudá-las.”

      • Pedro diz:

        CA, reler o seu e-mail é uma delicia, um verdadeiro tesourinho….o Filipa cumpre a lei, mas como sabemos a lei é feita para que possa haver casos particulares…então cumpre ou não? Ou tem que haver casos particulares
        Sobre os hospitais, sim, livre escolha na emergência, óbvio, assim que já está estável, toca a ir para o hospital de residência. Vamos lá a estar mais bem informado CA. Péssima comparação
        Muito bem vamos ser elitistas, escolhemos a escola em função do QI de cada aluno, o que propõe? Que no Filipa se efetue testes de QI na admissão dos alunos? E já agora se calhar verificamos se o pai e a mãe são Dr. ou Eng.º não? Porque os nossos filhos na vida só vão conviver com gente da alta sociedade, como é óbvio. Mas calma a nossa residência pode aparentemente ser perto de um bairro social, porque o filho anda numa escola fashion, porque as aparências é que contam!!!!
        É relevador… da sinceridade que às vezes revelamos da nossa personalidade

        • CA diz:

          não meus caros. o que lhes estou a tentar dizer é que não é fazendo uma campanha de medo, incentivar a bufaria, com ameaças de pena de prisão que conseguem o que querem nem tão pouco elevar-se. o que estou a dizer é que nada de ilegal há nesse processo de delegar competências de encarregado de educação, se é pouco ético, é. agora de ilegal nada tem. o que vocês, moradores na área do filipa têm é que queixarem-se junto ministério da educação para mudar o despacho que muda as matrículas, que ponha em 1ª prioridade as crianças residentes e só depois as que têm encarregado de educação residente. como lhes disse tenho uma filha que anda no filipa e sempre com a morada correta. entrou no JI, fazia 6 anos em Novembro e assim continua. e a irmã entrará no 1º ciclo com a sua morada porque em 1º prioridade estão crianças que têm irmãos a frequentar o mesmo estabelecimento. se não conhecem a lei informem-se e deixem de veicular campanhas salazarentas de ameaças e de cultura do medo. percebo perfeitamente pessoas que usaram esse recurso do encarregado de educação, até porque muitas vezes são avós que vivem ali e que vão buscar as crianças. Pode apelidar-se de chico-espertismo, coisa em que os portugueses são peritos. Mas se quer investigar exemplos na Europa, há livre escolha das escolas e as crianças não têm que se cingir à escola ao pé de casa. Podem escolher. Secalhar, se vocês investiram em casa junto ao Filipa é porque o Filipa é uma boa escola, em lugares cimeiros do ranking, devido precisamente ( espante,-se) a essa ralé que vem da margem sul e que os pais são uns funcionárizitos públicos na CGD e que só querem o melhor para os seus filhos e que também pagam impostos igual a si. é essa ” ralé” que também acha injusto que voces porque tem 300.000€ para pagar por uma casa no arco do cego tenham prioridade numa boa escola, enquanto eles que têm um T3 na Almirante Reis não tenham acesso a uma boa escola. Se têm dinheiro para uma moradia no Arco do cego então também poderão com certeza pagar um colégio muito bom que há aí perto. Deixem lá a escola pública para os pobres.
          Não me venham com tretas. Todos querem o melhor para os seus filhos. Vocês apontam as armas às pessoas erradas. Também conheço pessoas que moram a 3 minutos a pé do Filipa e que só porque a rua não está incluída na carta educativa do agrupamento tiveram que recorrer a esse subterfúgio permitido na lei de encarregado de educação. Condena essas pessoas, que vivem na rua alves redol, filipa de vilhena, Rua david de sousa, rua oliveira martins….condena-as por fazerem isso? moram pertíssimo do filipa. é a escola mais próxima. mas a certa educativa não lhes permite que tenham prioridade de residentes. safaram-se como puderam. chico-espertismo? não me parece. se a lei o permite, cada qual luta com as suas armas para proporcionar a melhor educação aos filhos. Fariam o mesmo, disso eu tenho a certeza.
          Ainda não percebi. Se são residentes na área do Filipa, temem exatamente o quê??? Estão em 1ª prioridade, certo?

