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Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz

por • 5 Janeiro, 2017 • Actualidade, Segunda ChamadaComentários (91)1097

 

A vontade do senhorio acabou por se revelar mais forte, embora a gerente da loja até admita “algum alívio” pelo fim da incerteza e “sentimentos contraditórios”. A Tabacaria Martins, de porta aberta no número 4 do Largo do Calhariz desde 1872, vai fechar no final do mês de janeiro. “O senhorio não quis renovar o contrato, por isso, não posso fazer nada”, diz ao Corvo Ana Martins, 61 anos, neta de Manoel Francisco Nunes Martins, fundador deste estabelecimento incluído no restrito conjunto de 63 a quem a Câmara Municipal de Lisboa decidiu atribuir a classificação de “Lojas com História”. Distinção insuficiente para garantir a manutenção do negócio centenário, apanhado pela revolução em curso no mercado imobiliário da capital. O prédio será convertido num conjunto habitacional de luxo e a gerente e três funcionários ficam desempregados.

 

O desfecho apenas se confirmou na manhã desta quarta-feira (4 de janeiro), quando se deu por encerrado o diálogo mantido entre Ana Martins e os novos donos do imóvel, adquirido por um fundo imobiliário inglês, em junho do ano passado – um mês antes da inclusão do estabelecimento na lista das “Lojas com História”. As intenções dos representantes dos investidores britânicos – que compraram o edifício a um antigo administrador do Grupo Espírito Santo – ficaram claras logo desde o primeiro contacto. A tabacaria teria de fechar, apesar de a gerente manifestar claro interesse em continuar. Os apelos a uma mudança de posição foram infrutíferos. “A resposta foi um não taxativo”, diz Ana, recordando que a nova Lei das Rendas, aprovada em 2012, permite que se ponha assim um ponto final numa das últimas casas comerciais com tais características – na qual se destaca o interior forrado a madeira, herdeiro do ambiente da Lisboa oitocentista.

 

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Um desenlace que a empresária apelida de “insólito” e “contraditório”, tendo em conta o facto de o estabelecimento ser parte de vários instrumentos de protecção, como o Inventário Municipal de Património, anexo ao Plano Director Municipal (PDM), estar inserida no conjunto de Interesse Público da Lisboa Pombalina, mas sobretudo o muito publicitado programa camarário “Lojas com História”. “Ganhámos a classificação em julho passado e agora acontece isto. Percebe-se que tais instrumentos são apenas bandeiras, sem aplicação prática e que pouco ou nada significam. Nada na lei nos defende de uma situação destas”, critica Ana Martins, que está à frente do negócio familiar desde há 15 anos e vê nesse programa criado pela autarquia pouco mais do que um conjunto de boas intenções.

 

“O poder político não faz muito neste campo. Ou passa a haver em Lisboa, como noutras cidades europeias, instrumentos para proteger as lojas simbólicas contra tais situações, ou isto vai continuar a acontecer, a descaracterização da cidade”, considera a gerente do estabelecimento conhecido pela qualidade da oferta de produtos de tabaco, da imprensa nacional e estrangeira e dos artigos de papelaria. Mas também dos jogos de sorte e azar, tendo sido das primeiras lojas a aderir a tal negócio, segundo consta da descrição feita no sítio do Círculo Das Lojas De Carácter e Tradição de Lisboa, iniciativa do grupo cívico Fórum Cidadania LX – na qual se refere a data da fundação como sendo 1897, embora a atual gerente garanta que a mesma é 1872.

 

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“A Tabacaria Martins é uma das raríssimas tabacarias antigas de Lisboa ainda em actividade, estando praticamente igual ao que era aquando da sua inauguração em finais do século XIX”, refere-se na ficha da loja, antes de se salientar a originalidade da boiserie que a envolve – ou seja, do trabalho de revestimento em madeira -, mandada fazer pelo avô de Ana Martins e “concebida, aliás, como peça única, unindo os armários ao balão encastrado e a própria montra”. Na fachada do edifício, destacam-se duas placas em pedra anunciando: “tabacos nacionaes e estrangeiro – cervejas – águas” e “artigos de papelaria papel selado selos e letras – loterias e jornais”. Elementos que a gerente pensa levar consigo, para preservação da memória. Ainda a tentar racionalizar sobre tal desfecho, em relação ao qual admite “sentimentos contraditórios”, a descendente do fundador diz que sente “algum alívio” pelo fim das incertezas, mas também mágoa. “Isto faz parte da minha vida”, diz.

