Novo piso do jardim do Princípe Real estará pronto no início da Primavera

por • 5 Fevereiro, 2016 • Actualidade, SlideshowComentários (4)1203

O novo piso do Jardim do Princípe Real, constituído por “betuminoso colorido, um agregado com 2,5 centímetros de grossura e permeável”, começou, finalmente, a ser colocado e deverá estar pronto para ser utilizado no final de Março, com a chegada da Primavera. As obras tiveram início a 25 de Janeiro e, de acordo com uma fonte do gabinete do vereador José Sá Fernandes (Estrutura Verde), estarão terminadas dentro de um mês e meio, se as condições climatéricas não prejudicarem a intervenção. O asfalto que está a ser colocado servirá de base ao novo piso de tom claro, garante a mesma fonte. Será o fim dos dias poeirentos, promete-se.

 

A substituição do piso daquele espaço verde – a cargo da empresa Arquijardim e que deverá custar 79 mil euros à Câmara Municpal de Lisboa – é aguardada há muito e assume-se como mais um episódio numa longa e conturbada sequência de intervenções, iniciada com as obras de requalificação do jardim, ocorridas em 2010. Esse trabalho não correu pelo melhor e, desde então, tem sido muita a polémica. Na altura, a autarquia havia optado por proceder à substituição do piso de alcatrão, existente até então, por um material designado Aripaq: saibro estabilizado feito à base de pó de vidro reciclado. Essa escolha veio a revelar-se um fiasco, já que o novo solo começou a apresentar problemas estruturais, desconjuntando-se e apresentando buracos em vários sítios.

 

IMG_5063

 

A contestação à intervenção camarária no jardim de 1,2 hectares, inaugurada em Maio de 2010, sofreu forte contestação quase desde o início. Moradores e frequentadores do espaço mobilizaram-se, nesse ano, através de uma petição, que reuniu cerca de três centenas de assinaturas, pedindo à câmara que procedesse à retirada imediata do novo piso, uma vez que, alegava-se, “a inalação continuada daquelas partículas de pó tornar-se-á, até prova em contrário, um grave problema de saúde pública”. Na altura, tal exigência não obteve resposta por parta da CML. A autarquia, todavia, tentou remediar os então evidentes defeitos do pavimento, através da rega do piso com uma solução química agregadora da camada superficial.

 

Pretendia-se reduzir o incómodo pó, mas as coisas também não correram bem. Não só a poeira não despareceu, como foi assumindo uma indisfarçável omnipresença: estava no ar e em cima dos bancos, tornando a frequência do icónico parque verde uma experiência pouco agradável. Tanto que, há dois anos, em Fevereiro de 2014, José Sá Fernandes admitiu publicamente que a intervenção original da câmara esteve longe de correr bem. Nessa altura, o vereador garantia que o pavimento seria integralmente substituído, em Outubro desse ano, por “betuminoso colorido, um agregado com 2,5 centímetros de grossura, permeável”. Uma intervenção que seria “relativamente rápida”. Ela está a ser começada agora.

 

Texto: Samuel Alemão

 

Pin It

Textos Relacionados

4 Responses to Novo piso do jardim do Princípe Real estará pronto no início da Primavera

  1. Tuga News Tuga News diz:

    [O Corvo] Novo piso do jardim do Princípe Real estará pronto no início da Primavera https://t.co/0UuB4Memdq #lisboa

  2. mas porquê o alcatrão outra vez? como base para o outro não faz sentido. já está a impermeabilizar o solo…

  3. Gustavo Silva diz:

    Caro Gonçalo Moreira, mas leu o texto ou vem para aqui dizer tretas porque sim? Logo na primeira linha diz que o novo material será “betuminoso colorido, um agregado com 2,5 centímetros de grossura e permeável”.

  4. John diz:

    Aqui está um exemplo em que as queixas da população contribuirão para uma solução pior que a original. Um piso não betuminoso e que mais se assemelhe a terra ou materiais orgânicos fica sempre com melhor aspecto. O anterior tinha essa vantagem, e os efeitos do pó nunca me pareceram graves o suficiente para mudar o piso todo. Agora ficaremos com um piso que, apesar das garantias de premeabilidade e de cor clara, ficará sempre com aspecto de alcatrão. Se não acreditam vão ver como está o jardim da praça D. Luís I (ao lado do mercado da ribeira) onde esta solução foi aplicada.