          • Pedro diz:

            Caro CA, dou-lhe os parabéns por assumir que existem crianças a entrar com falsos EE, obrigado por ter a coragem de confirmar o que todos sabemos. Quanto à campanha, não é uma campanha é um acto de sociedade, de querermos alterar o que não está correto, o de defendermos a educação dos nosso filhos, os valores que achamos corretos para uma sociedade, e seria só isso que esperaríamos de quem tem responsabilidades no mundo da educação, e não o contrário, dizer que está tudo correto, não existem adulterações, etc, etc….perante factos concretos não os denunciar é ser conivente. Quanto ao prestar falsas declarações, em que quem é o EE, não é quem assina a folha, não só é pouco ético, como é mesmo crime, é mesmo verdade, claro que já sabemos o país que temos, mas pode ser que pelo menos das chatices não se livrem. A campanha não tem qualquer intuito de medo, só de alerta, porque se as coisas estavam tão bem como era dito por todos, porque é que agora existe o medo? Dos que revelam o que existe implementado, felizmente existe quem queria alterar o status quo, quem se calhar tenha remorsos do que andou a ver e a praticar, se calhar quem queira tirar proveitos da situação para expor pessoas que não gosta internamente, tudo é possível, é a sociedade que temos, mas entendo-o que esteja contra os bufos, vão criar problemas, mas alguns deles veem a situação como tábua de se redimirem. Relamente é incrível a sua escrita, quem falou em “ralé”?? você é que disse que não colocava a sua criança numa escola ao pé de um bairro social, permita-se a ler novamente o que escreveu por favor, porque me parece que dispara em todas as direções. Perceba o seguinte as escolas devem aceitar todos os alunos, não seja elitista por favor, o que defendemos e não tentem desvirtuar, é que se acabe com o status quo de entrarem sempre à frente dos residentes os filhos de quem trabalhas nas instituições que todos sabemos, e que você até identifica uma delas. Respeite-se quem reside na zona da escola, e claro que vão continuar a existir os chicos espertos e ai o que esperam da direção da escola é que assim que receber alguma denuncia ou que desconfie de alguma coisa, o denuncie!!! Não estranha que a escola com tantas reunião, denuncias, nada tenha feito, é um pouco estranho não? Quando dá exemplos europeus, eu solicito-lhe que use exemplos de escolas mesmo de Lisboa, que perante suspeitas de situações idênticas ao que ocorre no Filipa o denunciaram e tudo fizeram para o combater, é só isto que pedimos e não o que existe atualmente que é, nós pais de crianças, que residimos e alguns trabalham na zona é que estamos errados, o mundo é redondo, mas não estamos ao contrário por favor!!! Quanto aos € eu não lhe conto os seus, por favor não conte os meus, não é esse o tema, mas também só lhe digo para se atualizar que muitos jovens nem conseguem comprar casa como você e que estão a tentar constituir a sua família e ter filhos em casas arrendadas na zona, porque em primeiro lugar está o esforço para dar qualidade de vida à família e acesso a cultura, etc..A escola Filipa tem 1800 alunos, sendo que segundo os censos só seriam necessários cerca de 1000 lugares para filhos de residentes, sobrariam 800 lugares para todos os chicos espertos, que nesta situação não seriam chicos espertos, entrariam na 2ª prioridade, daqui pode concluir a dimensão do que têm sido os últimos anos, que permite que moradores na zona tenham que alertar para este problema, tal não é o numero de chicos espertos, tenha noção destes números e analise o ridículo do que alguém permitiu!!!! Se sou residente na área do Filipa, óbvio que sou, se concorro pela 1ª prioridade, claro que sim, se me dizem que a criança vai entrar, claro a escola é sempre amável e diz que deve entrar, depois quando sai as colocações, é estranho, não entra e a escola deixa de ser amável, e mais não conto do que se passa e observo pelo meio. Por mais que tentem não conseguem colocar a escola fora do problema, e sim existe um problema, por descontrolo de alguém que sempre tentou gerir a revolta de forma individual, pai a pai, e cada vez deveria pensar no próximo ano se calhar ainda ficam mais de fora, e finalmente esses pais perceberam que o lutar em grupo pelos seus direitos, até soa estranho: lutar pelos direitos, é sempre melhor e efetivamente o ridículo é que em 1800 lugares a escola tem um problema de 30 alunos, ou seja 1.6% sente a necessidade, por falta de acesso ao Filipa, denunciar práticas instituídas e que entendemos que o mundo da educação não pode viver dos chicos espertos, que saibamos não faz parte das matérias a lecionar pelos professores. Que tal alguém com responsabilidades na escola, na direção de educação regional dar o passo em frente, assumir temos um problema, vamos em conjunto resolve-lo, ou acha que me agrada tirar do nosso precioso tempo de educação dos nossos filhos, sim porque nem num papel passo essa minha responsabilidade a alguém, para andar nesta luta?!?! São 30 crianças existindo vontade resolvem-se as situações, agora eu percebo 30 crianças estão a colocar desconforto em 800 outras crianças e acha que era isso que queríamos, por favor não somos nem de perto iguais a quem anda a brincar com as nossas crianças, se é pai ou mãe ajude-nos a pressionar a escola para resolver esta questão, isso sim é querer avançar, exija responsabilidades à escola, com responsabilidade e em sociedade, com toda a certeza, conseguimos encontrar uma solução imediata e a seguir melhoramos para o futuro o que foi menos bem feito no passado. Mas desculpe não contem connosco para pactuar no amanhã, com o que foi feito ontem, basta de brincarem com as nossas crianças. Por isso analise bem tudo e por favor conclua que estamos a fazer o correto, nós sim, até porque eu não o critico, sabemos bem que muitos país de alguma forma foram levados, pelo passa a palavra, pelo sempre funcionou assim, e na procura do melhor para os seus filhos, que é inteiramente legitimo, para estas situações. Obrigado.