 

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Texto: Samuel Alemão

 

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91 Responses to Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz

  1. Não se compreende como se pode fechar uma loja com estas características!!!!!

    • está a falar da renda?

    • Jorge diz:

      Uma vez que a loja queria continuar e tinha clientes, a explicação é um enquadramento legal que não protege estas situações.
      É um facto que a lei do arrendamento tinha de mudar, a bem da reabilitação urbana e dinâmica económica, mas a mudança não protegeu situações de interesse histórico ou patrimonial como esta.
      Tanto o governo anterior, como o atual (de partidos que tanto criticaram a mudança da lei do arrendamento), são responsáveis.
      Quanto à CML, nem vale a pena esperar nada. Este executivo já mostrou que a única visão que tem para Lisboa é turismo, turismo e mais turismo.

    • Sr.João Almeida,o sr, tem que se informar melhor sobre este assunto.Aqui,e em muitos casos,não está o problema da renda,até porque a maioria das lojas tradicionais e históricas que já fecharam eram viáveis e queriam renovar as suas rendas,o problema reside na lei que o governo anterior implantou.

  2. É imperdoável. Onde anda o ministro da cultura?

  3. Vamos fazer um movimento, um absurdo a loja está classificada como loja com história; estão acabando com Lisboa!

    • Maria Sarmento diz:

      Acabei de falar com a Câmara Municipal sobre esta situação (que considero inadmissível) e pediram-me para fazer uma exposição do caso ao Presidente da Câmara através deste formulário: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/DOCS/Formularios/transversais/CML_multiusos.pdf

      Depois de preenchido deve-se enviar o formulário para este endereço de email (municipe@cm-lisboa.pt) com o assunto URGENTE – Salvar a Tabacaria Martins.

      Peço a vossa colaboração neste esforço. Obrigada

      • Ana diz:

        Um comentário útil! Obrigada. Assim farei. Espero que muitos mais sigam o exemplo e isto tenha consequências.

        • helena diz:

          vou fazer tb ,é inadmissível !!!!
          as lojas da baixa lisboeta quase todas foram ,substituídas por chineses e indianos ,a nossa baixa já não é o que era ,estão a acabar com umas das grande atracções turísticas da cidade , esta loja como outras tantas deveriam estar protegidas.

  4. A zona está recheada de turistas, as lojas deste gênero terão os dias contados. Os senhorios vendem os prédios e os investidores o que pretendem é isso mesmo: alojamentos de luxo, hotéis, apartamentos Air bnb. Quando os turistas depois vierem a Lisboa já só haverá para ver hotéis e macdonalds, burguer kings e afins. As lojas centenárias tendem a desaparecer…É mesmo uma tristeza!

    • Os senhorios se calhar também têm contas para pagar e muitos ao final de 20, 30, 40 anos a receberem 10 euro de renda também se fartaram. Os turistas nada têm a ver com isto. Culpe-se a lei das rendas, mas não se culpe a carteira de cada um, ora.

    • Se por “culpe-se a lei das rendas” se pretende dizer “culpe-se a lei do congelamento das rendas pós 74”, concordo plenamente. Mais uma das excelentes marcas deixadas pela governação do fdp que teima em não morrer. Deram cabo do mercado de arrendamento (deixou de ser viável arrendar quando a inflacção disparou e as rendas ficaram congeladas). Mais uma vez se demonstra. Os erros de hoje pagam-se sempre caros amanhã.

      • ricardo diz:

        As rendas foram congeladas muito antes de 74. Se não estou em erro, nos anos 50 ou 60: “Os erros de hoje pagam-se sempre caros amanhã”. É voltar a contextualizar a questão, portanto.

      • Augusto diz:

        A lei do congelamento das rendas vem do tempo da ditadura, informe-se antes de escrever sobre o que desconhece.

    • Maria Sarmento diz:

      Acabei de falar com a Câmara Municipal sobre esta situação (que considero inadmissível) e pediram-me para fazer uma exposição do caso ao Presidente da Câmara através deste formulário: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/DOCS/Formularios/transversais/CML_multiusos.pdf

      Depois de preenchido deve-se enviar o formulário para este endereço de email (municipe@cm-lisboa.pt) com o assunto URGENTE – Salvar a Tabacaria Martins.

