CDS-PP quer um debate de emergência sobre a insegurança nocturna em Lisboa

por • 14 Novembro, 2017 • Actualidade, Segunda Chamada, VIDA NA CIDADEComentários (0)1106

O CDS-PP pretende convocar uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Segurança de Lisboa (CMS) para discussão dos problemas de insegurança e violência nas zonas de animação nocturna da capital portuguesa. O pedido consta na ordem de trabalhos da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que se reúne esta terça-feira (14 de novembro), pela segunda vez depois da tomada de posse do presidente de Câmara Municipal de Lisboa (CML) e dos 75 deputados da AML. Está em causa “a integridade física dos frequentadores da noite de Lisboa e bom nome da cidade, a nível nacional e internacional, sendo que a segurança é um dos principais factores que condicionam o turismo”, diz o partido na proposta de convocatória.

 

A solicitação para a realização do debate extraordinário, assinada pelo presidente do grupo de deputados municipais do partido, Diogo Moura, surge na sequência do último caso de violência na discoteca Urban Beach, ocorrido na madrugada de 2 de novembro, no qual três seguranças agrediram de forma muito violenta dois homens. O centrista qualifica a reunião como sendo de “carácter urgente”, uma vez que, explica em declarações a O Corvo, “o CMS foi criado especificamente para tratar questões nesta matéria, apesar de a Câmara de Lisboa não lhe dar a devida importância”. O CDS diz que os casos de violência na noite da capital “têm vindo a aumentar nos últimos anos, atingindo proporções preocupantes e causando alarme social”.

 

“Existindo um Conselho Municipal de Segurança, lamentamos que, em dez anos, nem sequer tenha reunido dez vezes. É muito preocupante, numa altura em que estas questões têm sido tão faladas. Acho que o CMS devia ter um trabalho mais profundo”, defende.

 

Na opinião de Diogo Moura, existe “um padrão de violência nocturna na Rua Cor-de-Rosa do Cais do Sodré, uma zona que até foi promovida pela Câmara de Lisboa, e em Santos”. “Por isso, estas questões não podem ser tratadas casualmente”, considera. “Há cada vez mais episódios de violência gratuita e, mesmo de mortes, em Lisboa, e é importantíssimo o conselho reunir sobre esta matéria e apontar novos caminhos”, defende, ainda.

 

Além disso, reforça, “todos estes fenómenos estão a atingir proporções alarmantes, diminuindo a qualidade de vida das pessoas que habitam nestas zonas nocturnas”. “Acho que devia existir um reforço do policiamento e um programa específico para diminuir estas situações, porque é difícil legislar e criar regras neste contexto”, reconhece.

 

Sobre o fecho do Urban Beach, Diogo Moura admite que não tem dados suficientes para comentar se o Ministério da Administração Interna (MAI) foi precipitado ao decidir encerrar o espaço nocturno, mas admite que “o Estado se viu pressionado e obrigado a tomar medidas, devido à visibilidade que o caso atingiu, principalmente nas redes sociais”.

 

Nas declarações a O Corvo, Diogo Moura acusa, ainda, a CML de não ser pró-activa no que diz respeito às questões de segurança nocturna em Lisboa. “A Câmara é mais reactiva, só com pressão é que reage”, diz.

 

O presidente do grupo do CDS-PP na assembleia salienta, ainda, que este órgão tem sido “a voz” de muitos munícipes e que “nunca existiu tanta intervenção por parte de associações de moradores e civis como agora”. “Enquanto órgão fiscalizador da acção do Município, a AML tem sido um grande exemplo na implementação de fóruns debate público. As pessoas começaram a perceber que as suas petições são analisadas e têm resposta, o que as motiva”, acrescenta.

 

O CMS é constituído, entre outros representantes, pelo Ministério Público, a Polícia de Segurança Pública, a Polícia Municipal, o SEF e a Polícia Judiciária. O presidente do grupo municipal do CDS-PP espera agora que o seu pedido de convocatória de reunião extraordinária seja aprovado e venham a ser apontadas alternativas com vista a tornar a cidade de Lisboa mais segura.

 

Texto: Sofia Cristino

 

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