      • Ana diz:

        Cara CA,
        Parece-me existir alguma confusão quanto às prioridades do JI para o 1º ciclo. Em primeiro lugar devo dizer-lhe que se tratam de 2 estabelecimentos de ensino distintos (informação confirmada pela direcção do AEDFL), logo os alunos do JI não transitam de forma automática, nem têm prioridade sobre os residentes, a sua prioridade é a 6ª. Esta situação só foi esclarecida após queixa de pais residentes sobre a interpretação errada que estava a ser feita pelo agrupamento sobre a definição de estabelecimento de ensino e escolas do mesmo agrupamento. O AEDFL tem 3 estabelecimentos de ensino e os alunos não transitam de forma automática entre eles, é necessário efectuar nova inscrição. Agiremos em conformidade se o contrário se verificar.
        Em relação à entrada no pré-escolar, lamento informar, mas uma criança que tenha a mesma idade e seja residente tem prioridade sobre uma que não o é. Ou seja, uma criança que complete os 5 anos em Janeiro e não seja residente, não tem prioridade sobre uma que complete os 5 anos em Agosto e seja residente.

        No que diz respeito à “revolta dos condicionais”, lamento informar, mas os casos de recusa por falta de vagas são de crianças que não eram condicionais, ou seja, tiveram a “pouca sorte” de nascer, no caso do JI e 1º ciclo no passado ano, depois do início de Maio.
        Desculpem colocar aqui parte do Despacho Normativo nº1-B/2017, mas achei por bem fazê-lo, penso que ficará esclarecida.
        (…)
        Artigo 9.º

        Prioridades na matrícula ou renovação de matrícula na educação pré-escolar

        1 – Na educação pré-escolar, as vagas existentes em cada estabelecimento de educação, para matrícula ou renovação de matrícula, são preenchidas de acordo com as seguintes prioridades:

        1.ª Crianças que completem os cinco e os quatro anos de idade até dia 31 de dezembro, sucessivamente pela ordem indicada;

        2.ª Crianças que completem os três anos de idade até 15 de setembro;

        3.ª Crianças que completem os três anos de idade entre 16 de setembro e 31 de dezembro.

        2 – No âmbito de cada uma das prioridades referidas no número anterior, e como forma de desempate em situação de igualdade, são observadas, sucessivamente, as seguintes prioridades:

        1.ª Com necessidades educativas especiais de caráter permanente, de acordo com o artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual;

        2.ª Filhos de mães e pais estudantes menores, nos termos previstos no artigo 4.º da Lei n.º 90/2001, de 20 de agosto;

        3.ª Crianças com irmãos a frequentar o estabelecimento de educação pretendido;

        4.ª Crianças cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de educação pretendido;

        5.ª Crianças mais velhas, contando-se a idade, para o efeito, sucessivamente em anos, meses e dias;

        6.ª Crianças cujos encarregados de educação desenvolvam a sua atividade profissional, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de educação pretendido;

        7.ª Outras prioridades e ou critérios de desempate definidos no regulamento interno do estabelecimento de educação e de ensino.

        3 – Na renovação de matrícula na educação pré-escolar é dada prioridade às crianças que frequentaram no ano anterior o estabelecimento de educação que pretendem frequentar, aplicando-se sucessivamente as prioridades definidas nos números anteriores.