      Peço a vossa colaboração neste esforço. Obrigada

    • Nuno Pereira diz:

      Estive em Lisboa de ferias pela 1 vez em Novembro,sou da Madeira e nunca lá tinha ido,saia do hotel as 6h da manha e só regressava as 22h da noite,andei sempre a pé para conhecer a cidade e levei como recordação visitas e belas fotos destes tipos de estabelecimentos,infelizmente pelo que leio aqui em breve não passarão apenas disso de memorias ;(

  5. isto me deixa muito triste como morador da zona

  6. Visão a curto prazo, é preciso incluir estas lojas na nova realidade da cidade e não fechar, porque o que gostamos de ver quando visitamos uma cidade é a sua história e as suas particularidades

  7. Marisa Qg Marisa Qg diz:

    Afinal só vão ficar em Lisboa hotéis e predios de apartamentos para turistas. Tá bonito, né? Bravo Lisboa!

    • Ainda nem há 5 anos não havia turistas e o abandono também existia. Dê graças enquanto eles cá andam, quando eles deixarem de vir ninguém irá salvar Lisboa. Hoje pode andar na rua da da Madalena à vontade, há 5 ou 6 anos parecia Aleppo. É a memória curta.

      • Augusto diz:

        O turismo de massas tem vantagens e desvantagens, Barcelona e Berlim já o estão a combater, era bom aprendermos com os erros que outros cometeram . A galinha dos ovos de ouro, pode transformar-se num pesadelo.

    • Maria Sarmento diz:

      Acabei de falar com a Câmara Municipal sobre esta situação (que considero inadmissível) e pediram-me para fazer uma exposição do caso ao Presidente da Câmara através deste formulário: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/DOCS/Formularios/transversais/CML_multiusos.pdf

      Depois de preenchido deve-se enviar o formulário para este endereço de email (municipe@cm-lisboa.pt) com o assunto URGENTE – Salvar a Tabacaria Martins.

      Peço a vossa colaboração neste esforço. Obrigada

  8. Elsa diz:

    Um absurdo deixar que fechem a loja .lojas como esta deveriam ser mantidas e preservadas, mais uma vez o lucro fácil da nossa Câmara de lisboa deixa que isto aconteça , então é o instituto do patrimônio e a câmara, toda a gente deveria de saber que para vender qualquer imóvel teem que ter a sua aprovação e renunciar ao direito de preferência. Façam valer os vossos direitos . Reafirmo que o ippar e a câmara tiveram que renunciar ao direito de preferência para este ser vendido, o que é uma vergonha se isso aconteceu.

  9. Exmo. Sr. Presidente Fernando Medina, uma palavra quanto ao tema por favor?

  10. Fui lá tantas vezes quando morava no meu Bairro Alto. Tristeza.

  11. João Fernandes diz:

    Quan

    Mais um espaço com sustentabilidade e vontade de continuar que vai ser forçado a fechar. A adicionar a uma lista que inclui:

    Fábrica Sant’anna, Restaurante Palmeira, Adega dos Lombinhos, Lusitano Clube (Este não é bem comércio mas creio que se pode incluir nesta lista).

    Julgo que a pastelaria Bijou do Calhariz também deverá fechar pois funciona no mesmo edifício e acaba por entrar também na lista.

    Muitas vezes circula o argumento de que as lojas antigas fecham porque não têm clientes … no caso da Tabacaria e das restantes lojas que referi isso não é verdade, é uma destruição de património histórico, tradição e charme que tornavam Lisboa uma cidade atractiva.

    Tirando a Fábrica e o Lusitano clube sou e fui cliente frequente de todos os outros espaços … tenho muita pena do que vai sucedendo.

  12. São Lopes São Lopes diz:

    Sugiro ir mais longe, e mais rápido : implodir todas as zonas históricas e de interesse de Lisboa e construir só hoteis, restaurantes de luxo e lojas de imans para frigorifico… é o que tá a dar

    • As pessoas e os moradores de Lisboa já há décadas que nada querem saber de Lisboa. Lisboa só se tornou moda depois de outros nos virem dizer o que era moda. Há décadas que o património foi sendo destruído por quem ganhou várias vezes eleições, que foi abandonado pelos próprios lisboetas que sempre preferiram a periferia o elevador e o lugar de estacionamento a viver no meio da cidade (basta ir ver os Censos) e claro, a lei das rendas. A caridade é bonita, mas quando alguém nos oferece 1 milhão por um prédio vs 40 anos de rendas de 10 euros, eu se calhar vou pensar nos meus e depois nos outros. É assim.

