A beleza de Joana Amaral Dias (também) é um trunfo na campanha do Nós Cidadãos!  

por • 27 Setembro, 2017 • Actualidade, Reportagem, Segunda ChamadaComentários (17)338

Eles também são candidatos.

 

O Corvo acompanhou uma arruada do partido Nós Cidadãos!, com Joana Amaral Dias, a sua cabeça-de-lista à Câmara de Lisboa, a comandar a comitiva. Despachada e comunicativa, não deixa ninguém indiferente por onde passa, dos mais novos aos mais velhos. Nem que seja pela sua imagem. Gostava de ter uma voz crítica na autarquia e na Assembleia Municipal, para a qual também se candidata. Denunciar os grandes interesses especulativos imobiliários e os interesses partidários é uma das grandes prioridades.

 

Texto: Sofia Cristino

 

Na Praça Paiva Couceiro, os finais de tarde não variam muito: enquanto algumas crianças brincam no jardim, os reformados jogam partidas de sueca, um pouco indiferentes ao que está a acontecer mesmo ali ao lado. Os elementos da comitiva do Nós, Cidadãos! vão-se juntando, aos poucos, enquanto aguardam a chegada da sua cabeça-de-lista à Câmara Municipal de Lisboa (CML), Joana Amaral Dias. “A Joana está quase a chegar”, assegura Luís Matias, candidato do Nós, Cidadãos! à Junta de Freguesia de Penha de França.

 

Quando chega, vem determinada e decidida. O ritmo da marcha marca o ritmo do discurso. Às vezes, é difícil acompanhá-la. “Beijinhos, beijinhos para todos”, cumprimenta, despachada. Distribuídos os panfletos pelos elementos da comitiva, é hora de avançar, porque não há tempo a perder. Joana Amaral Dias começa por abordar os mais velhos, que não perdem a oportunidade para lançarem piropos à candidata. “Ai que senhora tão bonita”, elogia um. “Senhora não, menina”, rectifica logo outro.

 

“Sou mais gira ao vivo, não sou?”, brinca a antiga militante do Bloco de Esquerda. Não se percebe o que respondem. Falam todos ao mesmo tempo, atropelam-se uns aos outros, riem-se. A candidata quebra o burburinho e vai directa ao assunto. “Vamos lá saber quem é que está a ganhar o jogo? O jogo não está viciado como a política, pois não?”, questiona. Mas não obtém resposta, acabou de sair um Ás de Espadas e o jogo está a aquecer. “Então vá, bom jogo”, despede-se, bem-disposta.

 

 

Já noutra mesa, ali ao lado, a candidata mais nova à liderança da autarquia de Lisboa volta a interrogar: “Ouvi dizer que gostavam de ter uma cobertura aqui na praça. Verdade ou mentira?”. “Já estamos fartos de ser enganados, menina”, respondem quase em uníssono. “Então, não querem nada?”, desafia. Aos poucos lá vão dizendo que sim, que, nos dias de chuva, faz ali falta um toldo. “Quando chove, não podemos vir para aqui”, explicam. E outro acrescenta: “Fizeram uma obra que custou 87 mil euros, dava para reestruturar todo o jardim”.

 

“Pois, se fosse a Avenida da República ou o Saldanha estava aqui tudo a brilhar não?”, provoca Joana Amaral Dias, atacando de seguida as prioridades das anteriores autarquias. Também na linguagem é rápida e concisa. “Pronto chefe, não se esqueça de votar no domingo e em mim. Bom jogo e boa sorte, tchau tchau”, despede-se. “Tem uma pedalada”, comentam alguns.

 

O percurso continua pela Rua Morais Soares, onde vai entrando em diferentes espaços comerciais. Ao mesmo tempo, no megafone do carro de apoio à campanha, pode-se ouvir: “A Penha de França está a mudar. O movimento de cidadania Nós Cidadãos vai fazer o que ainda não foi feito”.

 

Pelo caminho, cruza-se com pessoas de todas as idades. Mete-se com todos. “Queres um panfleto? Tu nem tens idade para votar, pá. Deves ter 15 anos”, riem-se os dois. Uns não aceitam falar com a candidata, outros explicam que não votam em Lisboa. Algumas pessoas desejam-lhe boa sorte. A candidata reage: “é mesmo disso que eu preciso, muita sorte!”. Uma jovem na casa dos 18 anos questiona: “Porque devo votar?” “Por uma boa causa, uma causa fixe”, apela Joana Amaral Dias. “A menina é muito bonita, mas não vou votar em si”, brinca um homem mais velho.