        Artigo 10.º

        Prioridades na matrícula ou renovação de matrícula no ensino básico

        1 – No ensino básico, as vagas existentes em cada estabelecimento de ensino para matrícula ou renovação de matrícula são preenchidas dando-se prioridade, sucessivamente, aos alunos:

        1.ª Com necessidades educativas especiais de caráter permanente que exijam condições de acessibilidade específicas ou respostas diferenciadas no âmbito das modalidades específicas de educação, conforme o previsto nos n.os 4, 5, 6 e 7 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual;

        2.ª Com necessidades educativas especiais de caráter permanente não abrangidos pelas condições referidas na prioridade anterior e com currículo específico individual, conforme definido no artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, na sua redação atual;

        3.ª Que no ano letivo anterior tenham frequentado a educação pré-escolar ou o ensino básico no mesmo estabelecimento de educação e ou de ensino;

        4.ª Com irmãos já matriculados no estabelecimento de educação e de ensino;

        5.ª Cujos encarregados de educação residam, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino;

        6.ª Que no ano letivo anterior tenham frequentado a educação pré-escolar em instituições particulares de solidariedade social na área de influência do estabelecimento de ensino ou num estabelecimento de ensino do mesmo agrupamento de escolas, dando preferência aos que residam comprovadamente mais próximo do estabelecimento de ensino escolhido;

        7.ª Cujos encarregados de educação desenvolvam a sua atividade profissional, comprovadamente, na área de influência do estabelecimento de ensino;

        8.ª Mais velhos, no caso de matrícula, e mais novos, quando se trate de renovação de matrícula, à exceção de alunos em situação de retenção que já iniciaram o ciclo de estudos no estabelecimento de ensino;

        2 – Com respeito pelas prioridades estabelecidas no número anterior, podem ser definidas no regulamento interno do estabelecimento de educação e de ensino outras prioridades e ou critérios de desempate.
        (…)

  8. Marina diz:

    Conheço quem more em alfragide….

    • Paulo diz:

      Conheço quem more em Palmela, quem more em Almada …. outro distrito….

      • diz:

        Hoje quando voltei a casa de manhã (para estacionar o carro) depois de levar o meu filho à escola que fica a 5Km de casa fui novamente dar uma vista de olhos nos carros que deixavam as crianças/alunos.
        Em 7 carros somente 1 tinha selo da zona 22, todos os outros ou nem selo tinham ou eram de zonas não da área do Filipa (22 não é toda e 16)

        • Calos Azeredo diz:

          Essa de ver se os disticos da EMEL têm zona 22 é caricata. Eu moro na Alameda, tenho dístico 8 e os meus filhos estudam no FL sem truques. Tenham paciência!

          • Paulo diz:

            Caro Carlos realmente é mesmo tenham paciência, mas deculpe dizer-lhe, sem truques, que a carta educativa de acesso ao Filipa não contempla a Alameda:), pode consultar a mesma no site da escola. Estamos perante um caso de fraude e diz para termos paciência?

          • diz:

            Por isso que mencionei que 22 não é toda. No seu caso era interessante saber como consegui que os seus filhos lá entrassem…..

  9. Marta diz:

    Está tudo errado, a começar pela distribuição das moradas… Eu passo todos os dias pelo Filipa para levar o meu filho ao Largo do Leão, freguesia de Arroios. O Filipa fica a menos de meio do percurso… Se não houvesse vagas pela escola estar cheia de vizinhos nossos, mas nem por isso, não é?!

  10. Paulo diz:

    Quem estiver na mesma situação, junte-se ao grupo de pais e assine a peticão das moradas falsas, é um dever cívico tornarmos a nossa sociedade mais justa e correta, nós somos o exemplo dos nossos filhos, eles estão a observar as nossas atitudes.

  11. Rodrigo Amaral diz:

    Dito pela directora da Escola:

    O Filipa tem um «acordo» com a CGD em que os trabalhadores têm preferência em relação a outros candidatos.
    Ou seja, quem trabalha na sede da CGD passa à frente.
    Não são só as moradas falsas, é também este acordo tácito criminoso

    • Paulo diz:

      Rodrigo, claramente existem acordos com a conivência da direção da escola, por isso é que na altura da alocação dos alunos existem pais que recebem telefonemas a perguntar se trabalham na CGD, INE, etc e quando não trabalham nessas instituições, no dia seguinte o processo passa para outra escola. Deparamo-nos com um mecanismo tão bem efetuado as pessoas dessas instituições sabem quem lhes pode fornecer os nomes e moradas de todos os encarregados de educação falsos e quem muitos casos estão a lucrar com a situação, ganhando valores significativos com o fornecimento da morada. A escola nessa situação fica protegida, existe a famosa morada do encarregado de educação falsa, podendo a escola sujeitar-se a todas as auditorias, com exceção de uma que é a relação dos encarregados de educação versus grau de parentesco e numero de supostos filhos, essa é a grande auditoria que é necessária, e neste tema a direção da escola não fornece dados. Falta responsabilizar estes altos quadros e que estão a formar os nossos filhos, numa sociedade que se quer aberta à sociedade e transparente, continua a existir o favorecimento de uns quantos, a corrupção, tenho vergonha desta sociedade e não é este o ensinamento que quero passar aos meus filhos.