    • E eu nem sou senhorio, mas também não sou parvo e percebo o que muitos herdaram foi problemas e rendas ridiculas.

  13. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/tQ3RwL6mmk

  14. Quando so houver hoteis para ver em Lisboa, o turismo vai acabar por diminuir. As pessoas ainda nao se aperceberam que os turistas vem ca para ver tambem o estilo de vida de quem habita pela cidade e as coisas tradicionais. E quando isso acabar, é ver esses hoteis que abrem como cogumelos a fechar portas e depois vai ficar claramente uma cidade muito mais interessante cheia de hoteis fechados.

    • As pessoas e os moradores de Lisboa já há décadas que nada querem saber de Lisboa. Lisboa só se tornou moda depois de outros nos virem dizer o que era moda. Há décadas que o património foi sendo destruído por quem ganhou várias vezes eleições, que foi abandonado pelos próprios lisboetas que sempre preferiram a periferia o elevador e o lugar de estacionamento a viver no meio da cidade (basta ir ver os Censos) e claro, a lei das rendas. A caridade é bonita, mas quando alguém nos oferece 1 milhão por um prédio vs 40 anos de rendas de 10 euros, eu se calhar vou pensar nos meus e depois nos outros. É assim.

  15. RuiMCB RuiMCB diz:

    Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/1guuuSk6yV

  16. maria beltrao diz:

    A pior camara de que tenho memória, vergonha!!

  17. Andrade diz:

    Não posso dizer nada sobre o assunto, porque senão os jotinhas que habitualmente vão a Lisboa ao fim de semana para os copos, me chamam de “Velho do Restelo” <3

  18. E assim, vão apagando a história do País. Que triste.

  19. João Costa diz:

    Lisboa está a perder a sua essencia e a sua cultura, e está a entrar numa nova era que é a cultura tuk tuk. Habitações de luxo para quem? Portugueses? Proovavelmente não. Para alojamento local ou estrangeiros, que apenas desvirtuam a baixa pombalina. Não se tomem medidas para impedir que tudo acaba. O turismo já é demais, e tudo é feito a pensar no turista e visitante estrangeiro. Lisboa devia já mudar o nome para Lisbon, ou ou new-London, pois continuar a chamar o nome portugues ja não merece a pena.O ministro da cultura esta-se a borrifar. `È preciso investimento para a economia a avançar, e qualquer coisa que traga investimento é bom. Basta ver como o governo se cala com o trabalho escravo da Uber, pois este negócio incentivou a venda de carros novos e como tal fez lucrar os cofres do estado. Se amanha um consorcio franco-chinamarques comprar o edificio do martinho da arcada e despejá-los o governo vai se estar a borrifar e mesmo a camera. A camera e o governo querem é tuc-tucs e emels e taxas turisticas e sacar dinheiro. Historia e patrimonio e identidade de um povo que se lixe.

  20. Silvestre Rito diz:

    O mercado é implacável e os elementos de protecção disponíveis são só para “Inglês ver ” ou para efeitos eleitoralistas pois na hora da verdade , nada disso se aplica ou seja é folclore!

  21. mais um comercio português que vai virar loja de monhé… mais uma loja com regras lei e funcionários portugueses para ser uma loja de clandestinos estrangeiros sem lei regras ou qualquer contrato onde um funcionário que nem a língua de Camões fala trabalha 15 horas seguida sem folga ou ferias …este é a nossa Lisboa…. :-( ;-( …

  22. A julgar pelos comentários a CML tem de subsidiar os negócios não rentáveis só porque são históricos

    • João Fernandes diz:

      A tabacaria martins é um negócio sustentável. Pode não ser o mais lucrativo mas era suficiente para que a sua proprietária quisesse continuar a actividade e dar emprego a 3 funcionários. Eu sou cliente da tabacaria … conheça melhor as realidades antes de enfiar tudo no mesmo saco. Quem fala da tabacaria Martins fala também de um conjunto de outros espaços que fecharam e estão em vias de fechar e que não só tinham sustentabilidade como tinham vontade em continuar a sua actividade. Há de facto lojas que não têm viabilidade mas por favor não meta tudo no mesmo saco.

