Bairros, miradouros e frente ribeirinha de Lisboa candidatos a património mundial

por • 12 Janeiro, 2016 • Actualidade, Segunda ChamadaComentários (2)926

Será mais um acto simbólico a funcionar como marcador de posição para um eventual reconhecimento posterior. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) discute, nesta quarta-feira (13 de janeiro), uma proposta de candidatura de um conjunto de elementos da sua herança histórica a Património Mundial da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. No documento subscrito pelos vereadores Manuel Salgado (Urbanismo e Reabilitação Urbana) e Catarina Vaz Pinto (Cultura) arrola-se um conjunto tão vasto e consensual quanto é possível de bens arquitectónicos, no qual se incluem diversos bairros históricos da cidade, uma parte central da sua frente ribeirinha e os seus principais miradouros. “Lisboa Histórica, Cidade Global”, assim se chama a candidatura, tem como linha unificadora o legado dos “Descobrimentos do século XV” e do Terramoto de 1755.

 

Estes foram, segundo o texto que sustenta a proposta, “momentos em que a cidade se atualizou, adotando correntes de pensamento inovadoras”. O conjunto inclui o território envolvido pela Cerca Fernandina, os núcleos de Santa Clara, São Vicente e Mouraria, os colégios jesuítas de Santo Antão-o-Novo e o Noviciado da Cotovia – “enquanto locais de ensino de matérias científicas que constituíram grande contributo para a navegação” -, o Bairro Alto e o Mocambo, na Madragoa – “enquanto bairros gerados na sequência dos Descobrimentos” -, a Frente Ribeirinha entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia e ainda os miradouros de Santa Catarina, São Pedro d’Alcântara, Castelo de São Jorge, Graça, Campo de Santa Clara, Portas do Sol e Santa Luzia.

 

“A cidade medieval cresceu até ao rio e transformou-se na cidade global que mais tarde se soube reconstruir como cidade iluminista. Desta evolução, em constante adaptação a um relevo complexo e afeiçoando-se à pré-existência, resulta a Lisboa Histórica, singular entrelaçado de tecidos urbanos, testemunho de uma história milenar de intercâmbio de culturas, povos e religiões”, explica-se na proposta de inscrição do bem “Lisboa Histórica, Cidade Global” na lista indicativa nacional do Património Mundial da Unesco, que agora está a ser revista – uma obrigatoriedade a cada dez anos. O que isto significa é que o património histórico da capital portuguesa estará, a partir deste momento, na linha de espera para um eventual reconhecimento como património mundial, à imagem do que sucede, por exemplo, com Évora, Angra do Heroísmo ou a zona ribeirinha do Porto.

 

Texto: Samuel Alemão

 

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2 Responses to Bairros, miradouros e frente ribeirinha de Lisboa candidatos a património mundial

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