  12. Camila Silva diz:

    Mas e como é que, nós pais, conseguimos saber qual a área de abrangência do Agrupamento de Escolas Filipa de Lencastre (ou de outro agrupamento)?

  13. Paulo diz:

    Eu penso que todos devemos refletir sobre a sociedade que estamos a criar, quem usufruiu de moradas falsas, no mínimo não se devia pronunciar, fica sempre bem ter um pouco de dignidade. Elementos que trabalhem ou tenham alguma relação com a escola ou direção educativa deviam repensar as suas atribuições e missão, como é que é possível se dizer que está tudo conforme a lei? Quando sabem o que se passa, existem denúncias atrás de denúncias, o mínimo aceitável era pedir uma verificação e fazer cumprir o próprio regulamento da escola, assegurando que todos assinem uma declaração em como todas as declarações que prestam são verdadeiras, denunciar todas as irregularidades que têm conhecimento. Mas infelizmente a sociedade que temos é esta e o pior é que cada dia após dia construímos, é esta, se eu me conseguir safar está bom assim, e quem tentar defender um dever cívico, ter os seus filhos junto da casa onde reside é criticado, parece que está a cometer um crime, tendo que lutar muito por justiça, ter os filhos ao pé da escola que se fosse utilizava pelos residentes, mesmo assim ainda sobrariam vagas para filhos de pais que trabalhem na zona de influencia da escola. Ninguém se esqueça que amanhã podem estar do outro lado e ai já vão defender a justiça, pensem bem que sociedade querem, se não deixem de criticar os Sócrates da Vida, porque até gostam deles, pelo menos quando vos servem a vocês próprios. Somos todos crescidos, decidam que sociedade querem, mas por favor não sejam camaleões ao gosto do eu sirvo-.me está bom, não me sirvo quero justiça e nunca se esqueçam os vossos filhos estão a observar as vossas atitudes e ações.

  14. Carla diz:

    Esta situação não acontece só em Lisboa. Realmente, e de acordo com a legislação em vigor, é possível um pai/mãe delegar as competências de encarregado de educação em quem quiser. Existe impresso próprio elaborado e enviado às escolas pelo próprio ministério, mas nem este documento demove os pais. E agora, o que fazer? Como mãe percebo que só queremos o melhor para os nossos filhos, como membro de uma direção, garanto-vos que não é nada fácil dar a volta a esta questão. Como me chegaram a dizer, os pais fazem o que quiserem com os seus filhos, inclusive escolher o seu encarregado de educação. E agora, é a escola que vai dizer que não? A lei é que permite que assim seja, infelizmente.

  15. Carla diz:

    Esta situação não acontece só em Lisboa. Realmente, e de acordo com a legislação em vigor, é possível um pai/mãe delegar as competências de encarregado de educação em quem quiser. Existe impresso próprio elaborado e enviado às escolas pelo próprio ministério, mas nem este documento demove os pais. E agora, o que fazer? Como mãe percebo que só queremos o melhor para os nossos filhos, como membro de uma direção, garanto-vos que nãon é nada fácil dar a volta a esta questão. Como me chegaram a dizer, os pais fazem o que quiserem com os seus filhos, inclusive escolher o seu encarregado de educação. E agora, é a escola que vai dizer que não? A lei é que permite que assim seja, infelizmente.

    • Paulo diz:

      Carla entendemos perfeitamente o que descreve, mas a situação no Filipa é de uma direção que sabe que existe este problema e de forma continuada coloca filhos de trabalhares de ministérios e empresas associadas ao estado sempre á frente de filhos de moradores. Acha normal elementos da direção efetuarem telefonemas para validarem a empresa onde os pais trabalham? São muitos anos neste registo e já nem têm noção das suas atitudes e respectivas consequências para os pais e crianças que não entram no Filipa. Existindo vontade da direção facilmente se resolvia o problema e todos ficavam satisfeitos.

  16. e quem tem vaga assegurada é quem vem de colégios e depois dizem que os colégios andam a inflacionar as notas….

  17. Pedro Alves diz:

    O que é estranho é este debate. Eu «entrei», legitimamente, como aluno do Filipa há 33 anos, para o 9º ano, mas esta questão das moradas já existia! Portanto, qual é a novidade?! O pessoal acordou agora?!

    É caso para perguntar: quantos de vós já éreis nascidos?…

    O Filipa foi sempre muito concorrido e esteve sempre no topo das escolas nacionais. Nada de novo.