 

 

Mais à frente, no café Calunga, questiona o proprietário sobre uma recente medida da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL), que levará a que haja menos lugares de estacionamento para residentes e comerciantes de algumas zonas de Lisboa. “Agora vai pagar mais para estacionar, sabia? Acha bem?”, pergunta. “Mal, muito mal. Eu já pago um selo do carro, que significa ocupação e circulação na via pública, Por isso, não se entende”, queixa-se. “É verdade, tem toda a razão. Nós andamos em guerra com a EMEL”, explica Joana Amaral Dias.

 

“Há muitos comerciantes que precisam de automóvel e têm de ter discriminação positiva, não queremos comerciantes que se vêem à rasca para abrir um pequeno estabelecimento”, continua a candidata. “Já nos vimos à rasca com tanta coisa…”, responde-lhe o dono do café.

 

A arruada prossegue rua abaixo, até à Alameda. Pelo caminho, um casal residente em Arroios há 13 anos manifesta vontade em falar com a candidata. Dizem que o principal problema que sentem é a falta de estacionamento. “Nós vivemos numa cidade em que os transportes públicos não funcionam. É um massacre estar à espera do autocarro, quando saio do trabalho à meia-noite”, queixa-se a mulher. “O parque da Alameda é capaz de ter dois ou três pisos sem nada. Acabavam por rentabilizar taxas e permitiam taxas mais baixas para os moradores”, diz o marido, sugerindo a disponibilização gratuita de lugares.

 

Joana Amaral Dias concorda: “Têm toda a razão. Os automobilistas agora são todos uns demónios, ninguém pode usar carro”. A ação de campanha termina ali na Alameda, numa conversa com uma empregada de um quiosque de venda de gelados.

 

Em declarações a O Corvo, a candidata à Câmara de Lisboa pelo Nós Cidadãos! confessa que, quando fala com as pessoas na rua, tem um sentimento de abandono. “Acho que os lisboetas se sentem completamente abandonados. Ninguém lhes liga”, considera. “Primeiro, a cidade não tinha dinheiro, estava envelhecida e os edifícios muito deteriorados. Estes problemas são muito antigos e nunca foram resolvidos. E, quando finalmente parecia que se ia começar a resolver isto, foram ultrapassados pelos turistas. Parece que nunca chega a vez dos lisboetas”, acrescenta.

 

 

“Ninguém se preocupa com a habitação, os transportes, o estacionamento, os espaços verdes e a higiene urbana, que são as pequenas coisas que fazem o dia-a-dia das pessoas. A maior parte das pessoas só quer ter qualidade de vida. É uma ambição mais que legítima, à qual a classe política tem de responder”, defende.

 

Para estas autárquicas, a principal prioridade de Joana Amaral Dias é ser “uma voz crítica na vereação e na Assembleia Municipal de Lisboa (AML)”. “Sou cabeça-de-lista das duas e gostávamos de eleger para a AML e para a vereação”, assegura. “Queremos ter uma voz que denuncie os grandes interesses especulativos imobiliários e as muitas limitações que advêm, justamente, dos interesses partidários, porque nós somos uma lista independente, sem esse tipo de espartilho. Vamos estar em cima do acontecimento e a fiscalizar o município”, promete.

 

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17 Responses to A beleza de Joana Amaral Dias (também) é um trunfo na campanha do Nós Cidadãos!  

  1. A menina que defende o apartheid feminino. Se fosse o Ventura…

  2. quando abre a boca e faz peixeirada a beleza esfuma-se….

  3. ´tirou a roupa ou anda a distribuir fotos em pelo?

  4. Só lhe falta passar pelo … cds…. é melhor continuar a tirar fotos nua…..

  5. Tenho muita pena de ver ao ponto a que a Joana Amaral Dias chegou. Segundo as minhas contas, este é já o 4º partido pelo qual concorre, depois do BE, do MAS e do PT. As suas intervenções são cada vez mais patéticas e mirabolantes: lugares exclusivos para mulheres nos transportes públicos não lembra ao Diabo! Chamar “arruada” ao passeio da Joana é um exagero. Espero agora ver “O Corvo” acompanhar outra “arruada”, agora do PNR e do seu patético líder, José Pinto Coelho.

  6. abre a boca e lá se vai a «beleza»

  7. A série de reportagens chama-se “Eles também são candidatos” e acompanha os candidatos dos seis partidos com menos representatividade eleitoral. As propostas dos candidatos dos principais partidos foram expostas, nos últimos dias, em três infografias temáticas, sobre transportes, habitação e ambiente. Cumprimentos.

  8. A beleza talvez agora a cabecinha …

  9. És linda mas toda nua e sem estares grávida.

  10. Dava jeito a Malta ia aos comícios de certeza!

  11. Paulo Duque diz:

    Os velhos acham td o que mexe e usa saia bonito…Pena ser um ESCROTO alucinada.Seguramente tera 2 votos da mãe e do pai….. e daí..Enfim ,não conta para a equação

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