    • Sandra diz:

      Pelos vistos este negócio era rentável…

      • Oi diz:

        se era assim tão rentável e existindo há mais de 100 anos, porque raio não eram eles proprietários do espaço? porque é que continuavam a alugar o espaço?

        e já agora, se são assim tão rentáveis e simbólicos, porque é que não se mudam para um novo espaço na cidade? decerto que os turistas e os clientes vão querer continuar a visitá-los

        • Mike diz:

          OI, nao fale bom senso porque nesta pagina parece existir pouco. Porque raio tem que vir estado agora meter-se em assuntos privados? E a mania dos Portugueses que querer mandar na vida dos outros (e provavelmente nenhum dos que comenta aqui ate e cliente). Nao gosto que estes negocios fechem, tambem fico triste, mas se e viavel, que se mudem para outro local. O que nao faltam eh lojas para alugar em Lisboa.

  23. Mais uma! Daqui a pouco Lisboa é dos estrangeiros e deixa de ser portuguesa.

  24. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/4QXVzwrCog

  25. Mais um passo na uniformização… Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/U8ezW8d5BD

  26. Rui Freitas diz:

    Triste, fico mesmo muito tristes com isto.. estão a distribuir a nossa cidade e nós nada podemos fazer…
    Estou farto de turistas

  27. Margarida diz:

    Vergonha para a Câmara de Lusboa demasiado preocupada em fazer obras inúteis de que todos estamos fartos , declarar patrimônio e depois deixar fechar em vez de fazer valer o direito de preferência é reabilitar o edifício mantendo a tabacaria , a culpa não é dos turistas que tem sufoca salvação da nossa economia actualmente , mas sim de quem não sabe gerir as situações , o Medina só quer obra de rua , uma vergonha , não olha a meios e deitar gente para o desemprego não o incomoda , em vários aspectos

  28. E qual é o drama? A julgar pelas obras que têm sido feitas em vários pontos de lx (quase toda) lisboa é para entegar às elites e aos turistas, lojas e lojecas locais não têm nome, turista não entra, hoteis e bares sobejam, portugueses médios para fora de lx, essa escumalha que só sabe andarbde carro :) é a lei da vida uns vão ficando, outros vão. Subsidiar para a loja ficar aberta? Tá tudo louco.

  29. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz | O Corvo | sítio de Lisboa https://t.co/8SSyZAcb6W

  30. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/FPGS3SPY6G

  31. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/DEUalAo0GA

  32. Que estupidez… O que é que os turistas vêm cá ver quando se destruir tudo isto? Hotéis e outros turistas? Sem a vida local, o turismo tb não dura nada. Sentem-se defraudados porque já não é “autêntico”.

  33. Vendo as opiniões aqui expressadas também não me espanta nada que este tipo de coisas possa continuar a acontecer. Qualquer capital europeia tem mecanismos de proteção eficazes para proteger este tipo de património, e para mitigar a descaracterização que o turismo sempre traz. Mas aqui continuamos uns tacanhos e uns pacóvios, deslumbrados com a enchente de estrangeiros… Um bocado mais de autonomia, auto-estima e orgulho não lhes faria mal nenhum.

  34. “Um desenlace que a empresária apelida de “insólito” e “contraditório”, tendo em conta o facto de o… https://t.co/PdT3nQIiOT

  35. Maria Sarmento diz:

    Acabei de falar com a Câmara Municipal sobre esta situação (que considero inadmissível) e pediram-me para fazer uma exposição do caso ao Presidente da Câmara através deste formulário: http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/DOCS/Formularios/transversais/CML_multiusos.pdf

    Depois de preenchido deve-se enviar o formulário para este endereço de email (municipe@cm-lisboa.pt) com o assunto URGENTE – Salvar a Tabacaria Martins.

    Peço a vossa colaboração neste esforço. Obrigada

  36. Miguel Carmo diz:

    Uma vergonha. Portugal no seu melhor. Muito do direito em Portugal é não vinculativo. Este não tem nome. O Presidente Medina quer e não quer. É altura de pôr fim a esta vergonha. Nem oito nem oitenta. Defendamos a tabacaria Martins. Ou será melhor preservar as ciclovia para seis bicicletas da Fontes Pereira de Melo?