    Se alguém quer realmente alterar alguma coisa, a sério, mude 2 coisas:
    > o conceito retrógrado de «encarregado de educação» – antigamente, era necessário, por causa dos níveis de analfabetismo, mas hoje, tirando os imigrantes, não há justificação para haver um conceito concorrente ao das responsabilidades parentais determinadas por lei;
    > a justificação de morada passar a ser, a morada fiscal da criança ou a morada de trabalho dos país, comprovada com documentos da entidade empregadora, da SS e da AT – a 1ª teria prioridade sobre a 2ª.

  18. Pedro diz:

    Estes comentários são o reflexo da nossa sociedade, uma sociedade em que dizemos em grande estilo que queremos mais justa, mas a realidade é se queremos mesmo? A minha conclusão, por esta amostra, sim queremos uma sociedade mais justa para mim próprio, que cada vez me satisfaça a mim e aos meus, esta é a triste realidade. Depois temos as pessoas que estão em cargos de representação públicos ou instituídos mesmo pelos pais, caso da direção da escola que tenta esconder para debaixo do tapete o que lhe é denunciado, porque é que a direção da escola em vez de se refugiar num discurso repetitivo de auditorias, não demonstra abertura e transparência e tenta verificar o que lhe é denunciado, não colabora com este grupo de pais? A associação de pais, que deveria ser associação de pais da escola e não associação de pais de alguns, não se preocupa com este problema? Que sociedade fria, sem carater, sem escrúpulos aceita saber que crianças pequenas andam a fazer quilómetros para ir à escola, as obriga a comer fora de casa, porque diz que não tem um problema. Por favor instituições e pessoas que estão nesses cargos analisem bem da justiça das vossas atitudes, sendo que alguns são pagos pelos impostos de quem mora na área da escola, grande sociedade!!!!

    • PF diz:

      As próprias pessoas da associação de pais e professores fazem isso para lá colocar os seus filhos. Acordem. O filipa sempre foi alvo de providências cautelares, inspecções, auditorias. É bastante fiscalizado. Não se pode dar ao luxo de não cumprir a lei ou de cometer ilegalidades. É tudo legal. Aos anos que este problema existe. Enquanto a lei o permitir existirá. também acho profundamente injusto trabalhar aí perto e ter um filho que não vai entrar na escola porque não serve de nada a prioridade do local de trabalho e não conheço ninguém no bairro elitista para me desenrascar a morada.

      • Pedro diz:

        PF, vamos esperar para ver, se fosse para ser igual não lutaríamos tanto, vamos esperar, pode ser que esta ação tenha algumas novidades/surpresas que as outras não tiveram e que gerem o resultado desejado. A pior coisa que alguém que vive em sociedade pode efetuar é adaptar-se com o incorreto! Não o critico quanto ao querer colocar o seu filho no Filipa está no seu direito, no meu ponto de vista, desde que sejam respeitados os critérios de vivencia em sociedade e as leis. Já quanto ao sermos elitistas é um estereótipo que posso entender em desespero está a ser utilizado, porque se frequentar a zona fora das horas de expediente iria constatar que na sua maioria não são essas pessoas que vivem na zona, são pessoas com certa idade, que merecem o nosso respeito, e jovens em início de vida que privilegiam o viver na sua cidade, o acederem a cultura, parques, restaurantes etc, e na maior parte das situações com enorme esforço monetário, por isso não nos rebaixemos tanto e comecemos a chamar nomes às pessoas. Há muitas pessoas a saírem cedo de casa e a chegarem 10 e 11 horas depois, a lutarem como é normal pela vida, por isso só pedem que os filhos possam frequentar a escola que está em frente, que possam ir almoçar a casa, que possam conviver com os amigos de fds. Por favor analisem o que escrevem, ninguém apelidou ninguém de outros nomes. obrigado

  19. Pedro diz:

    Permitam-me destacar algumas das frases constantes dos textos anteriores, para termos um “caminho construtivo”:
    É possível concluir que existe um problema, existe fraude:
    “ conheço casos de alunas que sempre moraram no lumiar e fizeram todo o percurso escolar no filipa de Lencastre e continuam . A mãe trabalha na zona e sabe mexer-se”. Há alunos a morar na Alameda, em Palmela, Almada, Alfragide…..
    Admite-se que o Filipa faz seleção de alunos, existindo mesmo canais/colégios com acesso direto; acesso por suposto mérito de alunos
    “Dito pela directora da Escola: O Filipa tem um «acordo» com a CGD em que os trabalhadores têm preferência em relação a outros candidatos. Ou seja, quem trabalha na sede da CGD passa à frente.”
    “….quando não trabalham nessas instituições, no dia seguinte o processo passa para outra escola.”
    “As próprias pessoas da associação de pais e professores fazem isso para lá colocar os seus filhos.”
    É assumido por alguém com responsabilidades no Filipa que existem EE de educação falsos, com moradas verdadeiras, e acredita que por lei é possível, mas não é, é mesmo CRIME!
    “…Filipa cumpre a lei, mas a lei é feita para que exista casos particulares”

    Problema legítimo:
    Pais residentes na zona de influência do Filipa que legitmamente querem que os seus filhos frequentem o Filipa e óbvio que em segundo lugar e nunca, esteve em causa:
    “E os pais não tem direito a ter os filhos perto do local de trabalho? Que raio de democracia é essa? Prefiro ter os meus filhos perto que a 20 km de distância”

    Soluções propostas:
    Desafia-se a escola e associação de pais a em conjunto encontrarmos uma solução para as crianças que não conseguem entrar e em seguida trabalhar-se na transparência de processos e denuncia de casos que afetem a livre entrada de alunos no Filipe conforme a lei determina, através de:
    – assinatura do Compromisso de Honra por todos os encarregados de educação. Entre outras coisas, esse Compromisso informa os Encarregados de Educação que prestar falsas declarações é um crime punível por lei (até um ano de pena de prisão ou pena de multa).
    – registo e publicação dos alunos que entraram na escola e por que critério de preferência entraram;
    – registo e publicação dos alunos que não entraram na escola e por que critério de preferência;
    – registo dos pais que reclamaram e suas razões no processo de admissão;
    – registos dos alunos que concorreram fora de horas e consequentemente foram enviados para outra escola, sendo identificado claramente o dia de entrada do processo na escola;
    – análise e denuncia dos EE “profissionais”
    – análise e se necessário denuncia dos EE que são alterados depois da matricula

    Quem pactua com os corretos valores de vivência em sociedade que diga de sua justiça, aguarda-se que mesmo quem hoje está contente com a situação implementada, perceba que no tempo não é sustentável, não dá a devida tranquilidade educativa para o seu educando, por mais que os responsáveis tentem acalmar os EE dizendo que não há um problema, eles sabem que há, não deixem que eles continuem a mandar-vos areia para os olhos! Todos em conjunto, assumindo que existe um problema e com vontade de o resolver, somos todos parte da solução!

  20. please type your name diz:

    Isto é tudo uma fantochada. Se se sabe de ilegalidades, move-se um processo ou apresenta-se formalmente uma queixa, não se faz uma petição; se não se concorda com a lei, convence-se os políticos a alterá-la. Se se presumem imoralidades, faz-se queixa ao padre (já que a PIDE deixou de fazer esse trabalho há algum tempo).

    • Pedro diz:

      Da vivência em sociedade, de forma correta, resulta que se deve dar oportunidade às pessoas de corrigir o que era efetuado de forma errónea.…se tudo continuar igual…. existe um caminho a percorrer…há que esperar pelo fim:)

  21. Miguel diz:

    querem ver que vai dar em caso de dciap 😉

  22. Carla S. diz:

    À pessoa que apresentou esta petição e a todos os seus assinantes gostaria de deixar aqui um testemunho/ recomendação de uma pessoa que teve um filho no AEDFL e que pôs a vaga do seu filho completamente à disposição de quem a quisesse ocupar.
    O meu filho entrou sem morada falsa e sem EE falso. Não vivemos no local visado pela carta educativa embora vivamos no centro de Lisboa. Quando escolhi a escola como 1ª prioridade pensei, tal como alguns de vós, que estaria a fazer o melhor para o meu filho. Não pensei que entrasse, mas tentei. Ele entrou. Achei estranho, mas o que me foi dito aquando da matrícula era que o facto de vir de um colégio parceiro e ter boas notas ajudou (Até aqui corrobora as suspeitas de alguns de vós). Penso que é mais que legítimo que os locais tenham prioridade no acesso. Mas aconselho-vos, informem-se acerca desta escola, pois podem estar a querer algo para os vossos filhos que logo à partida é desvirtuado, dada esta filtragem que é inicialmente feita (eu deveria ter posto logo isto em causa, mas não o fiz). Acontece que a filtragem continua lá dentro e os alunos que não corresponderem ao perfil são subtilmente convidados a sair e pais como vocês que põem em causa sistemas educativos destes – com toda a legitimidade, diga-se de passagem – são pais de filhos que se entrarem nesta ” armadilha” poderão ver os futuros dos vossos filhos hipotecados como aconteceu com o meu, principalmente, se depois de entrarem tentarem pôr uma data de coisas que não acham corretas, nem legítimas nos dias de hoje em causa (Ex. notas de final de período que são dadas sem que testes sejam entregues; professores que faltam períodos inteiros sem que sejam pedidas substituições; fomentação de centros de explicações…)…
    …mas trata-se de uma escola pública (mas pouco) que está em número 1 no ranking nacional (se é que isto significa alguma coisa para a felicidade dos vossos filhos).
    Para terminar, coloco-me desde já à vossa inteira disposição para ajudar nesta vossa luta e no que pensem ser o melhor para os vossos filhos, mas peço-vos: pensem se realmente é o melhor…