  37. ana gomes diz:

    a tabacaria (que integra o conjunto das 63 lojas já distinguidas pela CML no âmbito do programa Lojas com História) é uma das lojas integradas no Palácio Sandomil. De acordo com informação constante do próprio portal da CML, trata-se de “ edifício setecentista construído no 2º quartel do séc. XVIII, que à data do terramoto era propriedade do Conde de Sandomil, não tendo sofrido danos maiores com o cataclismo. O interesse deste palácio, classificado como Imóvel de Interesse Público, reside em dois compartimentos do piso nobre: um salão de planta rectangular, e uma sala contígua de planta quadrangular, dos quais se destacam, em termos artísticos, o tecto apainelado do salão e a abóbada abatida da sala, ambos estucados e exibindo pinturas decorativas da autoria de Pedro Alexandrino (…). Algumas das suas dependências possuem silhares de azulejos setecentistas”. O imóvel consta do Inventário Municipal (nº 49.04) anexo ao PDM e está inserido na Lisboa Pombalina classificada como Conjunto de Interesse Público pela Portaria n.º 740-DV/2012, de 24-12, para além de sujeito ao Plano de Urbanização do Núcleo Histórico do Bairro Alto e Bica. Apesar de ainda não ter projecto aprovado, já está em divulgação em vários portais imobiliários, nacionais e estrangeiros, para futura comercialização de apartamentos de luxo:
    http://www.sothebysrealtypt.com/empreendimentos/show.aspx?idempreendimento=83&title=the-sandomil-lisboa-misericordia&idioma=pt . O património de “Interesse Público” esse, ficará para usufruto exclusivo de quem o pagar….

  38. José diz:

    Fechou, fechou e então???
    Ao preço que está tabaco.
    Já viram o estado que está o predio???se fossem os donos tambem queriam LUCROOOO

  39. José diz:

    PARIS é a cidade com mais turista, e não deixa de ser Francesa.
    Que comentários mais PARVOS.

  40. Clea Rawinsky diz:

    This closure serves only to benefit and enrich the few while destroying the distinct heritage and attraction that is Lisbon for everybody. Such gentrification MUST be resisted.

    Without protection places like this with all their quirkiness, history and “patrimonio” will eventually change one of Europe’s greatest cities into a sterile tourist destination for a dumbed-down future.

    Resist, resist, resist.

  41. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/DnyttIj9Rx

  42. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz | O Corvo | sítio de Lisboa https://t.co/euQmXolghl

  43. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/p5fZfuwE3m #lisboa

  44. Carla diz:

    É lamentável isto acontecer. A mim até me custa acreditar k seja possível. Enquanto se anda a tentar preservar estes estabelecimentos e incentivar para os manter, vem estes Ingleses e nós, os Tugas permitimos. É as leis e o país k temos

  45. Pois….é só politiquices, e o que realmente interessa, o nosso património, seja ele qual for, porque este não é caso único, infelizmente, vai parar, ou melhor, é vendido, à estrangeirada que pouco ou nada sabe da nossa história, cultura e tradição. Infelizmente também, o dinheiro fala mais alto do que o gosto pelo que é nosso, genuínamente nosso, e pelo visto, se vai transformando naquilo que é dos outros. Porque poucos serão aqueles que respeitarão e manterão o nosso património imobiliário como ele e nós, merecemos. Lamento que os nossos políticos, dirigentes e governantes (que governam para servir os interesses estrangeiros), não “os” tenham no sítio, e deixem de ter medo de enfrentar os interesses instalados. Pois… mas o dinheiro fala mais alto. Um dia, levam-no com eles para debaixo da terra….

  46. Luiz de Sá Pereira, arq. diz:

    Senhor Presidente da Câmara, Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro Ministro:
    Alguém saia a terreiro. Alguém repare neste coro de lamentações! Alguém nos acuda!

  47. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz | O Corvo | sítio de Lisboa https://t.co/yG7D5afRNE

  48. Fecha no fim do mês a Tabacaria Martins, aberta desde 1872 no Largo do Calhariz https://t.co/0ao2FVXEkO

  49. Augusto diz:

    Segundo as ultimas informações a Tabacaria já não vai fechar, finalmente uma boa notícia.

  50. João Barreta diz:

    ? = !

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