  23. Pedro diz:

    Carla agradecemos a sua partilha, todos os juntos iremos conseguir lutar contra o regime do Filipa, entre em contacto connosco chegademoradasfalsas@gmail.com

  24. cesar diz:

    aconteceu o mesmo com a minha filha de 5 anos quando fui matricular na escola onde resido que fica apenas a 50 metros não tive vaga foi para outra escola mais longe onde tenho que deslocar de carro .
    mas o que mais me entristece que na escola perto da minha residência estão crianças que não são daqui e moram longe e posso provar enfim
    fui reclamar no agrupamento e a informação era que tentasse para o ano seguinte mas por portas e travessas fui sabendo que isto funciona por conhecimentos e favores, é triste mas é as pessoas que temos nos cargos públicos.

  25. Maria diz:

    E que tal se começassem por averiguar porque é que a escola passou a ser ‘boa’? Não há fumo sem fogo. Os pais que trabalham na zona preferem os filhos ali? Por acaso, sabem que os nomes dos miúdos que têm negativas e mancham a pauta são classificados de NEEs e que por isso só os quêm boas notas é que contam para a estatística? Esta escola defrauda para se posicionar muito bem no ranking e os papás de fora da área atrolelam-se para pôr lá os filhos! Totós! Pais da área: ponham os filhos noutra escola, sim, que essa não tem valores!

  26. Dulce Afonso diz:

    O meu caso já remonta a 2015, quando pedi transferência de um colégio em Carcavelos para o Filipa Lencastre (escola que fica a 300 mts da minha área de residência). O processo foi arrastado e a menor foi colocada no Agrupamento Rainha Dona Leonor.
    Em 2016, na sequência do pedido de transferência da minha filha do Agrupamento Rainha Dona Leonor para o Filipa Lencastre, o qual foi indeferido, resultou uma não recolocação da menor no Agrupamento de origem mas sim num agrupamento que me foi imposto e completamente fora da área de residência. Durante este ano escolar, foi-me quase inexequível gerir deslocações e horários. Acresce a isto, que na altura manifestei a impossibilidade da minha educanda frequentar a referida escola, foram feitas várias exposições junto da DGESTe e ao Ministério da Educação e não foram obtidas respostas claras e evidentes sobre a não colocação na escola que lhe devia ser atribuída por direito .
    O ministério da Educação remeteu o processo para a DGESTe e a DGESTe afirma não haver vagas, pelo que a colocação da criança foi efetuada onde houve vaga, sendo que se o encarregado de educação não estiver de acordo deve ele mesmo procurar uma vaga numa escola do seu agrado. Inaceitável.
    Sabe-se que existem eventuais irregularidades em matrículas de alunos, com as falsas moradas, a grande maioria das crianças que frequentam aquela escola, não são residentes, os pais, arranjam uma morada, colocam o morador como encarregado de educação, a criança entra e posteriormente vão à secretaria mudar a tutoria.
    De acordo com os dados do último recenseamento (Censos 2011) a minha filha por prioridade de residência haveria de ter vaga no Filipa Lencastre.
    Termino dizendo que este ano por receio da minha filha poder vir a ser colocada noutra escola ainda mais longe não solicitei a transferência de processo para o Filipa Lencastre. Em que país vivemos????

  27. Ana diz:

    Nós mudámos para Benfica. O AE de Benfica é um agrupamento normal, não de topo dos desinformantes rankings… O mais novo ficou no JI, o mais velho não teve vaga para o 2º ano, tendo ficado colocado a 8 kms de casa, com autocarro para apanhar e horários de saída que não como gerir sozinha, dado que trabalho e existe agora esta distância de escolas – agrupamentos diferentes. Sei que também na Jorge Barradas há falsos encarregados de educação para filhos de pais que trabalham nas Torres do Colombo, Hospital da Luz e dos Lusíadas. E o meu filho não teve lugar no 2º ano…